Plataformas digitais que facilitam a interface com o cidadão são premiadas no Hackathon Curitiba 2016

Após 32 horas de programação ininterrupta para desenvolver aplicativos e soluções tecnológicas que contribuam para uma cidade mais humana e inteligente , a terceira edição do Hackathon Curitiba 2016 foi concluído no final da tarde deste domingo (27) em meio a um clima de comemoração entre os participantes. Realizado no espaço de eventos da Universidade Positivo (UP), as equipes Farol do Saber, Museu Ferroviário e Universidade Livre conquistaram, respectivamente, o primeiro, o segundo e o terceiro lugar na classificação final.

“Com esta terceira edição o Hackathon se consolida na cidade e mostra a força das parcerias entre o poder público, as universidades e a iniciativa privada no incentivo ao desenvolvimento de novas tecnologias e no surgimento de idéias que têm aplicação na vida real da cidade”, destacou o prefeito Gustavo Fruet.

As diversas equipes trabalharam de forma ininterrupta entre a manhã de sábado (26) e o final da tarde de domingo (27), todas elas focadas no desenvolvimento de idéias e propostas de aplicativos e plataformas digitais que trouxessem melhorias para as cidades e para os cidadãos. Motivados pelo lema “Suas ideias vão transformar a cidade”, os participantes propuseram aplicativos em áreas como educação, mobilidade urbana, meio ambiente, pessoas com deficiência, entre outras.

Organizado pela Prefeitura de Curitiba, por meio da Secretaria de Informação e Tecnologia (SIT), o evento contou com a parceria da Universidade Positivo (UP) e do Sebrae-PR. Nesta terceira edição, o Hackathon reuniu quase uma centena de participantes de diferentes instituições e áreas de formação, todos motivados com a possibilidade de contribuir com a cidade.

“Sem dúvida, mais uma importante edição do Hackathon, marcada pelo entusiasmo, dedicação e profissionalismo dos participantes. O grande objetivo da Prefeitura é justamente fomentar este movimento, envolver a sociedade e ajudar na articulação do empreendedorismo digital, voltado à resolução dos problemas da cidade”, destacou o secretário de Informação e Tecnologia (SIT), Paulo Miranda.

“Um dos melhores eventos de promoção da tecnologia e da informação. A Prefeitura de Curitiba criou o espaço ideal para que os profissionais da área possam desenvolver idéias e projetos e dar a sua contribuição para melhorar a vida da nossa cidade”, enalteceu Stephan Garcia, coordenador da área técnica do evento. “Um trabalho de parceria fantástico e uma oportunidade única para unir o desenvolvimento do conhecimento teórico com a prática”, enfatizou Morgana Toaldo Guzela, coordenadora do Curso de Eventos da UP e representante da universidade no Hackathon.

A competição foi dividida em quatro grandes etapas de avaliação: Business; Técnica; Comunicação e Apresentação. Os protótipos puderam ser desenvolvidos em qualquer linguagem, tanto para plataformas móveis como para desktops e seus códigos preferencialmente abertos, contando pontos na gamificação. O julgamento levou em conta critérios como: impacto, apresentação, viabilidade de implantação, ideia e inovação.

Uma importante característica do Hackathon é a disponibilização, pela Prefeitura de Curitiba, das bases de dados do Município. A iniciativa faz parte da Política de Dados Abertos, adotada oficialmente pela administração municipal em outubro de 2014 – quando foi publicado o decreto que estabelece parâmetros para que dados de órgãos públicos municipais sejam colocados à disposição da sociedade de maneira cada vez mais acessível.

Vencedores
Um sistema que usa a inteligência artificial para melhorar a relação entre o cidadão e a Prefeitura de Curitiba foi a proposta vencedora, apresentada pela equipe Farol do Saber. Uma interface de atendimento instalada dentro da plataforma do facebook utiliza a inteligência artificial (robô) para fornecer informações ao cidadão, como, por exemplo, eventuais incidentes no trânsito da cidade. “Acho que um grande mérito do Hackathon é atrair os jovens para pensarem sobre os problemas da cidade e buscarem soluções, ou seja, um convite ao desenvolvimento da cidadania”, avalia João Novochadlo, participante que já havia participado da edição 2015 do Hackathon.

Classificada em segundo lugar, a equipe Museu Ferroviário propôs a plataforma GoPrefs que, na mesma linha do projeto vencedor, também visa facilitar a vida do cidadão na busca por informações e serviços. A idéia consiste em um canal unificado, interativo, estabelecido dentro do próprio site da prefeitura, para onde convergem todos as informações dos diferentes órgãos e secretarias. O aplicativo entende a demanda e a encaminha automaticamente para a área responsável.

“O hackathon é uma iniciativa extremamente importante, que fomenta a inovação, cria interação entre áreas diferentes de formação, e com isso enriquece não só o resultado final que são os projetos mas também cada um dos participantes individualmente”, defendem os membros da equipe.

A terceira colocada, a Equipe Universidade Livre, focou seu projeto na melhoria dos serviços do transporte público. O aplicativo desenvolvido se propõe a dar mais agilidade e conforto na hora do usuário decidir qual linha de ônibus tomar para chegar ao seu destino.. “Trata-se de um aplicativo acessível pelo telefone, onde o usuário informa seu destino e o sistema orienta, por voz, qual a linha ideal para fazer o trajeto”, esclarece Sear Jasube, participante da equipe. Ele e os colegas também enalteceram a iniciativa da prefeitura em promover o Hackathon, e torcem para que o projeto tenha continuidade.

Premiação
A premiação para as três equipes mais pontuadas compreendeu uma bolsa de um módulo de idiomas no Centro Europeu para cada participante da equipe; um ingresso para cada participante da equipe para o Smart City Business AmericaCongress& Expo (maio de 2016) e a apresentação da solução no Fórum das Startups dentro do Congresso; Licença de BizSpark para as equipes elegíveis (a equipe precisa ter um CNPJ para desfrutar do programa) e seleção de uma equipe potencial para receber coach particular para participar do evento Imagine Cup, com final nos EUA .

As equipes vencedoras terão ainda a possibilidade de finalizar o desenvolvimento do seu aplicativo junto ao programa Open Brazil de desenvolvimento cívico, além da divulgação pela Prefeitura de Curitiba e equipe de comunicação do evento da aplicação da tecnologia desenvolvida.

Ao final, todas as equipes foram convidadas a participar dos encontros do Code for Brazil, que abriu também a possibilidade de abrir espaço e apoio à continuidade do desenvolvimento dos aplicativos apresentados durante o Hackathon. O Code for Brazil é grupo de hacker-ativismo cívico que apoiou a maratona digital e que trabalha em diversos aplicativos voltados para a melhoria do ambiente urbano.