A força é reverenciada em várias histórias de heróis como He-Man, que enche os pulmões para falar alto e em bom tom que tem a força.

A força também é ponto alto na série Star Wars, dividida em dois lados: o lado do bem e o lado negro da força, dependendo do relacionamento e do equilíbrio com o meio ambiente.

A força é entendida também como o emprego de tropa e das palavras, que também têm força. Teve épocas, na história da humanidade, em que se vivia o argumento da força. Atualmente é desejável a força do argumento. Neste continuum entre o argumento da força e a força do argumento está o militar, patriota a serviço dos mais legítimos interesses da pátria, empregando ora uma ora outra ora ambas, dependendo do contexto.

A força de um patriota vem da sintonia que tem com os legítimos anseios e aspirações nacionais, geralmente com a força do povo. Ele é produto de um exercício continuado, de um esforço persistente em bem cumprir seus deveres patrióticos, a despeito de quaisquer dificuldades.

A luta vem e passa, no entanto o patriota deve encontrar forças para continuar, resistir e vencer. Como voluntário que é não está obrigado a lutar por qualquer causa, mas a força surge e ele continua na sua vereda patriótica, sendo protagonista do seu tempo e não uma mera paisagem, lutando o bom combate. O patriota, como paladino da verdade, não tem compromisso com o erro.

Enquanto os cães ladram, a caravana passa. “Um sábio ditado árabe diz que apesar de os cães ladrarem, a caravana segue o seu caminho, ou seja, nada irá impedir que a caravana siga o seu rumo. A expressão significa que se devem ignorar as provocações que possam impedir o progresso e esquecer críticas que não sejam construtivas.” (Baseado em www.google.com.br).

O patriota não granjeia louvores e nem fica paparicando autoridades e entidades específicas, pois luta por interesses maiores e sublimes, sendo esta a sua grandeza e servidão. Tudo pelo Brasil!

À Pátria tudo se deve dar, sem nada exigir em troca, nem mesmo compreensão” (Antônio de Siqueira Campos). Isto parece uma utopia nos dias de hoje, em que predomina o individualismo e o egoísmo atroz.

Ser patriota nos dias atuais soa como démodé, não sendo tarefa fácil, haja vista que tem que remar contra a maré do comodismo, contra estas tendências desagregadoras e até antipatrióticas que assolaram o país aparelhado por todo lado, que deixaram os seus efeitos deletérios.

A maior força do patriota é a sua força de vontade interior, a força motriz que só abona a prática da ação. Esta força não fica latente só no sentimento, mas se exterioriza no desempenho pujante de suas atividades patrióticas.

Sim, o patriota tem a força, seja no campo ou na cidade, amando com fé e orgulho a terra onde nasceu e sem maiores interesses pessoais.

Isaac Carreiro Filho
Tenente-Coronel do Exército Brasileiro, bacharel em Ciências Militares pela AMAN, bacharel em Administração pela UFSM, especialista em Comunicações pela EsCOM, Mestre em Operações Militares pela EsAO, extensão em Política e Estratégia pela ADESG, Análise e Desenvolvimento de SI Gerenciais pelo ISPG, Curso Livre em Teologia pelo ITQ Água Verde, patriota da LDN-PR, colunista e palestrante.