Interações medicamentosas

As Interações Medicamentosas (IM) ocorrem quando as ações de um medicamento são alteradas pela presença de outro medicamento.

A alteração pode acarretar perda de eficácia ou aumento de efeitos farmacodinâmicos que produzem eventos medicamentosos adversos.

Algumas interações são de fácil compreensão e mesmo preveníveis, por conta de suas causas subjacentes simples. A magnitude do problema das IM aumenta significativamente em determinadas populações de pacientes como idosos, pacientes em ambiente de cuidado intensivo e pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos complexos.

A interação medicamento-medicamento tem sido considerada um fator importante para o surgimento de Reação Adversa a Medicamento (RAM), conceituada como sendo “uma reação nociva e não-intencional a um medicamento, que normalmente ocorre em doses usadas no homem”.

A vigilância pós-comercialização ou farmacovigilância tem sido o processo responsável pela coleta, acompanhamento e análise dos casos clínicos suspeitos de RAM e paralelamente por seus inúmeros fatores de risco (poli medicação, fatores inerentes ao paciente e ao fármaco, automedicação, interação medicamentosa, uso incorreto do medicamento, etc).

Segundo alguns autores, as Interações Medicamentosas clinicamente relevantes são aquelas que:

1) início da ação resultante é rápido, em até 24 horas;

2) risco à vida do paciente, causando dano permanente ou deterioração do quadro clínico;

3) possuem documentações bem estabelecidas, baseadas em literatura científica e

4) alta probabilidade de ocorrerem na prática clínica.

Portanto há uma necessidade de estudos mais aprofundados que enfoquem a natureza das mesmas como causa da manifestação de eventos adversos, com observação de seus riscos para o paciente e consequente aumento dos gastos associados à assistência à saúde.

Especialista em Coluna Vertebral, Traumato Ortopedia Funcional, RPG e Terapia Crânio Sacral. Pós-graduada na Inglaterra. Atende na FISIOCENTER. Av. Silva Jardim, 266 – Rebouças