Segundo DE OLIVEIRA e FERREIRA, “[…] é preciso não esquecer os antecedentes que motivaram a eclosão do movimento contra-evolucionário de 1964. A desordem, a depredação dos órgãos públicos; as greves constantes, causando instabilidade em quase todos os setores da atividade nacional, incentivando à indisciplina nas Forças Armadas, foram alguns fatores que ensejaram este fato histórico.

Num clima de muita incerteza, a sociedade brasileira mobilizou-se, e, atendendo a uma decisão do congresso nacional e ao clamor da sociedade em geral, as Forças Armadas assumiram o poder naquele ano, em nome da soberania nacional e em defesa dos direitos inalienáveis do cidadão brasileiro. Todos os jornais apoiaram, com exceção do “A Última Hora”.

Os governantes militares foram responsáveis pelo mais significativo crescimento da riqueza nacional da história, 15% a.a.

A economia do país passou de 48ª para a 8ª posição no contexto mundial. Sabe-se que foi muito difícil a governabilidade, os interesses pessoais foram combatidos com rigor e os atos e fatos administrativos passaram a ser direcionados com vistas ao bem comum. Com o olhar mirando o futuro do país, grandes obras foram realizadas, criando uma infraestrutura de melhor atendimento à população brasileira, dentre as quais podemos citar (…). Estradas rasgaram o país de Norte a sul e de Leste a Oeste, movimentando a indústria e o comércio, integrando a população num só ideal.

É notório que os governos militares legaram uma soma imensa de realizações efetivas, que seus detratores não conseguem esconder. Muitos dos que criticaram e criticam hoje os governos militares não eram nem sequer nascidos (…).

Apesar de ter havido um pacto de união, consubstanciado na denominada Lei de Anistia, tudo indica que ainda querem atribuir os crimes da época apenas aos agentes de estado, o que caracterizaria uma falha imperdoável, porque ninguém luta sozinho.

Ninguém de bom senso aceitaria atrocidades cometidas por quem quer que fosse, contudo, é necessário que exista equilíbrio na abordagem dos atos cometidos, até para evitar que sejam cometidas novas injustiças (…).”

Aqui não se trata de celebração. Mas, para o bem de todos e felicidade geral da nação, o país precisa virar esta página e olhar para o futuro.

Isaac Carreiro Filho
Militar da Reserva Remunerada do Exército Brasileiro, especialista em Comunicações, Mestre em Ciências Militares, bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria, extensão em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, Curso Livre em Teologia pelo Instituto Teológico Quadrangular-Água Verde, membro do Centro de Estudos Brasileiros do Paraná, patriota da Liga da Defesa Nacional-Paraná, professor, colunista e palestrante.