Ah, como é bom ser criança! A única preocupação é se divertir! Correr, brincar, saltar! Quando as vemos em parquinhos, cheios daqueles brinquedos, balanço, gangorra, escorregador, nossos olhos se movem para todas as direções, pois assim elas, as crianças, movem-se! São rápidas nas decisões, sabem o que querem, brincar! E observando um dos brinquedos, podemos ver o esforço que elas fazem para terem um momento de alegria, de felicidade! E este brinquedo é o escorredor. Você já se sentiu em um escorredor?

Analisando este brinquedo, podemos perceber algumas lições de vida que nos acompanham ao longo do nosso viver. Normalmente há uma fila para subir todos os degraus daquela escada. Há um esforço inicial para se alcançar o topo do brinquedo. Quanto mais alto melhor. Espera-se, impacientemente, que todos subam, a minha vez vai chegar, pensa a criança. “Sobe logo!”, grita um. Uns sobem mais facilmente, outros, com menos idade e mais dificuldade, são “empurrados” pelo que vem atrás, ou auxiliados pelos pais. Algumas crianças são egocêntricas; outras, empáticas. Porém o objetivo de todas é chegar ao topo, e de lá escorregar para a alegria! Alegria pessoal, pois só pode escorregar uma de cada vez. Algumas sabem que encontrarão a terra, ou a grama; outras confiam nos braços que as aguardam ao final da alegre e curta viagem.

Ainda há aquelas, que ao chegar no topo, empacam, amedrontam-se com a altura, procuram os braços do pai ou da mãe. Há aquelas que empacam para que as outras crianças não escorreguem, é o famoso estraga-prazeres. E há aquelas que superando todas as dificuldades se lançam à felicidade de um pequeno momento, lançam-se no gozo de poucos metros! Somos todos adultos assim. Quando queremos alcançar o topo, muitas vezes empurramos aqueles que estão a nossa frente, somos impacientes, intolerantes. Enfrentamos os nossos degraus com avidez, com orgulho do nosso esforço, com soberba da nossa altura. Mas olhando para traz, vemos que muitos também querem uma posição no topo, querem desfrutar também da felicidade. E nos esquecemos que em algum momento houve um braço amigo, uma palavra terna que nos impulsionou para cima.

E olhando de fora, vemos o ciclo, sobe e desce, sobe e desce, sobe e desce. Isso nos faz olhar para nós mesmos e vermos que assim é a vida, um sobe e desce e sobe e desce. Esforçamo-nos para alcançar a felicidade, ela vem e rapidamente se vai; então escalamos novamente nossas dificuldades, superamos nossas limitações para termos mais um momento de felicidade; e então… o ciclo continua. Deus não nos promete um ciclo, mas um plano, uma certeza! “Não haverá mais dor e nem tristeza e nem lágrimas” (Apocalipse 21:4). Ele continua chamando a todos para escorregarem em Seus braços de amor, aquele que tem ouvidos, ouça!