Os contingentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB) foram transportados pelo Oceano Atlântico por navios de transporte de tropa americanos, dentre os quais se destacou o USS GENERAL MEIGS.

Quando este articulista era encarregado do museu do então Regimento Floriano, 1º GAC AP (Primeiro Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado), Vila Militar, RJ, atualmente 1º GAC Sl (Primeiro Grupo de Artilharia de Campanha de Selva), Marabá, PA, tive a oportunidade de ler vários jornais publicados especialmente para os pracinhas e pude refazer parte do ambiente em que se encontravam.

Os nossos bravos expedicionários acompanhavam pelo rádio o campeonato brasileiro, onde comentavam sobre o jogo, os principais craques do momento e coisas do gênero. Naquela época, os principais times eram Botafogo, Fluminense, Botafogo e Vasco. Havia disputas com jogos de dama, xadrez, baralhos e outros.

Ainda arranjavam tempo para ouvirem os acontecimentos do país, tocarem e cantarem as modinhas da época, acompanhadas do violão, pandeiro, flauta, cuíca e outros instrumentos musicais disponíveis. Tudo isto ajudava a abrandar a saudade da terra, da família, dos amigos deixados no Brasil e a ansiedade e nervosismo muito comum na vida do combatente.

Periodicamente recebiam informações sobre as novidades do que acontecia no front, instrução militar, que era ministrada em virtude das táticas e do armamento que iriam utilizar e receber do Exército Americano. Era a adaptação da doutrina americana, tática e utilização da força, bem diferente da utilizada pelo país.

Depreende-se que se procurava passar e proporcionar aos pracinhas o melhor possível antes do emprego direto no campo de batalha italiano contra um dos melhores exércitos do mundo.

Tudo isto acontecia a bordo do USS GENERAL MEIGS. Obviamente que algo bastante semelhante acontecia nos outros navios de transporte de tropa norte-americanos.

O USS General M.C. Meigs foi um navio de transporte de tropas da Marinha dos Estados Unidos usado na Segunda Guerra Mundial e na Guerra da Coréia. Sua denominação foi uma homenagem ao militar Montgomery Cunningham Meigs.” (Wikipédia).

Isaac Carreiro Filho
Militar da Reserva Remunerada do Exército Brasileiro, especialista em Comunicações, Mestre em Ciências Militares, bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria, extensão em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, Curso Livre em Teologia pelo Instituto Teológico Quadrangular, professor particular, orientador de trabalhos científicos, colunista e palestrante.