Equipes do Programa Melhor em Casa reforçam o combate à dengue em Curitiba

Curitiba está ganhando mais um reforço no combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. As equipes do programa de atendimento domiciliar Melhor em Casa passaram por um treinamento, nesta terça-feira (19), para o diagnóstico da dengue, zika e chikungunya, além de formas de orientar a população sobre como prevenir a proliferação do mosquito.

Para o médico coordenador do programa, Clovis Cechinel, o combate a estas doenças deve envolver toda a sociedade e o fato da equipe do Melhor em Casa entrar na casa do paciente e ter um vínculo com a família pode facilitar o trabalho de conscientização. “Enquanto o doente é atendido por um profissional os demais podem observar se há focos potenciais na casa; como cidadãos e trabalhadores da área da saúde temos este dever”.

Cechinel explica que onde o mosquito circula há chances de endemia e nesta época de férias e do carnaval – quando as pessoas viajam mais, inclusive para regiões onde há epidemias – o cuidado deve ser redobrado. “O mosquito circula 300 metros e se alguém se contaminou numa viagem, ao retornar a chance de um familiar que mora na mesma casa, um vizinho ou o profissional de saúde ser infectado aumenta muito”.

Os profissionais participaram ainda da análise de casos clínicos, diferenciando os sintomas entre dengue, zika e chinkungunya e protocolos de atendimento. “Temos que ficar atentos, se for identificado algum sintoma, é preciso considerar testes para estas doenças”, orienta Cechinel.

Programa

O Melhor em Casa atende em domicílio pessoas com necessidade de reabilitação, dificuldade ou impossibilidade física de locomoção, além de pacientes crônicos sem agravamento ou em pós-cirurgia.

Em Curitiba, o programa é gerenciado pela Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde (Feaes) e conta com dez equipes multiprofissionais formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, administrativos e fonoaudióloga. Eles são responsáveis pelo atendimento de cerca de 500 pacientes em toda cidade.

O encaminhamento é feito por Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS).