O que é voar? O voo tem, necessariamente, que ter três sequências fundamentais: decolar com seus próprios meios, planar no espaço e pousar.

Ao longo do tempo o homem acalentou o sonho de voar, ao acompanhar o voo de uma ave no céu, passando pelo grande inventor Leonardo da Vinci, Bartolomeu de Gusmão e tantos outros até chegar a Alberto Santos Dumont, que nasceu em Palmyra (atual Santos Dumont) em 20 de julho de 1873.

Desde os 8 anos de idade já se interessava pela mecânica na fazenda da família no interior de São Paulo. Em 1891 o pai resolve morar em Paris, por julgar o local ideal para que seu filho prosseguisse, em melhores condições, os seus estudos.

Interessa-se pelo balonismo e em seguida pelo automobilismo. Aos 24 anos decidiu fazer parte do seleto grupo de balonistas, iniciando uma série de projetos na área, como o Balão Brasil, o Amérique e balões dirigíveis, com reconhecimento público do famoso conde Ferdinand Adolf Heinrich August Graf von Zeppelin e várias premiações.

Contudo foi com o seu invento número 14, que os franceses apelidaram de 14 Bis, que o brasileiro ficou notabilizado como o Pai da Aviação, precursor do avião, em 23 de outubro de 1906, no Campo de Bagatelli, levantando voo com seus próprios meios, realizando o primeiro voo mecânico do mundo.

Santos Dumont não voou em segredo como alguns inventores, mas sim, diante de inúmeras testemunhas. O homem finalmente voou de verdade, tudo devidamente documentado na época. Com o 14 Bis, Santos Dumont ganhou o prêmio Archdeacon, ultrapassando as exigências estabelecidas pelo concurso.

Continuou construindo outros aparelhos, como os da versão Demoiselle. Após deixar a aviação passou a se dedicar a outros inventos, nunca os tendo patenteado. Não se pode olvidar que um dos seus inventos mais notáveis foi o relógio de pulso.

“Em 1973, o National Air and Space Museum do Smithsonian Institution, Washington, presidido pelo ex-astronauta da Apollo 11, Michael Collins, que pousou na lua, batizou simbolicamente uma cratera daquele satélite, a 60 km do local de pouso da Apollo 11, com o nome de Santos Dumont, tendo pronunciado as seguintes palavras Este será o reconhecimento do mundo à contribuição do gênio inventivo de Santos Dumont ao desenvolvimento e ao progresso aeroespacial contemporâneo.” (Baseado na revista Quando o homem voou pela primeira vez de verdade?, de Átila, José Borges. Editora: Entre Nuvens e Estrelas Produções: Curitiba, 2015)

Merecidamente, Alberto Santos Dumont ainda recebeu o título de Marechal-do-Ar e, por decreto, foi proclamado “Patrono da Força Aérea Brasileira”. Para saber mais, consulte os sites www.fab.mil.br, www.cindacta2.aer.mil.br e a revista Entre Nuvens e Estrelas.

Titular do Coluna Patriota Isaac escreveu para o Jornal do Rebouças 160 textos no período de 2018 a 2021. Era Tenente-Coronel do Exército Brasileiro, bacharel em Ciências Militares pela AMAN, bacharel em Administração pela UFSM, especialista em Comunicações pela EsCOM, Mestre em Operações Militares pela EsAO, extensão em Política e Estratégia pela ADESG, Análise e Desenvolvimento de SI Gerenciais pelo ISPG, Curso Livre em Teologia pelo ITQ Água Verde, patriota da LDN-PR e palestrante. Faleceu aos 66 anos, vítima da Covid-19.