O que se tem visto nas duas últimas décadas foi um tremendo abandono dos valores tão caros em relação à pátria, à família e a Deus, demonstrado por meio de legislação e políticas contrárias às legítimas aspirações nacionais.

Além da adoção do famigerado toma lá dá cá, houve o maior assalto aos cofres públicos, por meio da corrupção, da propina generalizada, do financiamento do BNDES aos amigos dos amigos e a países de conduta duvidosa.

Construíram-se o Porto de Mariel, em Cuba, Metrô em Caracas, Venezuela, Hospital na Palestina e perdoaram-se dívidas de países africanos com governos nada democráticos, que desrespeitam os Direitos Humanos de maneira contumaz.

Acrescentam-se as tentativas da legalização do aborto, legalização das drogas, desmilitarização da polícia, desarmamento das pessoas de bem […].

Tentaram a todo custo fazer a desgraça nacional, colocando, pelo menos retoricamente, pobres contra ricos, o norte-nordeste contra o sul-sudeste, empregados contra patrões, pretos contra brancos, homossexuais contra heterossexuais, dentro da máxima que era preciso dividir para dominar.

Que se pare com o farisaísmo em dizer que acabou a pobreza no País, sem apresentar resultados práticos. O povo não é bobo: sabe distinguir uma farsa de um fato. É notório que o povo irá às ruas todas as vezes que observar que os seus anseios e aspirações não estão sendo atendidos.

Erraram feio, ao subestimar o poder do povo, o poder da Igreja e das Forças Armadas – que são instituições que cultuam valores éticos, quase sempre concorrentes em princípios, códigos de conduta responsáveis por sua manutenção ao longo do tempo.

Tanto a Igreja quanto as Forças Armadas consagram valores patrióticos e humanísticos muito acima de meras questões políticas conjunturais. São instituições que foram feitas para durar.

De fato, o mundo político é repleto de interesses conflitantes, embora tenha a missão de bem servir ao povo que o elege, pelo menos deveria ser assim.

Sem falar da inflação médica anual, é inegável a constatação do lamentável estado da saúde, da educação e da segurança pública em que se encontra, relegado a um segundo plano. Estranho, porque o maior patrimônio de uma nação, que é o povo, ficou deixado de lado.

Trazer ideologias espúrias, como a de gênero, à sala de aula não parece ser um bom caminho para a educação brasileira. Ao invés disso, porque não copiar as melhores práticas de países como Coréia do Sul e Japão, que saíram de uma situação crítica no pós-guerra e hoje são o que são?

Apesar da aparelhagem do estado ainda existente em todos os campos do poder nacional, a Operação Lava Jato está tendo um papel de fundamental importância no combate à corrupção e deve ser apoiada pelas pessoas de bem, que almejam um futuro melhor para todos os brasileiros. Sim, um outro Brasil é possível.

Isaac Carreiro Filho
Militar da Reserva Remunerada do Exército Brasileiro, especialista em Comunicações, Mestre em Ciências Militares, bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria, extensão em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, Curso Livre em Teologia pelo Instituto Teológico Quadrangular, professor particular, orientador de trabalhos científicos, colunista e palestrante.