Às vezes os políticos se comportam como deuses do olimpo pouco se importando com os simples mortais que são seus eleitores.

O § Único do Art.1º da Carta Magna de 1988 preceitua que “Todo o poder emana do povo, que exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” Fica claro que o poder é do povo e não dos representantes, que apenas o exercem temporariamente.

Além de custarem caro, regra geral, os maus políticos andam pintando e bordando no exercício do mandato, confundindo o público com o privado. Até agora o Senado já gastou em viagens internacionais mais do que o ano passado. Deveriam se esforçar mais no combate à corrupção e ao crime organizado.

O que o político mais teme é ver o povo nas ruas, reivindicando algo que deixaram de fazer, pois dependem do mandato. Se sabem disto porque que não fazem o que deveria ser feito?

A política, apesar de tudo, será sempre a arte do possível: é possível lutar pelo bem comum; é possível obedecer a lei que eles mesmos elaboram. A política é a arte de governar a polis, onde deve prevalecer o interesse público.

Por outro lado, quando contaminada por outros interesses, ideologias espúrias, pela praga do fanatismo, vira o pior dos mundos.

Há políticos de toda espécie e uma delas é o papagaio, que pode aprender a falar, mas não pode ler nem escrever.

Existem políticos que são verdadeiras “bolas divididas”, dependendo da justiça para sobreviverem na política.

O tempo de pensar de dar comida em troca de votos já passou. Enquanto acontecia a política do Pão e Circo, ocorriam verdadeiros assaltos aos cofres públicos da “República Bruzundanga” e se tinha como verdade a assertiva “Rouba, mas faz.”

Diz o ditado popular que “Há muito cacique para pouco índio”: são 35 partidos políticos, sendo os menores puxadinhos dos maiores; 513 deputados federais; 81 senadores; 1035 deputados estaduais, 56.810 vereadores de 5.568 municípios.

Mais do que Reforma da Previdência, Reforma Fiscal e outras, precisa-se urgente de uma boa Reforma Política, com a redução para 1/3 dos representantes, redução do número de municípios que não sobrevivem sozinhos, término das reeleições, dos privilégios… Quantas vezes o povo terá que voltar às ruas para obrigar os políticos trabalharem? As manifestações populares, contra ou a favor, podem muito em seus efeitos, pois o Brasil não tem tempo a perder. O povo nas ruas é uma verdadeira máquina de transformação social. Não se deve esquecer que a voz do povo é a voz de Deus.

Em suma, todo político deveria normalmente pautar suas ações com base no patriotismo, civismo e nacionalismo, não no toma lá dá cá, visando atender aos objetivos nacionais, dentro dos legítimos anseios e aspirações do povo brasileiro.

Isaac Carreiro Filho
Militar da Reserva Remunerada do Exército Brasileiro, especialista em Comunicações, Mestre em Ciências Militares, bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria, extensão em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, Curso Livre em Teologia pelo Instituto Teológico Quadrangular, professor particular, orientador de trabalhos científicos, colunista e palestrante.