Queda de postos de trabalho perde fôlego em julho no Paraná

O Paraná fechou julho com um saldo negativo de 5.618 vagas com carteira assinada, resultado da diferença entre 85,4 mil admissões e 91,1 demissões, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Ministério do Trabalho.

O saldo negativo, no entanto é menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando houve uma perda de 12.355 postos de trabalho. Foi o menor saldo negativo do Sul do País. Santa Catarina eliminou 5.819 vagas e o Rio Grande do Sul 12.166 postos de trabalho em julho.

Apesar de ainda negativo, a redução no ritmo de perda de postos de trabalho reforça a avaliação de que o pior momento para o emprego já passou no Estado. “Embora ainda esteja negativo, o indicador está menos pior do que no ano passado. Ainda não é uma recuperação, estamos em crise, mas pode indicar que o saldo de empregos possa gradualmente melhorar nos próximos meses. A projeção é que o Paraná, até o final do ano, registre algum saldo positivo, ainda que pequeno”, diz o diretor-presidente do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social), Julio Suzuki.

No acumulado de janeiro a julho, o saldo ficou negativo em 22.059 vagas no Paraná, com uma queda do saldo negativo de 0,83% em relação ao estoque de empregos em dezembro do ano passado.

A agropecuária seguiu liderando a geração de vagas no Estado nos primeiros sete meses do ano, com saldo positivo de 1.267 empregos, seguida pelo setor de administração pública, com 610 vagas e Serviços, com 35.

Em julho, por conta da sazonalidade da safra, a agropecuária fechou 190 vagas no Estado. Os destaques positivos foram administração pública, com saldo positivo de 191 vagas, serviços de utilidade pública (114) e construção civil (7).

O setor de serviços foi o que mais eliminou postos, com saldo negativo de 2.203 empregos, seguido pela indústria de transformação, com 1.967.

Apesar de alguns sinais de melhora da economia brasileira, o emprego deve ser o último a se recuperar, de acordo com Suzuki. A trajetória mais lenta de melhora do emprego se deve à cautela do empresário em contratar. “Com os altos custos da contratação, as empresas vão esperar ao máximo para voltar a gerar novas vagas. Isso só deve ocorrer quando as incertezas tiverem passado”, diz.

Em todo Brasil, mercado de trabalho brasileiro registrou em julho deste ano o fechamento de 94.724 postos de trabalho com carteira assinada.