Pouco importa se a descoberta do “abacaxi” chamado Brasil em 22 de abril de 1500 por Pedro Álvares Cabral tenha sido intencional ou acidental. O que importa é que foi descoberto pelos portugueses, segundo a visão europeia e a estratégia lusitana de antanho.

Pero Vaz de Caminha, escrivão da frota, ficou tão encantado que elogiou em sua Carta sobre “a terra em que se plantando tudo dá” e a formosura da mulher local, conhecida até hoje. Desta forma, a exploração do país começou com 13 caravelas.

O que se viu depois foi a entrada indiscriminada de refugiados, náufragos e degredados, como Caramuru, João Ramalho, tanto que o Brasil, desde então, passou a ficar conhecido como o paraíso de bandidos e o país da impunidade. Chega a ser chocante o relativismo da “justiça brasileira” desde então.

Aos trancos e barrancos, o uso da mão de obra escrava, começou com a preia de índios e mais tarde com a inclusão de negros africanos. As Capitanias Hereditárias trouxeram portugueses sem as famílias, diferentemente da colonização da América do Norte. Desta forma, o nosso processo civilizatório adveio do caldeamento entre raças a la vontê.

O brasileiro está acostumado a delegar o seu poder para o estado e para outrem resolver os seus problemas. Esta situação é mais marcante quando se refere à classe política que, onerosa, aproveita este ponto fraco do caráter nacional, passou a se locupletar do poder em benefício próprio em detrimento do interesse e das aspirações nacionais, deixando o povo de lado, o que facilitou a prática da corrupção generalizada, que contaminou os outros poderes.

Felizmente o povo brasileiro está acordando para a realidade, devendo ficar atento a tudo e a todos, acompanhando o STF, as atividades parlamentares e exigindo a transparência dos gastos públicos. Um Novo Brasil começou a ser passado a limpo.

O que não pode é o brasileiro continuar sendo motivo de piadas, afinal de contas somos o País dos Trapalhões ou as trapalhadas são propositais? Não podemos perder mais tempo, com a Bancada da Chupeta bagunçando e atrasando o País.

Isaac Carreiro Filho
Militar da Reserva Remunerada do Exército Brasileiro, especialista em Comunicações, Mestre em Ciências Militares, bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria, extensão em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, Curso Livre em Teologia pelo Instituto Teológico Quadrangular-Água Verde, membro do Centro de Estudos Brasileiros do Paraná, patriota da Liga da Defesa Nacional-Paraná, professor, colunista e palestrante.