O brasileiro deve conhecer e exigir os seus direitos, porém não deve se esquecer de cumprir os seus inúmeros deveres com Deus, com a Pátria e com a Família.

Leis como o ECAS (Estatuto da Criança e do Adolescente) são pródigas em estabelecer direitos, mas omissas em apontar deveres.

Os poderes, segundo a Constituição Federal de 1988, § 2º, deveriam ser independentes e harmônicos. Não é o que ocorre na prática, onde um interfere nas atribuições dos outros. O Executivo legisla por MP (Medidas Provisórias), o Legislativo querendo governar e julgar e o Judiciário, legisla, querendo governar, passando por cima de cláusulas expressas na Constituição. Todos estão extrapolando sua competência. Isto é uma desgraça que acaba achincalhando as demais instituições nacionais, gerando insegurança jurídica, colocando o país em descrédito.

Desta forma, os poderes republicanos estão trabalhando, voluntariamente ou não, contra o Brasil e contra os brasileiros de bem, como dificultando o combate à corrupção, como o abandono da possibilidade de prisão após condenação em 2ª instância.

Ora, se os poderes que deveriam dar o exemplo e não o fazem que dirá o restante. Se para o brasileiro está difícil entender o Brasil imagina para o estrangeiro?

O costume de se dizer que a índole do brasileiro é pacífica parece verdadeiro, quando se observa atentamente o caos socioeconômico instalado nestes últimos 30 anos.

Os governos gastaram muito em todas as áreas e gastaram mal. Esta elite política não sabe o que é andar a pé, comer marmita ou quentinha, tomar um pingado no bar, andar de transporte público mais apertado do que sardinha em lata, ficar sem sair […].

Os números do país no ranking mundial não são dos melhores, como do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudante), 63ª posição entre 70 países e o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), 79ª posição entre 189 países em 2018.

A falta de cobrança pelo eleitor também empurrou a nação brasileira para um oceano de dificuldades: pobreza, miséria, infortúnios e tantas outras injustiças. Político não é eleito para fazer o que bem entende […].

Para alguns bastava o Pão e Circo que estava tudo bem, vivendo de migalhas caídas das mesas dos ricos e poderosos, sem se preocupar com o futuro. Devido ao conformismo não se reclamava da negligência que ocorria e não se cobrava a devida transparência com o uso do dinheiro público […].

Será que realmente sabemos o que seja paz social e estabilidade político-jurídica no país? Das próximas vezes os eleitores deverão valorizar mais os seus votos e cobrar mais dos eleitos. Até quando o povo vai continuar sendo enganado com mentiras e promessas sem fundamento pelos mentirosos de sempre travestidos de populismo?

Reflitamos: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.” (Martin Luther King).

Titular do Coluna Patriota Isaac escreveu para o Jornal do Rebouças 160 textos no período de 2018 a 2021. Era Tenente-Coronel do Exército Brasileiro, bacharel em Ciências Militares pela AMAN, bacharel em Administração pela UFSM, especialista em Comunicações pela EsCOM, Mestre em Operações Militares pela EsAO, extensão em Política e Estratégia pela ADESG, Análise e Desenvolvimento de SI Gerenciais pelo ISPG, Curso Livre em Teologia pelo ITQ Água Verde, patriota da LDN-PR e palestrante. Faleceu aos 66 anos, vítima da Covid-19.