MEC assina acordo para reforçar intercâmbio entre universidades

Para ampliar as oportunidades de intercâmbio a estudantes do País, o Brasil aderiu a Aliança para a Mobilidade Acadêmica junto à Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). 

Pela iniciativa, assinada nesta segunda-feira (24) pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, o Brasil se compromete a divulgar e impulsionar programas de intercâmbio de estudantes, professores e pesquisadores em instituições de educação superior de países como Portugal e Espanha.

A ação vale tanto para brasileiros quanto para estrangeiros e deve contemplar 200 mil estudantes até 2020. Os recursos para a realização desses intercâmbios virão de empresas públicas e privadas que atuam nesses países. 

Durante a cerimônia de assinatura, o ministro destacou a importância desta experiência para a comunidade acadêmica. “Queremos envolver cada vez mais a iniciativa privada no patrocínio aos jovens que pretendem dedicar parte dos seus estudos a programas em universidades no exterior e vice-versa: incentivar jovens de outros países que queiram estudar aqui”, destacou.

De acordo com o secretário-geral da OEI, Paulo Speller, a Aliança é um espaço relevante para a promoção da mobilidade na área educacional. “Com esse instrumento e o suporte de grandes empresas, vamos permitir algo que ainda é muito incipiente, sobretudo no nosso país”, afirmou. 

Aliança

A Aliança foi criada pela OEI, Secretaria-Geral Ibero-americana (Segib) e o Conselho Universitário Ibero-americano (Cuib). Juntos, eles têm procurado a adesão dos ministérios da Educação dos países-membros, a fim de que atuem, por exemplo, na obtenção de recursos de empresas públicas e privadas para impulsionar a mobilidade acadêmica.

Atualmente, também em parceria com OEI, o Brasil desenvolve o Programa Mobilidade Paulo Freire para o intercâmbio de alunos de graduação e pós-graduação que pretendem seguir a carreira de magistério.