Economistas e empresários sinalizam retomada do crescimento

No último ano, com as reformas empreendidas pelo governo federal, a economia do País tem retomado o caminho para o crescimento. A inflação registrada em março, de 4,6%, já se aproxima do centro da meta, que é de 4,5%. A taxa de juros também teve queda, o que favorece o consumo. Os resultados positivos contribuem também para aumentar a confiança dos investidores estrangeiros no País.

Em entrevista à revista Istoé, vários economistas e empresários se posicionaram a respeito das mudanças na economia e afirmaram que o País deve continuar a crescer. Para o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Gesner Oliveira, “há um conjunto de evidências da retomada da economia. Há uma virada de todos os índices de confiança”, disse à revista.

O presidente da GM Brasil, Carlos Zarlenga, assim como o presidente da agência de viagens CVC, Luiz Eduardo Falco também concordaram com a avaliação nas declarações à Istoé.

O ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri, também prevê um cenário positivo. “O emprego, que seria o último dos indicadores, já está no azul. O pior momento da recessão já acabou”, ponderou. O presidente do conselho da Raia Drogasil, Antônio Carlos Pipponzi ainda destacou os rumos da política econômica. “Temos um governo envolvido em olhar os avanços que o Brasil precisa”.

A política econômica envolve uma série de reformas para consolidar essa ascensão e reduzir a percepção de risco em relação à economia brasileira. Tanto é assim que o risco Brasil também caiu. O indicador do Credit Swap Default, que mede a capacidade dos países de pagar os empréstimos, saiu de quase 500 pontos no início de 2016 para menos da metade desse valor.

Segundo o presidente da Renner, José Galló “aconteceu um milagre no País: saímos de uma inflação de 10,5% para quase 4%. Isso é muito marcante”.

O estabelecimento de um teto para os gastos do governo e a discussão de medidas que apoiam o equilíbrio fiscal, como as reformas da Previdência e trabalhista, corroboram com esse cenário de avanços. De acordo com uma projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Produto Interno Bruto (PIB) do País deve crescer 0,2% ainda neste ano.