Aproveita-se este espaço para homenagear os profissionais de aeronáutica, civis e militares, homens e mulheres dedicadas, e ao CINDACTAII (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo), que fazem do sonho de voar uma realidade diária.

O sonho de o homem voar certamente partiu da observação do voo dos pássaros, que partem de um ponto a outro alçando o seu voo, podendo chegar rapidamente a lugares mais distantes, daí o seu desejo de também poder voar.

Um exemplo desse desejo é a interessante história sobre Dédalo, relatada na mitologia grega: “Ícaro era filho de Dédalo, o construtor do labirinto que o rei Minos aprisionava o Minotauro, um ser com corpo de homem e cabeça de touro. A lenda grega conta que Dédalo ensinou Teseu, que seria devorado juntamente com outros jovens pelo monstro, como sair do labirinto.

Dédalo sugeriu que ele deveria utilizar um novelo que deveria ser desenrolado a medida em que fosse penetrando no labirinto. Dessa forma, após ter matado o monstro ele conseguiu fugir do labirinto. O rei Minos ficou furioso e prendeu Dédalo e o seu filho Ícaro no labirinto. Como o rei tinha deixado guardas vigiando as saídas, Dédalo construiu asas com penas dos pássaros colando-as com cera.

Antes de levantar voo, o pai recomendou a Ícaro que quando ambos estivessem voando não deveriam voar nem muito alto (perto do Sol, cujo calor derreteria a cera) e nem muito baixo (perto do mar, pois a umidade tornaria as asas pesadas).

Entretanto, a sensação de voar foi tão estonteante para Ícaro que ele esqueceu a recomendação e elevou-se tanto nos ares a ponto da previsão de Dédalo ocorrer. A cera derreteu e Ícaro perdeu as asas, precipitando-se no mar e morrendo afogado.” (Baseado em https://www.recantodasletras.com.br/contosdefantasia/998894).

Nas reminiscências da minha infância no Rio de Janeiro, terra onde nasci, também tinha o desejo de voar. A imaginação das crianças é tão fértil que um dia disse aos meus pais que teria voado em sonho com o meu velocípede. Quando cansei das pedaladas felizmente acordei.

Sempre que podia visitava o Museu de Aeronáutica no Campo dos Afonsos (Atual Museu Aeroespacial da Força Aérea Brasileira) no Rio de Janeiro, e prometi a mim mesmo que um dia iria voar, sonho que só foi concretizado mais tarde na Academia Militar das Agulhas Negras em exercícios de campanha e depois na vida adulta em voos comerciais. Ensinamento: nunca desista dos seus sonhos.

O sonho de voar não parou por aí apareceram os voos com balões, a partir do século XVIII, depois vieram os dirigíveis e depois o 14 Bis. A realidade é que desde o voo histórico de Santos Dumont, em Paris, em 1906, até o pouso dos astronautas da Apollo 11, na Lua, em 1969 o homem tem tentado alcançar as estrelas. Para saber mais, vale a pena visitar o Museu Aeroespacial Entre Nuvens e Estrelas, Curitiba/PR e os sites www.fab.mil.br e www.cindacta2.aer.mil.br, onde você poderá ser informar melhor sobre o assunto.

Titular do Coluna Patriota Isaac escreveu para o Jornal do Rebouças 160 textos no período de 2018 a 2021. Era Tenente-Coronel do Exército Brasileiro, bacharel em Ciências Militares pela AMAN, bacharel em Administração pela UFSM, especialista em Comunicações pela EsCOM, Mestre em Operações Militares pela EsAO, extensão em Política e Estratégia pela ADESG, Análise e Desenvolvimento de SI Gerenciais pelo ISPG, Curso Livre em Teologia pelo ITQ Água Verde, patriota da LDN-PR e palestrante. Faleceu aos 66 anos, vítima da Covid-19.