Com o slogan “Dormir Bem É Envelhecer com Saúde”, os especialistas da Associação Brasileira do Sono (ABS), Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS) promovem, de 11 a 17 de março, em nível nacional, a Semana do Sono 2019, campanha anual de conscientização sobre a importância da qualidade e quantidade do sono para a saúde humana. O sono reparador ao longo da vida é um dos fatores essenciais para o envelhecimento saudável, já que as pessoas que costumam dormir mal têm mais chances de desenvolver ou antecipar o aparecimento de doenças, necessitando de intervenções e tratamentos crônicos, incluindo aquela quantidade de medicações para tomar diariamente.

O cuidado com a quantidade e qualidade do sono deve ser permanente para que, nas fases mais avançadas, o indivíduo possa usufruir de melhor qualidade de vida, já que, com o aumento da expectativa de vida, é comum uma elevação do número de doentes crônicos ou com doenças degenerativas. Recentemente, por exemplo, pesquisadores americanos encontraram evidências de que quem dorme mal tem uma maior chance de desenvolver Doença de Alzheimer, um tipo de demência. E os achados demonstram que essa relação está presente no final da meia idade, ainda na ausência de comprometimento cognitivo e o sono pode ser um fator de risco modificável para a frear a doença de Alzheimer nos primeiros estágios da doença, antes que apareçam os sintomas. Ou seja, ao dormir melhor, seria possível evitar ou retardar a doença.

De qualquer forma, transtornos do sono são mais comuns com o avançar da idade, provavelmente, por causa de mudanças fisiológicas, doenças físicas e mentais, polimedicação e por causa de fatores sociais ou comportamentais como luto, círculo de amizades reduzidas e escolaridade. Na terceira idade, a vontade de dormir tende a chegar mais cedo, a duração do sono diminui e, geralmente, acorda-se com mais frequência durante a noite. No entanto, um fator que permite diferenciar uma resposta mal adaptativa de um padrão fisiológico, é a presença de sintomas diurnos, nomeadamente a hiperssonolência, a fadiga e a lentificação psicomotora.

Segue uma lista dos principais fatores que podem perturbar o sono nos adultos:  ● Alteração de fusos horários. ● Hospitalizações. ● Fatores ambientais (por exemplo, ruído, leve, temperatura desconfortável). ● Padrões de estilo de vida ruins (por exemplo, falta de atividade física, ciclos irregulares de sono-vigília, beber muito álcool ou bebidas com cafeína especialmente ao final do dia). ● Problemas de saúde mental (por exemplo, depressão, ansiedade). ● Problemas de saúde física. ● Dor. ● Certos medicamentos. ● Menopausa. ● Estresse.

Dr. Fernando Mariano
Médico especialista em Otorrinolaringologia e Medicina do Sono. Medicina Universidade Federal do Paraná (UFPR). Residência Médica em Otorrinolaringologia no Hospital de Clínicas da UFPR. Fellowship em Cirurgia Plástica de Face no Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO). Titulo de Especialista em Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial pela Associação Médica Brasileira. Título de Especialista em Medicina do Sono pela Associação Médica Brasileira. Mestrado em Cirurgia pelo Hospital de Cllínicas da UFPR. Membro da International Surgical Sleep Society.