“Quando eu era criança, meu avô criava galinhas e outros animais em sua fazenda. Cada galinha põe um ovo por dia, então se ele tinha sete galinhas, seria de esperar por sete ovos. Meu avô sempre foi muito cuidadoso com a alimentação das galinhas e em recolher os ovos todos os dias e me ensinou a ser tão diligente quanto ele.

Se não, ele dizia, as galinhas podem passar a comer seus próprios ovos, pois que uma vez que uma galinha sente o gosto de ovo, ela vai continuar comendo ovos e deve de ser morta.

Eu não sei se é verdade que não há cura para uma galinha canibais, mas ele me disse isso para me assustar e não me descuidar na alimentação e coleta regular dos ovos das galinhas.

Uma vez, quando eu tinha ido embora, ele ficou doente e não podia visitar o galinheiro todos os dias para alimentá-las e recolher seus ovos.

Quando ele finalmente chegou lá, viu cascas quebradas de ovos por todo canto, prova de ovo comidos. Mesmo depois, havia sempre falta um ou dois ovos nas coletas diárias. Pelo menos uma galinha tinha ficado com gosto de ovo e não estava disposta a desistir dele, mesmo com a alimentação farta e renovada.

“Como é que vamos descobrir qual delas está comendo?” perguntei. “O que você quer dizer.”

“Temos de matar a galinha que está comendo os ovos das outras. “Ele apenas riu.
“Não, sério, meu avô. Um desses frangos está comendo a nossa comida, ocupando espaço em nossa granja e destruindo os nossos ovos. Temos que descobrir qual é e matá-la, certo?”

“Eu não tenho tempo para sentar e ficar assistindo galinhas. Mas essa galinha realmente ajuda. Ajuda a lembrar-me a permanecer vigilante e cuidando das outras galinhas e recolhendo os ovos. Também me lembra que a natureza é implacável, e que a natureza humana é só isso. “Eu não estava satisfeito com o raciocínio de meu avô. No dia seguinte acordei cedo e vigei o galinheiro. Eu vi quando as galinhas foram para os ninhos e colocaram seus ovos, uma por uma. Eu também vi quando uma das galinhas começou a brincar um ovo com suas garras e bicando-a com seu bico.

Pensei em matar a galinha. […]. Mas, em vez disso eu gritei com a galinha, fazendo ela correr pra longe. Juntei o restante dos ovos bons e caminhei de volta para a casa.” (http://www.sociopathworld.com/2010/06/chicken-parable.html e https://www.recantodasletras.com.br/contos/29064210).

Fazendo outra leitura: na política ocorre algo semelhante: devemos vigiar. O corrupto detentor do poder, é como a galinha que come escondido o ovo do ninho, nadando de braçada no dinheiro público, mesmo em tempos de pandemia: o covidão […].

Os eleitores, verdadeiros donos do poder, devem matar o político com o seu voto nas urnas ao invés de continuar dando só um susto. Mas, parece que muitos estão cegos acreditando nas mesmas cantilenas dessas raposas, que agem como se nada tivesse acontecido.

Isaac Carreiro Filho (em memória)
Titular do Coluna Patriota Isaac escreveu para o Jornal do Rebouças 160 textos no período de 2018 a 2021. Era Tenente-Coronel do Exército Brasileiro, bacharel em Ciências Militares pela AMAN, bacharel em Administração pela UFSM, especialista em Comunicações pela EsCOM, Mestre em Operações Militares pela EsAO, extensão em Política e Estratégia pela ADESG, Análise e Desenvolvimento de SI Gerenciais pelo ISPG, Curso Livre em Teologia pelo ITQ Água Verde, patriota da LDN-PR e palestrante. Faleceu aos 66 anos, vítima da Covid-19.