Muitos de nós se perguntam por que temos que participar da construção da educação em nosso país. Isso não seria atribuição e responsabilidade dos governos?

No Brasil a falta de consciência coletiva, participação e interesse nos rumos da nação, nos coloca em situações que muitas vezes parecem não ter solução. A sociedade não muda, não se interessa, se omite e se esconde quando é preciso dizer alguma coisa.

As mesmas pessoas que defendem a educação, são aquelas que sequer, compartilham textos com propostas de melhoria, ou assistem a conteúdos voltados ao incremento dos processos pedagógicos e metodológicos. É lamentável ver que o futuro das nossas crianças e adolescentes fique à mercê de pessoas sem o verdadeiro conhecimento e contato com a educação.

O que esperar da construção da Educação? Um processo coletivo, sincrônico, flexível e que ouça ambas as partes. Os países de primeiro mundo por sua vez, trabalharam a conscientização do respeito da importância da educação paralelamente ao desenvolvimento econômico, mostrando que quanto mais qualificado uma pessoa for, maiores serão as chances de galgar bons postos de trabalho com salários condizentes.

Ainda estamos num processo lento e que não acompanha os avanços tecnológicos, tão pouco, conseguimos motivar os alunos para que continuem seus estudos. O certo é que, o dinamismo e a pluralidade de ideias em torno da educação, aliado as tendencias e inovações que surgem constantemente, devem fazer parte do processo de construção da educação brasileira.

Apenas o giz e o apagador já não mais refletem os interesses dos estudantes. É preciso trazer situações externas para dentro da sala de aula, visitar empresas, comércios, museus, teatros, com muito mais frequência do que o normal. A distância, a falta de estrutura e inovação nos métodos de ensino não apenas está afastando os jovens dos bancos escolares, mas criando uma perspectiva negativa quanto ao futuro do estudo no Brasil.

Enquanto isso, é preciso aquecer a economia, gerar mais postos de trabalho, mais oportunidades para que a qualificação assim seja exigida e, ocorra a necessidade de estudar e se preparar cada vez mais. De nada adianta estudar e ter bons diplomas se não há vagas de trabalho, o que, obriga muitas pessoas qualificadas a irem embora do nosso país em busca de melhores condições de vida.

Somente juntos, é que poderemos mudar os rumos da educação do nosso país!


Por Professor Renato da Costa

Renato da Costa é graduado em Administração, pós-graduado em Administração Estratégica, Mestre e Doutor em Administração, com estágio de Pesquisa e Docência na Universidad Jaume I no Sul da Espanha em 2017, Pós-Doutorando em Gestão Urbana. É membro da ACCUR-Academia de Cultura de Curitiba, membro associado da Academia Paranaense da Poesia, professor há 17 anos, escritor.