Obviamente que esta coluna responde não, se for uma manifestação pacífica. O mesmo não se pode dizer de movimentos violentos. Em Curitiba, o grupo Antifas, que surgiu do nada, provocou depredação do patrimônio público. Em frente ao palácio Iguaçu, arrancaram a Bandeira Nacional do mastro, rasgaram e queimaram.

Os Antifas “São marginais, terroristas, desocupados e maconheiros, que querem quebrar o Brasil” (Jair Bolsonaro).  “Nunca a baderna ganhou qualquer tipo de disputa.” (José Maria Trindade).

A pauta de falta de democracia, de fascismo e de racismo é anacrônica. Segundo estudiosos, a Democracia no Brasil existe desde 1964, vencemos o Nazifascismo em 1945 e não temos grandes problemas de racismo, devido ao caldeamento entre raças aqui existente. O problema é socioeconômico. Vamos parar de divisões internas. Precisamos nos unir como nação em prol de objetivos comuns e sair desta crise.

“Um vídeo compartilhado em um grupo de WhatsApp bastou para que boa parte do establishment se sentisse ameaçado… A mensagem de um minuto e meio – disponível a todos na internet – não faz ataque a nenhuma instituição. Não fala em fechar o Congresso ou colocar tanques nas ruas. Faz duras críticas à corrupção, toma lá, dá cá, chantagens. Aí está o problema: aquela história da carapuça que serve. Eles mesmos se entregaram. Ora, um parlamento que exige R$ 30 bilhões do dinheiro público para votar pautas importantes está fazendo o que, se não chantagem explícita?” (Sair às ruas é um atentado à democracia. Marc Sousa. TOPVIEW, Mar. No. 234). O vídeo defende apenas a essência democrática.

Já que o Congresso tem problemas, o povo que o elegeu tem o direito de tomar as ruas e exigir o seu correto funcionamento.

O povo patriota está fazendo valer o Parágrafo único do Art. 1º da Constituição Federal:” Todo o poder emana do povo…”, combinado com o “Art. 5º Todos são iguais perante a lei…[…].”

Quanto mais o povo patriota vai às ruas reivindicar os seus direitos, melhor é para a própria democracia, face aos desmandos e falta de sintonia de seus próprios representantes com os anseios e aspirações de seus eleitores […].

Há muito esperneio e tentativas de colocar mordaça e medo no povo. Não há nada que dignifique a pessoa humana do que a sua liberdade, inclusive de se expressar. Se os parlamentares, que são eleitos, se julgam possuidores de liberdade de expressão, que dirá o povo que os elege periodicamente. “Nós não podemos aceitar esses caras chantagearem a gente o tempo todo.” (General Augusto Heleno).

Sem medo de errar, quando o Brasil reverberar o espírito cívico-patriótico, estas diferenças serão insignificantes, pois todos estarão remando o barco na mesma direção.

Reflexão: “Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe…” (Clarice Lispector).

Isaac Carreiro Filho
Tenente-Coronel do Exército Brasileiro, bacharel em Ciências Militares pela AMAN, bacharel em Administração pela UFSM, especialista em Comunicações pela EsCOM, Mestre em Operações Militares pela EsAO, extensão em Política e Estratégia pela ADESG, Análise e Desenvolvimento de SI Gerenciais pelo ISPG, Curso Livre em Teologia pelo ITQ Água Verde, patriota da LDN-PR, colunista e palestrante.