Jardins do Mel

As dez professoras que organizam as atividades do programa Linhas do Conhecimento em cada uma das regionais de Curitiba participaram nesta terça-feira (19/9) da primeira formação do projeto Jardins de Mel – Guardiões das Abelhas sem Ferrão, nome dado aos meliponários que serão incentivados a partir de agora em toda a cidade. Os meliponários são coleções de colmeias de abelha sem ferrão.

A bióloga Solange Regina Malkowski e o agroecólogo Felipe Thiago de Jesus fizeram uma apresentação detalhada para as professoras, com informações teóricas e conhecimento prático, no Museu de História Natural, no Capão da Imbuia. A meta do projeto é fazer novas formações e disseminar este conhecimento por toda a cidade, buscando formas de polinização. O projeto Jardins de Mel será lançado na próxima sexta-feira (22/9) no Parque Barigui.

As abelhas sem ferrão têm papel importante na conservação da biodiversidade. “Temos que lembrar que, sem as abelhas, não existe polinização. Além disso, os meliponários podem promover o desenvolvimento da nossa cidade e Curitiba pode ser uma referência na polinização”, disse Felipe. “Queremos despertar a sensibilidade ecológica através das abelhas, elas são o elo da perpetuação vegetal.”

O aprendizado sobre um tema tão novo para a maioria das professoras despertou o interesse do grupo que tem a tarefa de incentivar a descoberta dos espaços da cidade aliando os conteúdos do currículo à valorização e ao amor por Curitiba, conforme prevê o programa Linhas do Conhecimento.

Caixa pedagógica

As professoras também conheceram a caixa pedagógica, que permite visualizar como funciona a colmeia e algumas das atividades que poderão ser feitas com as crianças para que as unidades educacionais interessadas possam ter o seu Jardim de Mel e para que o manejo seja feito da forma correta. Elas também puderam degustar diferentes tipos de mel.

“Será um novo desafio para nós, que estamos em contato direto com os professores das unidades. Nossas crianças conhecem poucas coisas in natura e vão ficar encantadas com estas descobertas”, disse a professora Mere Helen Bezerra Rocha Alves, responsável pelo Linhas do Conhecimento na Regional Matriz. Já a professora que desenvolve o programa na CIC, Katya Custódio, definiu a iniciativa como inovadora e visionária.

A bióloga Solange falou do histórico das abelhas no Brasil, como ocorre a construção das colmeias (nidificação), como as abelhas fazem a polinização, e apresentou as duas principais tribos: meliponini e trigonini. Ela ressaltou a diferença entre as abelhas e as vespas e explicou as particularidades das abelhas africanas (com ferrão).

Os dois especialistas também apresentaram às professoras as características das espécies que farão parte do projeto Jardins de Mel: mandaçaia, guaraipo, manduri, mirim e jataí. “É importante que tenhamos várias espécies. Temos também vários tamanhos de flores”, comentou Felipe.