Abertura da Semana da Pátria em frente ao Palácio Iguaçu

Artigo em homenagem aos patriotas da Liga da Defesa Nacional-PR e outros heróis nacionais pelos legados deixados.

Onde houver uma maldade, onde houver um brasileiro sofrendo, sempre deverá haver um patriota para estender as mãos.

A força do coração humano é que faz a diferença entre nós e as máquinas. Não podemos comprar a ideia de que as máquinas nos substituirão totalmente.

A função do patriota é fazer o seu melhor em prol do patriotismo, do civismo e do nacionalismo. Muitas vezes deve se comportar como uma estrela guia nos negros horizontes da vida, tirando energia não se sabe de onde..

Quando a maioria das pessoas pensam que tudo está perdido, surge o patriota para fazer a diferença e mudar o destino para melhor, porque o bem comum é o seu Norte. Todo esforço deve ser envidado para que tudo dê certo, com inteligência e máxima presteza.

O patriota só almeja a chuva de honestidade e joga um jogo de ganha-ganha. Difusor do otimismo, só ele é capaz de afirmar: “Ninguém vai perder ou ganhar. Vai todo mundo ganhar.”

O verdadeiro patriota passa ao largo da traição. Muito pelo contrário, ele é fiel à causa patriótica, sendo capaz de sacrificar a sua própria vida pelas demais pessoas.

O patriota não granjeia louvores para si, mas antes tem a satisfação da missão cumprida no desempenho da sua missão. Pensa que a causa que desposa, a coletividade, é mais importante do que o reconhecimento individual.

Por ser um indivíduo interativo, é da maior importância e desejável a sua relação com Deus, consigo mesmo, com o próximo e com o meio ambiente onde vive. O patriota não é um poste ou qualquer ser imóvel ou pau mandado.

Normalmente não está envolvido com o toma lá dá cá, não exigindo nada em troca pelos relevantes serviços prestados.

A vivência patriótica não é automática, mas é uma escolha, demonstrada diariamente, momento a momento, independentemente da situação concreta que surja.

Um dos ideais do nacionalismo é justamente a preservação de uma nação. O nacionalismo exacerbado pode ser prejudicial. Porém o patriotismo é um sentimento voluntário, unilateral.

Parodiando John Kennedy, não pergunte o que a pátria pode fazer por você e sim o que você pode fazer por ela, pois você deve ser um cidadão sem interesses pessoais, mais preocupado com o bem comum.

Esta coluna presta homenagem póstuma ao Dr. Mariano Taglianetti, falecido recentemente. Herói e amigo, advogado, orador invulgar, patriota da Liga da Defesa Nacional-PR. Batalhou pela causa republicana, sendo ardoroso defensor constitucionalista de 1932, presidente do Movimento 9 de Julho Paranaense e Heróis da Lapa. Que Deus conforte familiares, parentes e amigos neste difícil momento.

“À Pátria tudo se deve dar, sem nada exigir em troca, nem mesmo compreensão.” (Siqueira Campos).

Isaac Carreiro Filho
Tenente-Coronel do Exército Brasileiro, bacharel em Ciências Militares pela AMAN, bacharel em Administração pela UFSM, especialista em Comunicações pela EsCOM, Mestre em Operações Militares pela EsAO, extensão em Política e Estratégia pela ADESG, Análise e Desenvolvimento de SI Gerenciais pelo ISPG, Curso Livre em Teologia pelo ITQ Água Verde, patriota da LDN-PR, colunista e palestrante.