Hospital do Idoso Zilda Arns - Curitiba

Quedas podem levar a complicações graves em idosos

Em todo o mundo, mais de 424 mil pessoas morrem por ano devido a quedas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 2012 e 2014, o número de morte de idosos por este motivo cresceu 31%. Estimativas desses dois órgãos também apontam que grande parte da população com mais de 60 anos tem, pelo menos, um episódio de queda por ano, às vezes com consequências graves. As principais lesões causadas são de fêmur, vértebra e punho.

“A queda é causada por diversos fatores que desencadeiam algum tipo de lesão em mais de 40% dos casos”, explica Clovis Cechinel, geriatra do programa Melhor em Casa. Razões intrínsecas como dificuldade de locomoção, diminuição do equilíbrio e da acuidade visual além do uso de medicamentos tornam os idosos mais suscetíveis às quedas. Como grande parte dos eventos ocorrem em casa, fatores ambientais como tapetes soltos, pisos e degraus irregulares ou iluminação insuficientes são determinantes.

Cechinel ressalta que, muitas vezes, as quedas são um gatilho para a perda de autonomia do idoso, que acaba evitando as atividades que envolvem mobilidade e com isso perdem a força muscular e o controle postural. “Essa característica é afetada não apenas pela lesão, mas pelo tempo de recuperação que é mais demorado para esta faixa estaria”.

Hospital do Idoso

No ambiente hospitalar os riscos de quedas também são elevados. Fatores como a mobilidade reduzida e o uso de medicamentos tornam o paciente idoso vulnerável. “A enfermagem sempre fica atenta aos pacientes com mais dificuldade de locomoção. Ressaltamos com os acompanhantes a importância de deixar as grades da cama elevadas e a cama travada, além de chamar a enfermagem sempre que necessário”, friza Graziela Holler, coordenadora de enfermagem da unidade de internação do Hospital do Idoso Zilda Arns.

Em países desenvolvidos, a estimativa é que ocorra de 3 a 5 quedas a cada mil pacientes internados. No Hospital do Idoso, em 2015, esse índice foi de 0,06. Para Graziela, ações educativas que incluem os pacientes e acompanhantes, alertando sobre a gravidade desses eventos são fundamentais para o baixo índice.

“O paciente precisa de constante vigilância e essa consciência tem de ser generalizada, se houver falha de alguém da equipe, o outro profissional estará atento e o familiar também”, explica.

O Hospital do Idoso tem um protocolo de prevenção de quedas. A avaliação e identificação, a orientação dos pacientes e familiares e as ações preventivas são constantes.

 

Cuidados em casa para evitar quedas

– Utilizar poucos móveis nos ambientes, facilitando a circulação.

– Verificar se não há móveis em condições precárias (pés bambos, encostos soltos), ou em locais que possam dificultar a passagem.

– Manter os objetos que usa com frequência em armários onde alcance com facilidade e sem precisar subir em um banco.

– Deixar sempre as gavetas dos armários fechadas para não tropeçar.

– Eliminar tapetes ou carpetes soltos.

– Manter os números de emergência escritos em letra legível em todos os telefones.

– Evitar trancar as portas por dentro.

– Avaliar presença de animais domésticos, pois podem interpor-se diante do idoso, oferecendo perigo de queda.

– Eliminar obstáculos.

– Não encerar o chão para evitar que fique escorregadio.

Fonte: www.casasegura.arq.br