Independente da crença, lugares ligados à devoção e à fé atraem visitantes por sua beleza, paz e diferenças. Curitiba apresenta vários locais religiosos que fazem parte da história e, também, do turismo da cidade. “A capital é um grande exemplo da pluralidade religiosa brasileira, com belas construções e acervos espalhados por vários bairros”, destaca Tatiana Turra, presidente do Instituto Municipal de Turismo.

Ela lembra que a Prefeitura oferece a moradores e turistas o guia Rotas Religiosas, que integra a coleção Curta Curitiba. O roteiro traz 26 passeios, onde é possível conhecer espaços religiosos e festas de Curitiba e região, e está disponível gratuitamente on-line e impresso, nos sete postos de informações turísticas da cidade (confira os endereços no link).

O guia, com muitas fotos e informações históricas e arquitetônicas, convida as pessoas a explorar os espaços de fé mais conhecidos da capital, como a Catedral Basílica Menor, a Mesquita, o Museu Egípcio e Rosacruz e a Primeira Igreja Batista de Curitiba, bem como locais pouco visitados pelo tema, mas não menos mágicos, como a Capelinha Schoenstatt, o Museu de Arte Sacra (instalado dentro da Igreja da Ordem, a mais antiga da cidade) e o Memorial de Curitiba, que abriga joias arquitetônicas curitibanas, os antigos retábulos da Igreja Matriz, demolida em 1875.

“Com o Rotas Religiosas, o visitante pode se planejar para visitar os espaços ligados à religiosidade que gostaria de conhecer, adaptando o roteiro aos dias programados na cidade”, reforça Tatiana.


Cinco programas em Curitiba ligados a devoção, fé e religiosidade

Pluralidade religiosa

No setor histórico da cidade, há templos de diferentes religiões, que podem ser visitados em uma caminhada. Construída em 1737, a Igreja da Ordem é a mais antiga da capital e empresta seu nome a toda a região (Largo da Ordem). Depois de apreciar a bela construção de linhas simples, é possível visitar a Igreja Presbiteriana Independente (Rua do Rosário, 218), a Igreja do Rosário (Praça Garibaldi), a Catedral Basílica Menor (Praça Tiradentes), Igreja Luterana (Rua Trajano Reis, 199), a Mesquita Imam Ali Ibn Abi Talib (Rua Kellers, 383), Igreja São Vicente de Paulo (Rua Jaime Reis, 531) e o Templo Hare Krishna (Rua Duque de Caxias, 76). Todos os espaços religiosos têm entrada gratuita e visitas guiadas em alguns templos precisam ser agendadas (saiba mais no link).


Tesouros em terracota no Masac

Logo na entrada, uma imagem de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais dá as boas-vindas aos visitantes do Museu de Arte Sacra de Curitiba (Masac), localizado na Igreja da Ordem, no Centro Histórico, a mais antiga de Curitiba (inaugurada em 1738). A peça, feita em terracota (material obtido a partir do barro), é do século 18. Mais à frente, a imagem esculpida em madeira de São Benedito, o padroeiro dos negros, chama a atenção. As duas peças estão entre as 1,5 mil em exposição no Masac, administrado pela Fundação Cultura de Curitiba. O espaço, com entrada franca, reúne esculturas, entalhes, imagens e objetos que figuraram nas igrejas e casas de fiéis do século 17 ao século passado. O acervo do museu pertencente à Cúria Metropolitana de Curitiba.


Fé, arte e ouro na Capela dos Fundadores

A poucos metros do Museu de Arte Sacra de Curitiba, o Memorial de Curitiba guarda duas joias históricas, religiosas e arquitetônicas da capital: os alteres retábulos da antiga Igreja Matriz, demolida em 1875. Localizadas no segundo andar do espaço cultural da Prefeitura, as impressionantes estruturas têm mais de cinco metros de altura e fizeram parte do altar em que o Papa João Paulo II rezou missa durante a primeira visita ao Brasil, em 1980. Construídos em cedro maciço e folheados a ouro, os dois retábulos integram o espaço denominado Capela dos Fundadores, que recebeu ainda pinturas do artista plástico Sergio Ferro, que retratam a história curitibana e, ao centro, uma imagem de Maria com o Menino Jesus. A visita é gratuita.


Igrejinha centenária da novena

A centenária Capela de Nossa Senhora da Glória foi reaberta em agosto, graças a um convênio com a Prefeitura, e muitas vezes passa despercebida na Avenida João Gualberto (no número 565). Mas o espaço religioso merece ser visitado, pois encanta por suas portas e janelas em arco semicirculares, frontão triangular e elementos de argamassa imitando lambrequins. A singela igrejinha, que deu nome ao bairro e que ajudou a criar a tradição da novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro antes da construção do santuário, também reúne estátuas centenárias adquiridas na França no fim do século 19, incluindo um ícone raro de Nossa Senhora da Glória Assunta, de braços abertos para o alto. De segunda a sábado, o local abre das 8h às 18h e, aos domingos, das 8h às 12h.


Pietàs, anjos e santos no campo santo

Necrópole mais antiga de Curitiba (1854), o Cemitério Municipal São Francisco de Paula oferece uma viagem pela história arquitetônica e de fé de diversas famílias e personalidades de Curitiba. Quem percorre o campo santo, no bairro São Francisco, pode apreciar esculturas de mármore e bronze produzidas entre os séculos 19 e 20, além de diferentes representações de Maria, como as variações de Pietà, Nossa Senhora das Dores, Conceição e Aparecida. Também há túmulos ricamente decorados com anjos e santos. É possível ainda participar das visitas guiadas gratuitas feitas pela pesquisadora da Fundação Cultural de Curitiba Clarissa Grassi. Os próximos tours estão programados para os dias: 10/11 (9h às 12h), 24/11 (9h às 12h), 29/11 (19h às 22h), 30/11 (19h às 22h), 01/12 (19h às 22h), 15/12 (9h às 12h) e 22/12 (9h às 12h). As inscrições devem ser feitas na segunda-feira anterior e os interessados precisam enviar nome completo e número de RG de até quatro participantes para o e-mail [email protected] As vagas são limitadas.