Inflação fica abaixo da meta e fecha 2017 em 2,95%

Pela primeira vez desde que passou a adotar o regime de metas em 1999, a economia brasileira registrou uma inflação abaixo da meta estipulada pelo governo. De acordo com informações divulgadas pelo IBGE nesta quarta (10), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial do país, fechou 2017 em 2,95%. O Banco Central estimava um índice de 4,5%. Em 2016, o IPCA havia ficado em 6,29%.

De acordo com o consultor econômico Carlos Eduardo de Freitas, a queda no preço dos alimentos foi o principal fator para a redução do IPCA, impulsionada pela supersafra agrícola. Isso, na visão do especialista, reflete diretamente no bolso dos brasileiros, principalmente dos mais pobres.

 

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“E ficou abaixo não foi por que a economia entrou em uma recessão maior, pelo contrário. A economia estava com um nível de atividade baixo, mas em plena recuperação. O bom é que isso foi por que o preço dos alimentos baixou, houve uma deflação nos preços dos alimentos. É isso é muito importante principalmente para as pessoas de menor padrão de renda porque a alimentação tem uma importância muito grande no orçamento dessas pessoas.”

Por conta do descumprimento da meta, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, terá que enviar um documento oficial ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para justificar por que a inflação não ficou dentro do estipulado. Segundo Freitas, um indicativo de que a inflação ficaria abaixo da meta foi a redução no preço médio da cesta básica em 21 capitais no ano passado. O consultor econômico, porém, não acredita que o número positivo da inflação se repetirá em 2018.