Certamente que não foi à toa em que países comunistas, como China e União Soviética, a religião foi considerada o ópio do povo, por dificultar o dirigismo estatal, segundo eles.

Simplesmente pelo fato de que ela, bem utilizada, possibilita o conhecimento da verdade que liberta do jugo imposto. Se mal utilizada pode criar um bando de idólatras, presos à orientação de um único líder ou conselho de líderes religiosos.

Dizer que religião não se discute é uma falácia. Se não se discute, porque tanto se escreve e se fala a respeito? Vamos abordar sobre algumas.

A Umbanda é linda no sentido de procurar a solução de problemas humanos consultando-se diversas entidades incorporadas. O sacrifício substituto dos animais é devido à crença de que o sangue deles irá redundar na redenção humana. Mais ou menos semelhante ao sacrifício de animais do Antigo Testamento da Bíblia.

Vexaminoso é ver bêbado, com chapéu na cabeça, fazendo palhaçada e dançando com a mulher no terreiro, desrespeitando a religião dos outros. Há consequências brincar com coisa séria como as entidades e seus rituais.

O Kardecismo também é sedutor, à medida em que proporciona a esperança de um retorno do homem em sucessivas reencarnações, visando o aperfeiçoamento humano. Outro ponto forte de sua práxis é a caridade, sua marca registrada.

Já o Cristianismo substitui o sacrifício dos animais na pessoa de Jesus Cristo que, segundo esta religião, levou sobre si todos os pecados do mundo, para a salvação da humanidade. Desta forma, não exige o sacrifício dos animais e sacrifícios humanos. Também pratica a caridade em menor escala e como atividade subjacente.

Um lado negro das religiões ocorre quando líderes religiosos atuam em benefício próprio e de sua família, contrariando as doutrinas, exigindo o sacrifício de toda ordem à membresia. Outro cuidado que se deve ter é com a chamada intolerância religiosa, que foge de todos os limites, virando até caso de polícia. Há líderes que servem a dois senhores trabalhando misteriosamente em prol da sinagoga de Satanás.

O exemplo cristiano nunca cobrou pela cura, manifestações de milagres e maravilhas na vida das pessoas. O dízimo, dirigido ao povo hebreu uma vez ao ano, foi instituído no Antigo Testamento. Sob a égide paulina, as ofertas eram direcionadas primordialmente para a expansão do cristianismo e ajudar as viúvas, estrangeiros e órfãos e não para o enriquecimento próprio e construção de templos faraônicos.

Não se pode concordar que o maior patrimônio da Igreja seja o pastor. O maior patrimônio é imaterial, na pessoa de Jesus Cristo.

As semelhanças e diferenças entre os diversos credos compõem o secularismo, que parece ser o melhor caminho para a coesão, a fraternidade e a prosperidade humana. Que a paz, que excede todo o entendimento, seja com todos!

Isaac Carreiro Filho
Tenente-Coronel do Exército Brasileiro, bacharel em Ciências Militares pela AMAN, bacharel em Administração pela UFSM, especialista em Comunicações pela EsCOM, Mestre em Operações Militares pela EsAO, extensão em Política e Estratégia pela ADESG, Análise e Desenvolvimento de SI Gerenciais pelo ISPG, Curso Livre em Teologia pelo ITQ Água Verde, patriota da LDN-PR, colunista e palestrante.