Curitiba criou 18.733 novos empregos com carteira assinada no primeiro trimestre desse ano. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, divulgados nesta quarta-feira (28/4).

O saldo, que é medido pela diferença entre admitidos e demitidos, é quase quatro vezes maior do que o registrado no primeiro trimestre de 2020, quando totalizou 4.956 empregos. Naquela época, a economia começava a sentir os primeiros efeitos da pandemia de covid-19.

No primeiro trimestre de 2021, foram 113.831 contratações e 95.098 demissões no município. Curitiba respondeu, sozinha, por 24% das vagas geradas em todo o Estado, que totalizaram 78.434.

Para o prefeito Rafael Greca, os números mostram a retomada do emprego, mesmo com a adoção de medidas mais duras, como a bandeira vermelha e o lockdown para conter o avanço da covid-19.

“A economia do município é forte, as empresas são produtivas, estamos buscando dar apoio ao setor privado e aos poucos vamos voltando a gerar empregos e renda para a população”, disse o prefeito.

Serviços e construção

Os setores dos serviços e da construção foram os que mais contrataram no primeiro trimestre, com a criação de 10.535 e 7.562 vagas respectivamente. O comércio criou 1.452 novos empregos e a indústria, 2.232.

O saldo de Curitiba no acumulado de 2021 foi de 5.845 vagas geradas em janeiro, 12.992 em fevereiro e menos 104 vagas criadas em março. Apesar do saldo negativo no mês passado, o desempenho ainda é bem melhor do que em março de 2020, quando foram fechados 11.813 empregos.

Para o prefeito, a melhora do cenário de emprego é também resultado das ações do município em fomentar a capacitação de empresas e empregados. Tanto pela Agência Curitiba, que com os Espaços do Empreendedor apoia o pequeno e o microempresário, como pelos Liceus de Ofício, da Fundação de Ação Social (FAS), que promovem cursos e preparação para o mercado de trabalho.

Medidas

Por causa da pandemia, a Prefeitura vem adotando medidas para reduzir o impacto sobre a economia do município. Entre elas, a criação de um fundo de aval, de R$ 10 milhões, com potencial para alavancar até R$ 100 milhões em investimentos por parte das empresas curitibanas.

A desburocratização e a ampliação das atividades incluídas na lei de liberdade econômica também foi colocada em prática. A lei prevê a dispensa de alguns alvarás para atividades de baixo risco, facilitando o processo de abertura de empresas. No ano passado, o número de atividades abrangidas pela lei passou de 242 para 545 na capital.

O município também promoveu um programa de refinanciamento, o Refic-Covid-19, que permitiu o parcelamento de débitos em até 36 meses.

As medidas de suporte ao setor produtivo continuam em 2021. Em março, a Prefeitura prorrogou por 90 dias o prazo para pagamento do ISS para empresas incluídas no Simples e para Microempreendedores Individuais (MEIs).