Se uma coisa que o ser humano tem capacidade de fazer na vida é produzir lixo. Tão grande a quantidade gerada que já virou problema a desafiar os administradores públicos, sendo que Curitiba não passou ao largo, com respeito à sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente. Mas, precisa da conscientização de seus cidadãos.

“Quase duas toneladas de materiais recicláveis são recolhidas todos os meses em Curitiba. Isso representa apenas 22% do lixo produzido na capital paranaense. Apesar disso, a cidade está muito à frente de outras regiões do país e é referência ambiental quando se fala em separar o que é lixo orgânico e o que pode ser reaproveitado.

Os condomínios tem se esforçado para evitar que sejam colocados resíduos nos ralos das pias, vasos sanitários e afins, visando minimizar entupimento de esgotos ao separarem o lixo, têm ajudado aos funcionários da limpeza urbana e aos catadores

Todo material recolhido nos bairros da cidade é encaminhado para quarenta associações de catadores e cooperativas. São beneficiados 1.100 catadores. Eles participam do programa Eco Cidadão, da Prefeitura de Curitiba. De acordo com a diretora do Departamento de Educação para a Sustentabilidade da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Leila Maria Zen, o material reciclável não melhora só o meio ambiente, como também vira dinheiro para os catadores. “É menos material que vamos tirar da natureza e produzir novos produtos. Quanto mais conseguimos separar esse material, mais é agregado valor no recolhimento do coletor”, afirma.

Desde 2015, uma lei municipal proíbe o uso de animais, como os cavalos, para transportar materiais recicláveis. A restrição fez crescer um mercado nem tanto explorado: o de carrinhos elétricos. A Prefeitura disponibilizou 18 veículos para as cooperativas, e mesmo assim, o número não atende toda a demanda.

O lixo eletrônico também é preocupante. Em média, oito quilos são descartados anualmente por cada habitante. O Brasil é o sétimo maior produtor desse tipo de resíduo no mundo, com mil e quinhentas toneladas por ano. Ainda no país, apenas 18% das cidades brasileiras possuem coleta seletiva. O restante ainda mistura lixo orgânico e reciclável em um pacote só.”

(https://paranaportal.uol.com.br/cidades/cidades-destaque-1/apenas-22-dos-residuos-recolhidos-em-curitiba-sao-reciclaveis/).

Além dos materiais recicláveis que são recolhidos pelos carrinheiros, pelo menos parte do resíduo não aproveitável, ao invés de serem transportados para os aterros, poderiam ser transformados em bancos, mesas, vasos, lixeiras, tijolos, entre outros produtos.

Ademais, os carrinheiros e recicladores deveriam ser vistos com bons olhos, pois fazem desta atividade um meio de sobrevivência de suas famílias. Que Deus lhes acrescente a força, a coragem e a fé.

Isaac Carreiro Filho
Tenente-Coronel do Exército Brasileiro, bacharel em Ciências Militares pela AMAN, bacharel em Administração pela UFSM, especialista em Comunicações pela EsCOM, Mestre em Operações Militares pela EsAO, extensão em Política e Estratégia pela ADESG, Análise e Desenvolvimento de SI Gerenciais pelo ISPG, Curso Livre em Teologia pelo ITQ Água Verde, patriota da LDN-PR, colunista e palestrante.