Pacientes do Hospital do Idoso têm tarde alegre com cães e palhaços

Pacientes do Hospital do Idoso Zilda Arns, no Pinheirinho, tiveram uma tarde de alegria e emoção nesta quarta-feira (29/03), aniversário do hospital e de Curitiba. Voluntários dos grupos Tutores do Riso e Amigo Bicho promoveram atividades com os internos e familiares, fazendo alguns saírem dos leitos para sorrir e cantar.

Os primeiros a chegar foram os palhaços cantores dos Tutores do Riso, que percorreram os quartos tocando violão e acordeão. Pacientes acompanhavam as músicas com palmas, balanços do corpo e até dançando. Outros apenas com o olhar emocionado de quem não consegue se expressar de outra maneira. “Eles trazem felicidade para aquelas pessoas que precisam sorrir. É maravilhoso”, avaliou Eliane Derio Pedroso, que aguardava o marido sair de cirurgia.

O enfermeiro Irajá de Poli, idealizador dos Tutores do Riso, explicou que a ideia surgiu pela sua vivência com pacientes. “A humanização, o lúdico, com música, faz sorrir e melhora o tratamento. A gente não lida com a patologia, lida com o humano. A troca de energia que a gente tem é muito intensa”, declarou Irajá, que mantém o grupo há quatro anos. Os palhaços voluntários fazem oficinas para melhorar a atuação.

Os músculos não envolvidos no riso tendem a relaxar, durante a risada. A endorfina, liberada durante o riso, melhora a circulação e as defesas do organismo, além de aumentar a capacidade de resistir à dor.

Conforto

Também foi promovido culto ecumênico para pacientes e familiares. A pastora Vera Maria Immich, da igreja luterana, conduziu a celebração, acompanhada da mezzo-soprano e tecladista Babete Mannich. “Cultivamos a espiritualidade, tão importante em momentos de fragilidade, como os que passam quem está enfermo”, comentou Vera. Estudos científicos demostram que a fé ajuda na recuperação do paciente.

Em seguida, foi a vez dos cães da organização não governamental Amigo Bicho levar alegria e descontração aos idosos. Os animais foram levados para o jardim do hospital, onde pacientes puderam brincar com eles. “Ao passar pelos corredores, já percebemos mudança. A alegria dos animais vai contagiando. Estão trazendo amor”, disse Marisa M. Ayres, que participa da ong.

A veterinária Tami Gormanns, também do Amigo Bicho, explicou que os cachorros têm o comportamento avaliado, para ver se são aptos à atividade. Eles são vacinados e desinfectados. Antes de entrar no hospital têm as patas higienizadas. Pacientes que não puderam sair dos leitos também receberam a visita canina.

A psicóloga Denise Ribas Jamus, responsável pelo setor de psicologia do hospital, afirma que tanto as atividades dos Tutores do Riso quanto as do Amigo Bicho são importantes no tratamento dos doentes. “São momentos que fazem esquecer da dor, eles se descontraem e mudam o foco da doença. Isso é muito positivo, pois percebemos melhora na disposição de muitos pacientes”, comentou.