O ser humano nasce, vive e morre. Talvez a etapa mais indesejável na cultura ocidental seja a morte. A morte mais uma vez prega uma peça, desta feita com o jornalista diferenciado Ricardo Boechat, âncora da Band. Toda morte, esperada ou não, produz uma sensação de impotência, porque quase nada podemos fazer para evitá-la.

A morte de um jornalista é como se fosse a morte de uma estrela, que uma vez apagada não pode mais brilhar, com a diferença de que o jornalista deixa um legado e uma lacuna que não pode ser completada.

Certamente que, morre um pouco de cada um de nós, pois já não teremos mais um formador de opinião, gerador da informação diária.

Cabem aqui, independente das circunstâncias da queda do helicóptero, que resultou na morte dele e do piloto em São Paulo, dia 11/02/2019, reflexões a serem feitas: Que legado cada um de nós deixaremos? Qual a nossa efetiva contribuição à comunidade? Como seremos lembrados? Fizemos a diferença? Se não, já é hora de mudarmos o nosso modus vivendo e modus operandi neste mundo. É preciso mudar a nossa história de vida. Ainda dá tempo para sermos melhores pessoas, para fazermos as coisas de uma forma mais eficiente, pois enquanto há vida há esperança.

A sua esposa comentou que “embora ele fosse ateu por opção, praticava o amor pela profissão, pelas pessoas.” Um ateu amoroso, talvez mais do que aqueles que se dizem salvos, mas que não demonstram a amor pelas pessoas.

Que o Grande Arquiteto do Universo conforte e abençoe seus parentes e amigos, por que não dizer, o povo brasileiro por esta perda irreparável.

Pode-se afirmar que Ricardo Boechat não viveu em vão, combateu um bom combate. Cada pessoa pode e deve fazer realmente a diferença na sua profissão, na vida das pessoas com quem convive ou não.

A Bíblia diz que quem pode fazer as coisas e não o faz já está pecando. Será que não podemos fazer nada por nós mesmos, pelas pessoas, pela natureza, por Deus? Os antigos egípcios acreditavam na imortalidade da alma, daí os faraós e pessoas da nobreza praticarem a mumificação. O que fazer para sermos salvos?

A vida que vivemos, o amor a Deus e ao próximo como a si mesmo, uma caridade que se faça não custa quase nada. É uma questão de opção, simples assim.

Precisa-se lembrar de que a vida na terra é passageira, porém a alma é terna.

Isaac Carreiro Filho
Militar da Reserva Remunerada do Exército Brasileiro, especialista em Comunicações, Mestre em Ciências Militares, bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria, extensão em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, Curso Livre em Teologia pelo Instituto Teológico Quadrangular-Água Verde, membro do Centro de Estudos Brasileiros do Paraná, patriota da Liga da Defesa Nacional-Paraná, professor, colunista e palestrante.