Vacina contra febre amarela é recomendada

A morte de um homem em Ribeirão Preto por febre amarela, no último dia 26, levou o Ministério da Saúde a reforçar a orientação para que pessoas que moram em áreas de risco ou que forem viajar para esses locais tomem a vacina contra a doença.

Quase todos os estados têm áreas endêmicas desse vírus, que é transmitido por mosquistos silvestres. Entre julho de 2014 e dezembro de 2016 foram notificados 783 casos da doença, mas apenas 14 foram confirmados. Normalmente, a febre amarela tem maior número de casos entre dezembro e maio, em regiões silvestres, rurais ou de mata.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina é altamente eficaz e segura para o uso, a partir dos 9 meses de idade, em situações de rotina, ou a partir de seis meses de idade, em casos de surto da doença. Basta procurar um posto de saúde em qualquer parte do país.

O alerta vai apenas para quem tem problemas de imunidade. Nesse caso, a administração da vacina deve ser condicionada a avaliação médica individual. Indivíduos com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina, como ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos que contêm proteína animal bovina, assim como pacientes com história pregressa de doenças do timo também devem buscar orientação de um profissional de saúde.

Os sintomas iniciais incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode ter febre alta, icterícia – coloração amarelada da pele e do branco dos olhos, hemorragia. Cerca de 20% a 50% das pessoas desenvolvem doença grave, podendo morrer.