Heroína Palavra singela, para conter a nossa infinita glória. Paranaense de Irati, serviu com bravura como enfermeira durante a Segunda Guerra, levando cuidados e esperança para soldados brasileiros e americanos. Também prestou auxílio à população italiana que sofria com o conflito. Fez da sua profissão um ato de fé, patriotismo e solidariedade. Um exemplo de mulher e de soldada pública para as futuras gerações“. Curitiba, Julho de 2018. Rafael Greca – Prefeito de Curitiba.

Em homenagem geral às mulheres, verdadeiras guerreiras do cotidiano, serão transcritos trechos adaptados do emocionante artigo MULHERES NA GUERRA (1939-1945): AS ENFERMEIRAS BRASILEIRAS E O SERVIÇO DE SAÚDE DA FEB, de Carmen Lúcia Rigoni. FEB significa Força Expedicionária Brasileira.

Na Segunda Guerra Mundial, o papel feminino é reconhecidamente valorizado em várias frentes do conflito. Mas foi no Serviço de Saúde durante as campanhas em que a mulher veio a se destacar. O grande momento foi a criação da Cruz Vermelha que envolveu todos os países beligerantes.

No dia 24 de agosto de 1944, oito paranaenses embarcam na Estação Ferroviária de Curitiba, rumo ao Rio de Janeiro. O estágio ocorreu nos hospitais e policlínicas militares, por meio de oficiais médicos.

No dia 4 de novembro de 1944, o primeiro grupo de enfermeiras brasileiras chegou  na cidade de Nápoles. Impressionadas pelo aspecto da cidade destruída, chamava a atenção a situação calamitosa da cidade, miséria e pobreza. No atendimento surgiu a máxima de que o que não tem solução, solucionado está.

O cotidiano dos enfermeiros brasileiros, homens e mulheres seguiam os padrões norte-americanos. Elas se adaptaram e usaram uniformes iguais aos dos homens.

As mulheres em campanha, desacreditadas de início, mas mostrando competência, foram admiradas tanto pelo Eixo como pelos Aliados, atuando nas mais diversas frentes e especialidades.

A maioria das nossas queridas enfermeiras eram professoras que passaram a se dedicar ao serviço de saúde como uma forma de minorar o sofrimento humano causado pelos horrores da guerra, em terras distantes. Verdadeiras heroínas, realmente fizeram a diferença na época em que viveram.

Isaac Carreiro Filho
Militar da Reserva Remunerada do Exército Brasileiro, especialista em Comunicações, Mestre em Ciências Militares, bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria, extensão em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, Curso Livre em Teologia pelo Instituto Teológico Quadrangular-Água Verde, membro do Centro de Estudos Brasileiros do Paraná, patriota da Liga da Defesa Nacional-Paraná, professor, colunista e palestrante.