Alguma vez você ouviu falar em PBL e TBL? Caso não, deixa eu te explicar a respeito. O PBL é uma sigla para (problem based learning), ou seja, aprendizagem baseada em um problema. Essa metodologia consiste em apresentar uma situação problema ou um cenário complexo e, fazer com que os estudantes discutam as principais variáveis envolvidas e cheguem a um consenso sobre como resolver.

O objetivo é fazer com que os estudantes possam ser independentes, autônomos, sejam capazes de buscar soluções para os problemas existentes. Por meio do PBL, conseguem se colocar no lugar de um profissional de mercado, pensar em estratégias e possibilidades de solução para eventuais problemas que possam surgir no dia a dia.

Aos professores, cabe elaborar conteúdos que se relacionem com as diferentes disciplinas, que sejam contextualizados no tempo e no espaço, assim como, estimulem a reflexão sobre algo plausível. Isso faz com que os estudantes sintam-se motivados e comprometidos a buscar alternativas para problemas que interferem direta ou indiretamente nas empresas e no mercado por exemplo.

Logo, num primeiro momento, cabe aos professores oferecem uma problemática a ser resolvida. Em seguida, os estudantes devem saber identificar e buscar os conteúdos necessários para resolver o problema e, em terceiro lugar, os estudantes colocam em prática seus conhecimentos.

E o que dizer a respeito do TBL (team based learning)?

O TBL ou aprendizagem baseada em equipe, segue a seguinte estrutura:

I Não há aula do professor explicando os conteúdos, os estudantes recebem os materiais necessários e as devidas orientações;
II Ocorre uma avaliação dos conceitos discutidos para verificar se houve ou não entendimento do assunto;
III Os estudantes reúnem-se em equipes para refazer a avaliação e discutir os erros e acertos. Dessa forma, os professores podem identificar se todos os estudantes estão em um mesmo nível de entendimento em relação aos conteúdos e suas formas de se relacionar com os demais colegas.

É necessário cada vez mais proporcionar aos alunos independência na busca de dados, informações e que possam ser transformados em conhecimento. O que se espera, é a produção de discussões e sobretudo, reflexões a cerca do que pode ocorrer em diferentes profissões de acordo com suas particularidades.

Quanto mais aproximarmos os jovens da realidade do mercado, anteciparemos sua vivência na carreira.

Eles podem exercitar a sua criatividade, observar as tendências, empreender, ter mais empatia e foco nos resultados.

Renato da Costa é graduado em Administração, pós-graduado em Administração Estratégica, Mestre e Doutor em Administração, com estágio de Pesquisa e Docência na Universidad Jaume I no Sul da Espanha em 2017, Pós-Doutorando em Gestão Urbana. É membro da ACCUR-Academia de Cultura de Curitiba, membro associado da Academia Paranaense da Poesia, professor há 17 anos, escritor.