Tarifa da rede integrada metropolitana passa para R$ 3,30 no domingo. Curitiba, 06/02/2015 Foto: Ricardo Almeida / ANPr

Tarifas do transporte metropolitano serão reajustadas na segunda

A partir da zero hora de segunda-feira (06) passam a vigorar as novas tarifas do sistema de transporte coletivo metropolitano. A Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba), que gerencia o transporte metropolitano, informa que o reajuste ocorrerá nas linhas da rede integrada e nas linhas de ligação direta com Curitiba.

LINHAS INTEGRADAS – No ano passado foi adotado o degrau tarifário para as linhas integradas. São atendidos 13 municípios, divididos em 04 degraus, de acordo com a distância percorrida. A partir de segunda-feira, as tarifas da rede integrada passarão a custar R$ 4,25 (1º degrau), R$ 4,30 (2º degrau), R$ 4,40 (3º degrau) e R$ 5,30 (4º degrau).

As cidades de Campo Magro, Campo Largo, Araucária e Pinhais fazem parte do 1º degrau e a tarifa que era de R$ 3,70 passará a custar R$ 4,25 (mesmo valor de Curitiba).

Os municípios de São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré e Colombo são do 2º degrau e o valor da passagem, que era de R$ 3,80, passará para R$ 4,30. Piraquara e Fazenda Rio Grande compõem o 3º degrau e a tarifa de R$ 3,90 passará a R$ 4,40. E os municípios mais distantes, Bocaiúva do Sul, Contenda, Itaperuçu e Rio Branco do Sul, integram o 4º degrau e as tarifas de R$ 4,70 passarão para R$ 5,30.

O usuário da linha integrada pagará uma tarifa (com cartão Metrocard ou dinheiro) para se deslocar da cidade de origem até o terminal de integração, onde embarcará em outra linha sem desembolsar uma nova passagem. No retorno, poderá pagar a tarifa praticada em Curitiba (R$ 4,25), com cartão Urbs ou dinheiro, para ir até o terminal, onde embarcará no ônibus metropolitano, sem pagar outra passagem.

O degrau tarifário foi adotado no ano passado para garantir a integração e a equidade tarifária, pois ao se calcular o valor da passagem se considera a distância percorrida, o número de passageiros e os custos operacionais, que variam de acordo com as características da frota e tipo de piso (pavimento por onde os ônibus trafegam).

LINHAS DIRETAS – O reajuste nas tarifas ocorre também nas linhas que fazem ligação direta com Curitiba, sem parar nos terminais. E também nas linhais locais que fazem conexão entre os municípios da região metropolitana. Ao todo, são 17 municípios atendidos pelas linhas diretas. Os valores das tarifas são diferenciados de acordo com a distância percorrida (vide tabela).

“Em breve teremos uma nova rede de transporte coletivo metropolitano com inovações que estão sendo estudadas pela Comec”, diz o diretor-presidente Omar Akel ao explicar que algumas ações já começaram a ser implantadas.

Ele cita, como exemplo, a conexão temporal nas linhas diretas. Desde novembro do ano passado os usuários do bairro Jardim Boa Vista, em Campo Magro, podem se integrar, no período de 60 minutos, às linhas de ônibus que se deslocam até o centro do município, sem pagar outra passagem. O local de transferência (encontro das linhas) é na Avenida Manoel Ribas (Estrada do Cerne).

IPK – A atualização das tarifas se faz necessária para a busca do reequilíbrio econômico-financeiro do sistema de transporte coletivo, pois o número de passageiros pagantes metropolitanos reduziu 9% no último ano. O número de passageiros pagantes por quilômetro (IPK) é fator determinante na definição da tarifa, pois quanto maior o IPK, menor a tarifa. E o IPK da região metropolitana caiu para 1,31.

“O reajuste das tarifas levou em conta o subsídio assegurado pelo Governo do Estado para a rede integrada, na ordem de R$ 5 milhões por mês, e também a isenção do ICMS para o óleo diesel. Caso contrário, o valor das tarifas seria ainda maior”, informa Akel.

As linhas metropolitanas têm, em média, extensão de 25 km. Há municípios como Bocaiúva do Sul, por exemplo, cujo deslocamento até o centro de Curitiba é de 39 km. E a linha Curitiba-Areia Branca, que se desloca de Mandirituba até o centro de Curitiba, tem trajeto de 53 km.

Outra característica do transporte metropolitano é o grande carregamento no pico da manhã (quando a população se desloca para Curitiba para trabalhar/estudar) e no final da tarde (quando retorna para casa). Isto onera o sistema pela ociosidade de frota no entrepico.

Nos próximos 6 meses as equipes técnicas da Comec e da Urbs (Urbanização de Curitiba S/A) vão detalhar todas as ações necessárias para a implantação do novo sistema metropolitano de transporte para trazer melhorias para o transporte coletivo de toda a região.

A nova tabela de tarifas, que passa a vigorar a partir de segunda-feira, é a seguinte: (veja anexo AQUI).