Caxias, do pintor Joaquim da Rocha Fragoso

Depois das festas de final de  ano é conveniente trazer à baila o assunto pacificação. Segundo o Aurélio, “pacificação é o ato ou efeito de pacificar. Pacificar é restituir a paz a; apaziguar; serenar, tranquilizar, acalmar, abrandar.” (FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário Aurélio. 4.ed. – Curitiba: Ed. Positivo: 2009).

Ninguém nasce pacificador. O pacificador passa por um processo de pacificação, manifestando-se nas ocasiões que ocorram algum problema.

O processo de pacificação de um país é um moto-contínuo. A paz social se consegue por meio de uma cultura de paz, começando em casa, depois na escola. A paz contribui com a ordem e sem ordem não há progresso.

Do jeito perigoso que o mundo anda, com ameaças cada vez crescentes para o ser humano, sugere-se que as pessoas procurem viver em paz umas com as outras e consigo mesmas.

O Exército Brasileiro, em tempo de paz, tem demonstrado que para cumprir bem a sua missão deve estar voltado para o preparo técnico-profissional, buscando a melhor tecnologia disponível, procurando estar a par tanto do cenário interno quanto do externo e evitar se contaminar com a política partidária.

Caxias, Luís Alves de Lima e Silva, Patrono do Exército Brasileiro, foi flor de estadista e soldado, herói militar do Brasil. Ele personifica todos os valores e ideais do soldado brasileiro. Participou de inúmeras batalhas, como: Guerra da Independência, Campanha da Cisplatina, Balaiada, Revolução Farroupilha, Campanha contra os ditadores Oribe e Rosas e Guerra do Paraguai.

Caxias, soldado e pacificador, intolerante com a desordem, rigoroso com a rebeldia, conciliador nas negociações, humano em perdoar, artífice da integridade do território nacional. Quando o consenso não foi possível, mostrou-se decisivo e, sem empregar força desnecessária ou desproporcional, evitou produzir sentimentos de vingança nos vencidos. (www.eb.mil.br).

Quer pacificando as províncias do Império quer pelejando contra estrangeiros, seu legado de dedicação e amor à Pátria sempre servirão de paradigma, particularmente aos soldados e à sociedade brasileira em geral.

A paz é benéfica, ipso facto, se realmente quisermos ordem e progresso, sejamos todos pacificadores.

Isaac Carreiro Filho
Tenente-Coronel Reformado do Exército Brasileiro, especialista em Comunicações, Mestre em Ciências Militares, bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria, extensão em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, Curso Livre em Teologia pelo Instituto Teológico Quadrangular, professor particular, orientador de trabalhos científicos, colunista e palestrante.