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quarta-feira, 29 abril 2026
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Procon-PR multa banco em quase R$ 300 mil por empréstimos não solicitados

O Procon multou nesta terça-feira (06) o Banco C6 em razão de reclamações apresentadas pelos consumidores durante a pandemia. A multa é de R$ 296.308,21 e a infração da instituição foi realizar empréstimos não solicitados para os consumidores mais vulneráveis, pessoas idosas e pensionistas, que acabam não percebendo o valor creditado na conta, gastando a quantia que depois é descontada diretamente em sua aposentadoria.

O Procon é vinculado à Secretaria estadual da Justiça, Família e Trabalho.

“Fazemos um grande esforço para ajudar a resolver os problemas dos consumidores pelos canais preliminares de solução de conflitos e este é o nosso dever”, disse o secretário Ney Leprevost. “Mas quando o estabelecimento infrator recusa o acordo ou a solução do problema, se sujeita à aplicação das sanções previstas na lei”.

Os principais problemas que geram a aplicação das multas pelo Procon são referentes a cobranças indevidas e prestação de serviços sem solicitação, além de cobranças abusivas. Segundo Leprevost, a empresa foi notificada, sendo assegurada a ampla defesa e o contraditório.

Após tentativas para resolver amigavelmente a situação com a instituição, o Procon abriu um processo administrativo interno, mas, como as respostas apresentadas pelo banco não foram aceitas, as multas foram aplicadas.

“É importante que o consumidor sempre procure o Procon para formalizar a sua reclamação e acompanhe o seu extrato, a sua conta e, também, o extrato do seu benefício, caso se trate de aposentado ou pensionista”, alertou Claudia Silvano, chefe do Procon.

ATENDIMENTOS – Devido à pandemia, o Procon-PR está atendendo somente pelos canais digitais e oferece ao consumidor algumas formas de contato: a Simples Consulta, que tem como objetivo o esclarecimento de dúvidas na compra de produtos ou contratação de serviços; e a CIP (Carta de Informações Preliminares), que demanda uma intervenção do órgão para solucionar de forma rápida as reclamações apresentadas pelos consumidores (no prazo médio de 10 dias).

Também existe possibilidade de um Processo Administrativo, que requer audiência de conciliação entre as partes e sujeita o fornecedor às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor

Para reclamações, o caminho mais fácil é acessar a plataforma www.consumidor.gov.br, também disponível em aplicativo gratuito para Android e iOS. Mais informações sobre os Direitos do Consumidor estão neste SITE.

Com melhora em indicadores, Unidades de Saúde que foram readequadas voltam ao atendimento normal

Com uma pequena melhora nos indicadores referentes à pandemia da covid-19, que aliviaram a pressão sobre o sistema de saúde, todas as unidades básicas que estavam recebendo casos de urgência e emergência voltaram ao atendimento habitual nesta semana. Com isso, Curitiba agora tem 88 unidades básicas abertas -, além de sete UPAs que voltaram à função original recebendo pacientes de urgência emergência de quaisquer doenças.

Das 88 unidades básicas abertas, 73 estão com atendimento normal para todos os públicos de Curitiba (inclusive vacinação de rotina), duas são exclusivas para multivacinação de rotina e uma para multivacinação de rotina e atendimento exclusivo de crianças e gestantes (veja a lista completa e horários aqui). Outras 12 são voltadas à vacinação contra covid-19, somados a outros pontos fixos.

De acordo com a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, as 73 unidades com atendimento normal funcionam com atendimento em “y”, ou seja, contam com um fluxo separado para pacientes sintomáticos respiratórios e para demais pacientes de rotina e que fazem tratamento de doenças crônicas.

“Isso garante a segurança de todos e que o cuidado com os curitibanos não para”, afirma a Márcia. “Ao mesmo tempo que cuidamos dos pacientes de covid-19, não deixamos de lado as demais situações de saúde”, explica.

Apenas 18 unidades estão com atendimento suspenso. Para 12 delas, a previsão é voltar a funcionar até o fim de agosto, a depender da situação sanitária do município. Essas unidades com atendimento suspenso tiveram as equipes redirecionadas para os demais postos de saúde abertos, para reforçar o atendimento de covid-19.

Outras cinco unidades de saúde estão em reforma. São elas US Moradias da Ordem (distrito sanitário do Tatuquara); US Tingui e Fernando de Noronha (distrito sanitário Boa Vista); US Nossa Senhora da Luz (distrito sanitário CIC); e US Pilarzinho (distrito sanitário Santa Felicidade).

Central de Atendimento

Além das UPAs e das unidades de saúde, a Central de Atendimento 3350-9000 atende todos os dias da semana, das 8h às 20h, casos leves de urgência e emergência, seja por suspeita de covid-19 ou outras doenças. Em caso de necessidade, a central direciona para um serviço de saúde.

Veja a lista com unidades com atendimento normal aqui

 

UPAs com atendimento para urgências e emergências (24 horas)

• UPA Sítio Cercado: Rua Levi Buquera, 158, Sítio Cercado
• UPA Boa Vista: Avenida Paraná, 3.654, Boa Vista
• UPA Cajuru: Rua Engenheiro Benedito Mário da Silva, 555, Cajuru
• UPA Campo Comprido: Rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi, 3.495, Campo Comprido
• UPA Tatuquara: Rua Jornalista Emílio Zolá Florenzano, 835, Tatuquara
• UPA CIC: Rua Senador Accioly Filho, 3370, Cidade Industrial
• UPA Pinheirinho: Rua Leon Nicolas, s/n esq. com Winston Churchill, Capão Raso

Estudos do Ippuc orientam a implantação de ônibus elétricos

Estudos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) para subsidiar a mudança da matriz energética do transporte público incluem projeções das tendências de adensamento populacional nas áreas de abrangência dos corredores Norte-Sul, Leste-Oeste, Linha Verde e no itinerário do Inter 2, o número de domicílios existentes e a população residente na região desses eixos, entre outras variáveis.

A entrada em operação dos ônibus elétricos está prevista nos projetos do Novo Inter 2, com financiamento já formalizado junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e do corredor Leste-Oeste, com linha de crédito em negociação com o New Development Bank (NDB).

Os investimentos de Curitiba em infraestrutura viária, de transporte e em novas estações para a inserção da eletromobilidade na Rede Integrada de Transporte (RIT) somam US$ 227,1 milhões, considerando os recursos do BID (US$ 106,7 milhões do banco + US$ 26,7 milhões da Prefeitura), NDB (US$ 75 milhões + US$ 18,7 milhões da Prefeitura). A esse montante de investimentos deverão ainda ser somados recursos para a aquisição da frota de veículos elétricos e a implantação de infraestrutura de carregamento.

“Nossa meta é ter 100% das linhas Inter 2 e Leste-Oeste operando com ônibus elétricos em cinco anos”, afirma o presidente do Ippuc, Luiz Fernando Jamur.

O planejamento operacional em curso pelo Ippuc e Urbs, que inclui os tipos de veículos a serem utilizados em uma primeira fase de funcionamento do Inter 2 com nova matriz energética, aponta para a operação de 54 ônibus elétricos articulados, com 18 metros de comprimento e capacidade para 150 passageiros.

Hoje, a frota operante do Inter 2 é de 67 ônibus, entre 29 modelos Padron e 38 articulados. A substituição para o modal elétrico será gradativa. Os estudos estão sendo feitos conforme a disponibilidade dos fabricantes e modelos de ônibus elétricos existentes em operação.

No eixo Leste-Oeste, operam atualmente 80 ônibus biarticulados, com 25 metros de comprimento, e capacidade para 230 passageiros. Para esse corredor, a operação inicial estima 60 ônibus articulados elétricos, com 23 metros de comprimento e capacidade para 180 pessoas.

População beneficiada

Os estudos do Ippuc estão alinhados à nova legislação de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo (Lei nº 15511/2019), tendo sido orientados pela Diretoria de Planejamento do Ippuc e produzidos pelo setor de Monitoração do Instituto.

Segundo os dados tabulados pelo Ippuc, as linhas que circulam pelo itinerário do Novo Inter 2 (Ligeirinho e Interbairros II) e pelo Corredor Leste-Oeste têm influência direta em uma área de abrangência de 58 Km², extensão que equivale a 13% do território da cidade.

“Embora os eixos de transporte não ocupem uma grande escala territorial, o número de domicílios localizados na área de abrangência deles representa 21% do total da cidade. Isso condiz com o que está na Lei de Zoneamento, que prevê maior densidade ao longo dos eixos de transporte”, explica a arquiteta Mônica Máximo da Silva, da gerência de Monitoração do Ippuc.

A população diretamente beneficiada pelas linhas de transporte chega a 332 mil pessoas residentes (Censo Demográfico 2010) e 102 mil pessoas que se deslocam diariamente para esses pontos de referência (Pesquisa Origem e Destino 2016-2017).

Para o corredor Leste-Oeste, projetado para a operação de ônibus elétricos na ligação de Pinhais à CIC Norte, o estudo aponta três cenários, ambos com maior acréscimo de usuários no extremo oeste da cidade. Foram estudados o cenário “conservador”, pelo método tendencial: acréscimo populacional de 13% nos próximos 20 anos (2020 – 2040); o cenário “urbanístico”, realizado a partir de parâmetros construtivos: aumento populacional de 37% no mesmo período; e o cenário “ousado”, pelo método da taxa média geométrica: acréscimo populacional de 47% nos próximos 20 anos (2020 – 2040).

“Independentemente do cenário, a expectativa é que o acréscimo seja superior no extremo oeste do eixo, que além de já vir de uma maior variação populacional no período recente, é o trecho menos consolidado e com maior potencial de acréscimo”, observa Mônica.

Segundo o estudo do Ippuc, em relação ao volume de viagens atraídas, é possível observar que todos os trechos do corredor Leste-Oeste têm abrangência metropolitana, atraindo viagens originadas em municípios vizinhos.

Na Gibiteca, Zequinha é retratado em home office e outras situações atuais

Mais de 40 anos depois de ter sido relançado pelo desenhista Nilson Müller, o icônico palhaço Zequinha, que marcou a infância de gerações de piás curitibanos, está de volta. Além do novo álbum lançado este ano, agora ele é tema da exposição aberta na Gibiteca e que também homenageia os 80 anos do autor.

A visitação da mostra é presencial e pode ser feita de terça-feira a sábado, das 12h às 18h, com ocupação máxima simultânea de 20 pessoas. Os interessados em vê-la precisam chegar ao local usando máscara corretamente colocada sobre o rosto. Na portaria, equipada com dispensador de álcool em gel, o público também passa pela aferição de temperatura. A entrada é grátis.

Na Sala Nilson Müller, onde foi montada a exposição, os visitantes encontram esboços e reproduções de figurinhas do palhaço segundo as atividades e profissões com que ele virou febre na virada da década de 70 para 80, na campanha do governo estadual para melhorar a arrecadação do então ICM (Imposto sobre Circulação de Mercadorias).

Coube a Müller recriar o personagem para O ICM das Crianças, que caiu no gosto dos paranaenses. Na ocasião, notas fiscais eram trocadas por figurinhas, enquanto álbuns completos garantiam cupons para participação em sorteios.

Zequinha acompanha as mudanças

Também podem ser conferidos os esboços dos desenhos desenvolvidos para o novo álbum (como Zequinha em home office ou tomando vacina) e que está fazendo gerações de colecionadores se encontrarem nas bancas. A primeira aparição do palhaço, que ganhou versões de vários desenhistas, tem quase 100 anos. Em 1928, balas vinham embrulhadas em figurinhas numeradas colecionáveis do personagem.

Completam a exposição releituras feitas por 18 artistas convidados e que colocam o velho palhaço em situações atuais –  como abordando a questão da diversidade religiosa por meio do Zequinha umbandista, do artista Fabiano Vianna, e dançarino de k-pop, de Amanda Barros. Criadora do personagem Smilinguido e uma das primeiras desenhistas mulheres de Curitiba, Márcia Macedo D’Haese desenvolveu a situação “Partilhando afeto”, em que Zequinha visita alguém hospitalizado.

Também  participam da mostra os desenhistas Marcelo Lopes, Fulvio Pacheco , Antônio Eder, Natan SS, Ariel DaCunha, Simon Taylor, Guto Dias, Celina Pacheco, João Ferreira, André Caliman, José Aguiar, Marcio Garcia, Oscar Reinstein, Andrea Schultz e Eloir Júnior.

Serviço: exposição O Álbum do Zequinha

Local: Gibiteca – Solar do Barão (Rua Carlos Cavalcanti, 533, Centro)

Horário: de terça a sábado, das 12h às 18h

Entrada grátis

Governo prorroga auxílio emergencial por mais três meses

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta segunda-feira (5) o decreto que prorroga por três meses o pagamento do auxílio emergencial à população de baixa renda afetada pela pandemia da covid-19. Com isso, o benefício, que terminaria agora em julho, será estendido até outubro. De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência da República, o ato será publicado na edição de amanhã (6) do Diário Oficial da União (DOU).Também foi editada uma medida provisória (MP) que abre crédito extraordinário para custear o pagamento complementar do auxílio. No mês passado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que o custo mensal do programa, que paga um benefício médio de R$ 250 por família, é de R$ 9 bilhões.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia da covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil. As famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

Regras

Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

Preços da gasolina, diesel e gás aumentam hoje nas refinarias

Os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha (GLP) sobem nesta terça-feira (6) nas refinarias. De acordo com a Petrobras, a gasolina aumenta, em média, R$ 0,16 (6,3%), fazendo com que o litro do combustível saia de R$ 2,53 e chegue a R$ 2,69.O diesel tem médio de R$ 0,10 (3,7%) por litro, e passa a custar R$ 2,81 nas refinarias da Petrobras. O gás de cozinha (GLP) para as distribuidoras sobe R$ 3,60 por quilograma (kg), refletindo um aumento médio de R$ 0,20 por kg.

Segundo a Petrobras, os reajustes acompanham a elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo e derivados.

A empresa informa também que evita repassar imediatamente a volatilidade externa aos preços do mercado interno, mas busca o equilíbrio de seus valores com o mercado internacional e a taxa de câmbio.

Segundo a estatal, tal alinhamento “é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes setores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileira”.

Até chegar aos consumidores finais, os preços cobrados nas refinarias da Petrobras na venda às distribuidoras são acrescidos de impostos, custos para a mistura obrigatória de biocombustível, margem de lucro de distribuidoras e revendedoras e outros custos.

“Para o GLP especificamente, conforme Decreto nº 10.638/2021, estão zeradas as alíquotas dos tributos federais PIS e Cofins incidentes sobre a comercialização do produto quando destinado para uso doméstico e envasado em recipientes de até 13 kg”, explica a Petrobras, que acrescenta que, no caso do GLP, o preço final é acrescido do custo de envase nas distribuidoras.

Quem recusar vacina disponível para a Covid-19 vai para o fim da fila, propõe a deputada Cristina Silvestri

Começou a tramitar nesta segunda-feira (05), na Assembleia Legislativa do Paraná, um novo projeto de lei de autoria da deputada estadual Cristina Silvestri (CDN) que visa formalizar o envio de pessoas para o fim da fila de vacinação contra a Covid-19 caso haja recusa das doses disponíveis sem justificativa. Segundo a parlamentar, o objetivo é evitar o atraso do calendário de vacinação contra a Covid-19 e, também, o descarte de doses nos municípios.

“Todas as vacinas usadas no Brasil em combate à Covid-19 são previamente analisadas e liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Quando há ressalva de vacinação de determinados grupos, como grávidas, o próprio Ministério da Saúde restringe a vacinação. Portanto, não há motivo para escolha por fabricantes, assim como as pessoas não escolhem vacinas da gripe, aplicadas anualmente”, explicou.

Segundo o texto do projeto, na hora de eventual recusa de dose, o cidadão terá de assinar um termo de compromisso que formalize a recusa e, assim, será enviado ao fim da fila do calendário de vacinação. Caso se negue a assinar, o termo poderá ser validado por testemunhas que trabalhem na Unidade de Saúde.

Segundo a deputada, é um direito de cada cidadão não se vacinar, mas também é um direito do Poder Público criar mecanismos que combatam ações que comprovadamente prejudicam o andamento da principal forma de enfrentamento ao coronavírus.

“Vivemos um momento ainda crítico, em que milhares de pessoas continuam morrendo diariamente. Recusar vacina é tirar a vez de outros que estão ansiosos para se imunizarem e darem um passo importante para o retorno à normalidade”.

Após a leitura em plenário nesta segunda, o projeto segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Copel alerta consumidores para golpes em nome da companhia

A Copel alerta os consumidores para golpes em nome da companhia. No caso mais recente, registrado na semana passada, os golpistas fizeram contato com um consumidor e alegaram a existência de uma multa em aberto, decorrente de faturas pagas em atraso. Desconfiado, o empresário procurou o atendimento da concessionária de energia e constatou que a informação era falsa.

A Copel lembra que sua comunicação com o cliente se dá, em primeira instância, através da fatura de energia. Nela são apontados o consumo mensal, encargos, tributos e eventuais serviços que possam ter sido realizados na unidade consumidora, como por exemplo, corte e religa.

“Se alguém oferecer serviços em nome da Copel e quiser cobrar por eles no ato da realização, o consumidor não deve pagar e pode entrar em contato com o 0800 51 00 116 para esclarecer dúvidas”, explica o gerente de Serviços da região Centro-Sul, Gilberto Conti.

O aplicativo para celular da Copel também dá acesso à consulta sobre a existência de débitos, o histórico de consumo e solicitação de serviços, entre outros. Da mesma forma, na agência virtual o consumidor pode verificar sua situação junto à Copel e solicitar serviços de forma gratuita (http://www.copel.com/hpcweb/).

Em caso de dúvidas em relação a qualquer eventual cobrança, a Copel orienta o consumidor a procurar esclarecimento junto ao atendimento telefônico (0800 51 00 116), no WhatsApp Copel (41) 3013-8973 ou no atendimento presencial.

UFPR recebe multa de R$ 1,3 milhão por falhas em concurso da Polícia Civil

A comissão que analisou o Processo Administrativo de Apuração de Responsabilidade (PAAR) instaurado após os transtornos causados pelo adiamento do Concurso da Polícia Civil estabeleceu multa de 20% do valor do contrato para a Universidade Federal do Paraná (UFPR), responsável pela aplicação das provas. O valor corresponde a cerca de R$ 1,3 milhão. O processo autônomo foi concluído nesta segunda-feira (5) e será publicado no Diário Oficial do Estado. A instituição pode recorrer.

O resultado apresentado pela comissão foi aprovado pelo controlador-geral do Estado, Raul Siqueira, e pelo secretário da Segurança Pública, Rômulo Marinho Soares. “A comissão entendeu por bem sugerir a aplicação de multa no valor de 20%, o que foi acolhido. Constatamos que não houve má-fé e acolhemos o parecer, o que não impede a aplicação de sanções mais graves caso haja reincidência dos problemas”, comentou Siqueira.

Em 21 de fevereiro, a UFPR cancelou, poucas horas antes do início do concurso e sem notificação anterior, as provas que seriam realizadas em Curitiba e região. O Governo do Estado acionou, então, a comissão permanente processante para apurar as responsabilidades.

“A sanção foi baseada nas irregularidades constatadas durante o processo e isso reforça a importância que damos ao concurso da Polícia Civil. Muitos candidatos foram prejudicados, e a Secretaria, cuja meta era recompor os quadros para melhor atender à população paranaense, se viu privada das contratações ainda neste ano de 2021”, disse o secretário Marinho.

CONTRATO – A UFPR deverá pagar cerca R$ 1,3 milhão por não cumprir partes do contrato, com base na Lei Federal 8.666/1993 e na Lei Estadual 15.608/2007, que estabelecem as regras de licitação. Caberá à Secretaria da Segurança a atualização final do valor, já que o contrato previa 70 mil candidatos, mas foram 106 mil inscrições.

“Abrimos a possibilidade de esse valor ser abatido do próximo pagamento que o Estado fará à universidade, relacionado ao mesmo concurso”, completou o controlador-geral Raul Siqueira.

A última parcela do contrato para o Concurso da Polícia Civil, de pouco mais de R$ 2 milhões, está prevista para outubro. O valor do contrato, considerando os candidatos excedentes do prognóstico inicial, chega a R$ 7 milhões.

A multa foi calculada sobre este valor, que já começou a ser pago pela Secretaria da Segurança Pública. O contrato pode ser pesquisado no Portal da Transparência do Estado, em Compras, tópico Contratos, pelo protocolo 16.378.179-4.

NOVA PROVA – As novas provas para os cargos de investigador, papiloscopista e delegado serão aplicadas no dia 3 de outubro. Já as provas de conhecimento específico para as vagas de delegado de polícia estão previstas para 12 de dezembro. Informações adicionais podem ser obtidas através da página oficial do concurso, em http://portal.nc.ufpr.br/PortalNC/Concurso?concurso=PCPR2020.

Mesmo vacinados, curitibanos devem manter cuidados sanitários

Mesmo com o avanço da vacinação contra a covid-19 em Curitiba, especialistas da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) alertam que a pandemia não acabou e os protocolos sanitários de prevenção devem ser mantidos.

Curitiba já vacinou 58,1% da população com 18 anos ou mais com pelo menos uma dose do imunizante anticovid. Apesar desse avanço, a infectologista da secretaria Marion Burger reforça que não é hora afrouxar nos cuidados de prevenção. Ainda é necessário manter os protocolos sanitários – como uso de máscara, higienização constante das mãos e distanciamento social – essenciais no combate do novo coronavírus.

“Ao acompanhar as notícias de outros países que têm permitido a flexibilização dos protocolos sanitários, muitas pessoas acham que já podem voltar a uma rotina normal. Ainda não é possível fazer o mesmo por aqui”, destaca Marion.

Ela reforça que os municípios ainda contabilizam centenas de novos casos diários e muitas mortes por covid-19 e que, enquanto persistir a grande circulação do novo coronavírus no Brasil, é possível que uma pessoa imunizada contraia e transmita o vírus.

Apesar de ser a mais forte arma no combate à pandemia, a vacina sozinha não é capaz de cumprir essa missão, complementa o epidemiologista da SMS Diego Spinoza dos Santos. Os demais cuidados de prevenção seguem com papel fundamental na queda da circulação do vírus.

“Só voltaremos à normalidade quando a curva de novos casos da doença cair drasticamente, com a consequente queda de internações e óbitos. A vacina precisa de ajuda para isso ocorrer”, recomenda o epidemiologista.

Após a vacinação parcial (somente a primeira dose recebida), já existe alguma proteção contra as formas mais graves da doença, mas ainda há risco de contágio e transmissão. Mesmo após estar com o esquema vacinal completo, não há proteção 100% assegurada. Daí a importância de seguir com as demais medidas adotadas para evitar a transmissão do novo coronavírus e colaborar para o controle da epidemia.

Tira dúvidas

Marion e Spinoza esclarecem dúvidas da população em relação à vacina e os cuidados que devem ser mantidos durante a pandemia da covid-19

Quem recebe a primeira dose da vacina está protegido?

Não. As vacinas precisam de um tempo após aplicação para o desenvolvimento da imunidade contra a covid-19. Das quatro vacinas aprovadas para aplicação no Brasil, três delas – CoronaVac, AstraZeneca ou Pfizer – têm esquema vacinal em duas doses. Portanto, é preciso receber também a segunda dose para obter a proteção conferida por elas. Somente a primeira dose desses imunizantes oferece uma proteção parcial. A vacina Janssen é recomendada em dose única e também precisa de um tempo após a aplicação para atingir seu máximo de proteção.

Quanto tempo a vacina leva para proteger o indivíduo?

As vacinas contra a covid-19 levam de duas a três semanas após o recebimento do número total de doses preconizadas para cada imunizante para desencadear a resposta imune. O corpo humano não gera uma resposta imediata à vacina e, até que a imunidade ocorra, a pessoa continua suscetível à infecção e transmissão do vírus SARS-CoV-2.

Quem já teve covid-19 precisa se vacinar?

Sim. Apesar de ser verdade que o corpo humano possa gerar anticorpos após a doença, nem sempre há o desenvolvimento da chamada “memória imunológica”, que é a capacidade de reconhecer o vírus e evitar que ocorra uma nova infecção. Em pessoas que já tiveram covid-19, a vacina pode desencadear uma imunidade mais duradoura. A recomendação é que nessas pessoas o imunizante seja aplicado pelo menos quatro semanas após a recuperação.

Quem já recebeu uma ou duas doses da vacina pode deixar de usar máscara?

Não. A vacinação é uma estratégia coletiva de proteção e enquanto persistir a circulação do novo coronavírus e a imunização não atingir pelo menos 70% da população, será necessário que todos – vacinados ou não – sigam com os protocolos sanitários de prevenção da covid-19, inclusive o uso da máscara.

Quem já está vacinado pode pegar covid?

Sim, é possível ter covid-19 mesmo após receber as doses recomendadas. Isso porque além de nenhuma vacina ofertar 100% de eficácia, o tempo em que o corpo está produzindo os anticorpos deve ser considerado. Pessoas que contraíram o vírus nos dias anteriores ou logo após receber a vacina ainda não estarão protegidas e podem, inclusive, apresentar as complicações da infecção pelo SARS-CoV-2.

Quem já está vacinado pode transmitir o novo coronavírus?

É possível. A grande proteção que as vacinas disponíveis conferem é para as formas graves da doença. Ainda não há estudos que apontem que os imunizantes promovam a interrupção da transmissão do vírus. Assim, mesmo que a pessoa imunizada esteja protegida de desenvolver quadros graves da doença, pode ser infectada e transmitir o vírus outros indivíduos.

Se há risco de contaminação e transmissão da covid-19 mesmo após a imunização, qual a função da vacina?

O maior benefício que qualquer vacina oferece é diminuir drasticamente as chances de complicações e morte decorrentes da infecção. Esse também tem sido o maior efeito das vacinas contra covid-19. A imunização também contribui para a redução da circulação do novo coronavírus, diminuindo as chances de surgimento de novas variantes do SARS-CoV-2. A expectativa é que esse efeito ocorra quando, no mínimo, 70% da população esteja vacinada, o que é conhecido como “imunidade coletiva”.

Quais cuidados devem ser mantidos mesmo após a imunização?

O protocolo sanitário básico deve ser mantido independentemente de a pessoa estar ou não imunizada. Isso inclui o uso da máscara, manter um distanciamento de 1,5 metros das outras pessoas, a higienização das mãos (com água e sabonete ou álcool em gel), evitar ambientes em que houver aglomeração de pessoas, além do imediato isolamento de casos suspeitos (pessoas com sintomas respiratórios que são sugestivos de covid-19). Sem esses cuidados, a vacinação, sozinha, não será suficiente para conter a pandemia.

É necessário usar uma ou duas máscaras?

Estudos apontam que o uso de duas máscaras pode ampliar a proteção e evitar o contágio do SARS-CoV-2. Contudo, mais importante é usar corretamente a máscara, que pode ser de dupla camada de tecido, tipo cirúrgica ou N95. Além de cobrir o nariz e a boca, é preciso se certificar que a máscara esteja bem ajustada ao tamanho e formato do rosto da pessoa, que não haja frestas nas laterais e que não fique caindo. É importante não tocar máscara e, caso ocorra, deve ser feita a higienização das mãos.

Com a chegada do inverno, como manter arejados e bem ventilados os ambientes fechados?

A queda das temperaturas faz com que as pessoas fiquem mais tempo em ambientes fechados e garantir a boa circulação do ar é fundamental para prevenir a transmissão do vírus e outros agentes infecciosos.Se o frio não permitir manter as janelas ou portas abertas o tempo todo, programe-se para abri-las por 15 minutos a cada duas horas para ventilar adequadamente o ambiente.

Até quando devemos seguir os protocolos sanitários?

Os protocolos sanitários e a vacinação devem continuar e a vacinação deve prosseguir até que haja o controle da epidemia, com a redução da velocidade de propagação do novo coronavírus. Ou seja, até que o número de novos casos da doença caia drasticamente, com queda de internamentos e óbitos por covid-19.