A atual Constituição Federal, Capítulo II, II – DAS FORÇAS ARMADAS, artigos 142 e 143, assim se manifesta:

Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

§ 1º – Lei complementar estabelecerá as normas gerais a serem adotadas na organização, no preparo e no emprego das Forças Armadas.

Art. 143. O serviço militar é obrigatório nos termos da lei.

A força armada mais antiga é a Marinha Brasileira, trazida pelos portugueses. Depois veio o Exército Brasileiro, que remonta as suas origens a Guararapes, quando os holandeses foram expulsos do Brasil. Em 1939 surgiu a Aeronáutica.

 “O Exército é forte pelas virtudes de desprendimento, idealismo e solidariedade. É a trincheira onde os brasileiros se encontram, as pessoas se igualam, as raças se unem, os preconceitos se extinguem, os esforços se conjugam e as histórias se escrevem. O Exército é uma forja de cidadãos.” (General Rocha Paiva).

Para ter um país de dimensões continentais e pacificado, o Brasil se envolveu em inúmeras batalhas, guerras civis e revoluções. Estudar a história para entender o presente é o mínimo que o cidadão esclarecido tem a fazer para não cair em falsos ensinos e ideologias espúrias que em nada contribuem para o sentimento pátrio.

A intervenção militar heroica de 1964 trouxe consequências negativas às Forças Armadas, pelo peso de sua atuação, que salvou o país da implantação do comunismo, que podia culminar com a ditadura do proletariado.

Depois da chamada redemocratização os demais governos não fizeram o dever de casa, nunca fizeram o mea culpa por seus erros e passaram décadas culpando somente os militares e agentes do estado. Até que ponto é do interesse nacional a União continuar pagando fortunas para o “Bolsa Ditadura”? Prêmio ao terrorismo?

O Brasil tem jeito, começando com a renovação da mente do povo e de práticas cívico-patrióticas autênticas, sem o toma lá dá cá, usurpação do poder e corrupção. Em suma, numa nação onde as pessoas as mais das vezes atribuem a sua culpa a outrem, fica mais cômodo atribuí-la às estrelas.                                                           

Isaac Carreiro Filho
Militar da Reserva Remunerada do Exército Brasileiro, especialista em Comunicações, Mestre em Ciências Militares, bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria, extensão em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, Curso Livre em Teologia pelo Instituto Teológico Quadrangular-Água Verde, membro do Centro de Estudos Brasileiros do Paraná, patriota da Liga da Defesa Nacional-Paraná, professor, colunista e palestrante.