As facetas da crise do final do século eram: inflação, desemprego, distribuição desigual de renda; fome, desnutrição; moral e ética; poluição da água; desperdício dos alimentos; doenças infecciosas e da civilização; crimes, acidentes, suicídios; alcoolismo, drogas; distúrbios comportamentais; arsenal nuclear.

Apesar dos esforços, a crise continua e outras podem ser acrescentadas neste início do século como: tribalismo; crise de governança; corrupção endêmica, aparelhamento do estado, tendência à impunidade; surgimento de novas formas de terrorismo como depredação do patrimônio público, derramamento criminoso de óleo no mar, queimadas criminosas; importação de terroristas de outros países para desestabilizar a ordem pública; parlamentares procurando emplacar um pretencioso 3º turno ao invés de proporem soluções alternativas aos problemas brasileiros, acusar os outros daquilo que se pratica de errado e busca do “faroeste à brasileira onde o bandido acusa o xerife.” (Augusto Nunes)

A pergunta que não quer calar: Por que os especialistas não conseguem resolver os problemas de suas áreas? Será que a solução está somente na mão deles?

Como o assunto é extenso, vamos limitar a análise a alguns exemplos e apresentar uma solução plausível que pode ser aplicado genericamente.

Para reflexão: “Vivemos numa era insana, mais insana do que o normal, apesar dos grandes avanços tecnológicos e científicos, o homem não tem a mínima ideia de quem é ou do que está fazendo.” (Walter Percy).

Assiste-se a um progresso material, fomentado pelo crescente desenvolvimento científico e tecnológico, levando o homem a níveis de vida jamais imaginados. Admirável mundo novo, com suas facilidades, mas que provocam a substituição paulatina do homem pelas máquinas.

A tendência é o desaparecimento de profissões como frentistas de postos, trocadores de ônibus e outras. Mesmo assim, nem todos usufruem deste vertiginoso progresso material. Além do lixo normal, fonte de renda para as pessoas que vivem da reciclagem, surgiu o lixo eletrônico, levando à necessidade da logística reversa e à maior responsabilização das empresas.

Outro problema é o ritmo da extinção de espécies animais. O homem invade as florestas e outros ecossistemas, causando desequilíbrios ecológicos e acaba provocando a invasão do espaço urbano por animais selvagens por problemas causados em seu de habitat natural.

Há solução para tudo, basta querermos todos, sabermos quem somos e o que estamos fazendo, sendo a utilização da ciência e tecnologia uma poderosa ferramenta para todos os campos do poder nacional.

Para o Brasil ir em frente deve driblar a pessimista mídia militante e a pobreza da maioria dos políticos, que só visam os seus interesses, a conquista e a manutenção do poder a todo custo. Acrescente-se que não se combate nenhuma crise só ficando em casa.

Isaac Carreiro Filho
Tenente-Coronel do Exército Brasileiro, bacharel em Ciências Militares pela AMAN, bacharel em Administração pela UFSM, especialista em Comunicações pela EsCOM, Mestre em Operações Militares pela EsAO, extensão em Política e Estratégia pela ADESG, Análise e Desenvolvimento de SI Gerenciais pelo ISPG, Curso Livre em Teologia pelo ITQ Água Verde, patriota da LDN-PR, colunista e palestrante.