Datafolha: Condenado na Justiça, Lula segue líder para as eleições presidenciais

De acordo com o levantamento, publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, no primeiro cenário Lula possui 37% da preferência, seguido do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) com 16%, do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), que tem 7%, do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) com 7%, do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que tem 5%

Os senadores Álvaro Dias (Podemos-PR) e Fernando Collor (PTC-AL), com 4% e 2%, respectivamente, completam a lista, com a ex-deputada Manuela D’Ávila (PCdoB), João Amoêdo (Partido Novo) e, do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Paulo Rabello de Castro – todos aparecem com 1%.

Condenado na semana passada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Lula lidera em todos os cenários em que aparece, com a preferência de votos variando entre 34% e 37%. Contudo, são consideradas pequenas as chances do petista poder disputar o pleito, uma vez que a pena de 12 anos e um mês de prisão o enquadra na Lei da Ficha Limpa.

Sem Lula, a disputa por duas vagas no segundo turno estão abertas. Bolsonaro lidera sem a presença do petista, mas o ex-capitão do Exército não cresceu, mantendo a sua margem entre 15% e 20%. Hoje, a ex-senadora Marina Silva (Rede) – tem 16% sem Lula – e Ciro Gomes (13%) seriam os dois favoritos a também irem ao segundo turno.

Já Alckmin não passa dos 11% do cenário sem Lula. Três pontos percentuais atrás aparece o apresentador Luciano Huck, com 8%. Ele declarou que não pretende disputar a eleição presidencial, após conversar com alguns partidos, mas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, próximo à família do apresentador, declarou recentemente que a possibilidade segue sobre a mesa.

Por outro lado, todos os nomes vinculados ao presidente Michel Temer (MDB) – o ministro Henrique Meirelles (PSD), o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM) e o próprio Temer – não passam dos 2% das intenções de voto. A rejeição de 60% ao mandatário – a maior dentre todos os nomes mencionados na pesquisa –, somada à negação de votar em um candidato indicado por ele por 87% dos entrevistados, ajudam a entender tal cenário.

Segundo turno e transferência de votos

Com Lula no páreo, ele derrotaria todos os demais em um eventual segundo turno. Já sem ele, a disputa está bastante aberta.

Bolsonaro seria derrotado por Marina Silva (42% a 32%), mas estaria empatado com Alckmim (35% a 33%), considerando a margem de erro. Já um segundo turno entre Alckmin e Ciro também apresenta igualdade (34% a 32%).

E como se sairia um candidato indicado por Lula para o pleito? O Datafolha mostrou que o petista perdeu o potencial de transferir votos – o número de eleitores que não votariam em um nome indicado por ele subiu de 48% para 53% —, mas por outro lado 27% afirmaram que a indicação de Lula “com certeza” afetaria o seu voto, e 17% “talvez” seguiriam a indicação dele.

O Datafolha fez 2.826 entrevistas em 174 municípios, entre os dias 29 e 30 de janeiro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR 05351/20018.