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quinta-feira, 30 abril 2026
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Preço do botijão de gás terá reajuste de 6,9% a partir de amanhã

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O Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da Petrobras decidiu reajustar em 6,9%, em média, os preços no mercado do gás liquefeito de petróleo (GLP) para uso residencial vendido em botijões de até 13 kg (GLP P-13). A alta entra em vigor a zero hora desta terça-feira (26) e se restringe a este produto.

Segundo a companhia, o ajuste anunciado foi aplicado sobre os preços praticados sem incidência de tributos. Pela estimativa da Petrobras, se a elevação for repassada integralmente aos preços ao consumidor, o preço do botijão de GLP P-13 pode ter alta, em média, de 2,6% ou cerca de R$ 1,55 por botijão.

A empresa destacou que o cálculo se confirmará se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos.

De acordo com a Petrobras, para definir a correção, o Gemp considerou que o mercado de GLP ao longo do mês de agosto permaneceu pressionado por baixos estoques e que a proximidade do inverno no hemisfério Norte aumenta a demanda pelo produto, por isso, o ajuste era necessário.

Conforme a estatal, o reajuste segue a variação de preços do mercado internacional registrada em agosto conforme política já anunciada pela companhia

Nota

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) informou, em nota, que o reajuste vai oscilar entre 6,4% e 7,4%, de acordo com o polo de suprimento. A entidade afirma que a correção aplicada não repassa integralmente a variação de preços do mercado internacional.

“Com isso, o Sindigás calcula que o preço do produto destinado a embalagens até 13 quilos ficará 15% abaixo da paridade de importação, o que inibe investimentos privados em infraestrutura no setor de abastecimento”, diz a nota.

Governo decide anular decreto que extinguia Renca

O presidente Michel Temer decidiu anular o decreto que extinguiu a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca). No final de agosto, ele havia assinado um decreto que acabava com a área e a decisão foi questionada por ambientalistas, artistas e repercutiu na mídia internacional. O novo decreto, anulando o primeiro, será publicado amanhã (26) no Diário Oficial da União.

No início de setembro, o governo já havia determinado a suspensão do decreto. A decisão pela anulação da extinção do Renca ocorreu após a repercussão negativa da medida. Para o Planalto, houve falta de clareza sobre os efeitos da extinção. No entanto, o tema continuará na pauta do governo. O próximo passo será a realização de uma consulta pública, ainda sem data prevista.

A área de proteção foi criada em 1984 pelo governo de João Figueiredo, último presidente do período militar. Na ocasião, foi definida a proteção da área de 47 mil quilômetros quadrados (km²), incrustada em uma região entre os estados do Pará e do Amapá.

Desde então, pesquisa mineral e atividade econômica na área passaram a ser de responsabilidade da Companhia Brasileira de Recursos Minerais (CPRM – Serviço Geológico Brasileiro) ou de empresas autorizadas pela companhia. Além do cobre, estudos geológicos apontam a ocorrência de ouro, manganês, ferro e outros minérios na área.

Dois dias após o decreto que extinguia a Renca, o Palácio do Planalto divulgou nota afirmando que o objetivo era “coibir a exploração ilegal” e recolocar o Estado como administrador de jazidas minerais da Renca, que atualmente sofre com a existência de garimpos clandestinos de ouro.

Super-ricos são menos tributados que os 10% mais pobres da população

A baixa tributação sobre o patrimônio das camadas mais altas e a alta tributação indireta (sobre consumo e serviços) fazem os super-ricos pagarem poucos tributos no Brasil. As conclusões constam de estudo divulgado hoje (25) pela organização não governamental britânica Oxfam.

Segundo o relatório A Distância que nos Une: um Retrato das Desigualdades Brasileiras, os 10% mais pobre da população brasileira gastam 32% da renda em tributos, contra 21% dos 10% mais ricos. Se forem considerados apenas os tributos indiretos, a parcela mais pobre compromete 28% da renda com tributos, contra 10% da camada mais rica.

A tributação indireta é considerada regressiva porque, proporcionalmente, pune mais a população de baixa renda. Isso ocorre porque os mais pobres e os mais ricos pagam o mesmo tributo sobre uma mercadoria ou um serviço consumido, mas o imposto pesa mais no orçamento das famílias que ganham menos.

Segundo a Oxfam, a estrutura tributária brasileira pune, em temos proporcionais, mais os negros e as mulheres em relação aos homens brancos. De acordo com o estudo, três em cada quatro brasileiros que compõem os 10% mais pobres da população são negros; e mais da metade, mulheres. Nos 10% mais ricos, dois em cada três são homens e brancos.

“Em uma estrutura de renda justa, a tributação deveria atuar de forma redistributiva, não concentradora. No Brasil, ocorre justamente o contrário – nosso sistema tributário penaliza os pobres e alivia os super-ricos, que acumulam renda e, com isso, patrimônio – outro território pouco habitado por impostos”, critica o relatório.

Uma das sugestões da Oxfam para reduzir as disparidades é a elevação da tributação sobre o patrimônio. No Brasil, esses tributos correspondem a apenas 4,5% da arrecadação total, contra 12,15% nos Estados Unidos. A entidade sugere a criação do Imposto sobre Grandes Fortunas, estabelecido pela Constituição, mas até hoje não implementado, e a cobrança de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores sobre jatos, helicópteros, iates e lanchas.

Imposto de Renda

Em relação à tributação sobre a renda e o lucro, o estudo destaca que a progressividade no Imposto de Renda (alíquotas maiores para quem ganha mais) é insuficiente para aumentar a tributação sobre os super-ricos. O estudo define essa faixa como pessoas que ganham ao menos 320 salários mínimos mensais.

Pessoas consideradas super-ricas, mostrou o levantamento, pagam alíquota efetiva de imposto – aquela realmente paga após descontos, deduções e isenções – similar à de quem ganha cinco salários mínimos mensais. Em relação a quem ganha entre 15 e 40 salários mínimos, os super-ricos pagam quatro vezes menos.

Para reverter, em parte, essa desigualdade, a Oxfam sugere a eliminação de renúncias fiscais, que fizeram o país deixar de arrecadar R$ 271 bilhões apenas no ano passado, segundo estimativa da própria Receita Federal. A entidade também defende o fim da isenção de Imposto de Renda da distribuição de lucros e dividendos a pessoas físicas e da remessa de lucros e dividendos ao exterior.

De acordo com o estudo, as isenções fiscais beneficiam os mais ricos. Com base em dados da Receita Federal de 2016, o levantamento apontou que, quem ganha acima de 80 salários mínimos mensais, é beneficiado com isenção média de 66%. Para os super-ricos, que recebem 320 salários, o benefício vai a 70%. A isenção cai a 17% para a classe média, que ganha de 3 a 20 salários mínimos; e a 9% para os 10% mais pobres, que recebem até três mínimos mensais.

Excesso de velocidade lidera ranking das infrações mais cometidas em 2017

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Somente este ano, já foram registradas mais de 13 milhões de infrações por excesso de velocidade nas vias e estradas do Brasil. Em todo o ano de 2016, foram 14,9 milhões de multas aplicadas por esse mesmo motivo. Entre 2010 e 2017, as infrações relacionadas ao excesso de velocidade lideraram o ranking das mais cometidas por motoristas brasileiros.

Outras infrações que estão entre as dez mais cometidas até agosto deste ano estão: dirigir sem cinto de segurança (infração grave, com 284 mil ocorrências); avançar no sinal vermelho (infração gravíssima, com 197 mil ocorrências); e estacionar em local não permitido (infração leve, com 130 mil ocorrências).

As multas relativas a cada infração são definidas de acordo com a gravidade do ato: as gravíssimas são punidas com multa no valor de R$ 293,47 e as graves, com multa no valor de R$ 195,23. Para as infrações médias, a multa é de R$ 130,16, e para as leves, de R$ 88,38.

A primeira diz respeito a velocidades até 20% maiores que o limite permitido (infração média), e a segunda, a velocidades entre 20% e 50% maiores (infração grave).

Rodovias federais

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), no primeiro semestre deste ano foram registrados 8.930 acidentes graves em rodovias federais. Acidentes graves são aqueles que resultam em pelo menos um ferido grave ou um óbito. Esses acidentes resultaram em mais de 41 mil feridos e 3.060 óbitos.

O número de óbitos em rodovias federais caiu 6,8% em 2016, na relação com o ano anterior. Da mesma forma, o número de acidentes graves reduziu 3,9% na comparação com os índices de 2015. Em 2016, ocorreram quase 21 mil acidentes graves em rodovias federais, e no período anterior, esse número foi superior a 21,8 mil.

O número geral de acidentes – com ilesos, feridos leves ou graves – diminuiu 21%: em 2015, foram registradas 122 mil colisões de veículos e, em 2016, este número caiu para 96,2 mil.

Redução dos acidentes

O governo federal coordena algumas ações, programas e projetos de diversas áreas voltados à educação, conscientização e prevenção de mortes e outros danos causados pelos acidentes de trânsito.

RodoVida

O Programa RodoVida, da PRF, tem por base o diagnóstico da ocorrência de sinistros nas rodovias federais. Os cem trechos mais perigosos do País foram identificados e classificados segundo um índice de gravidade dos acidentes, formulado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A PRF levantou os locais de maior frequência, a periodicidade, os horários e as causas dos sinistros, direcionando e concentrando as ações educativas de prevenção e de fiscalização nas rodovias federais. A PRF privilegia períodos como férias escolares, carnaval e fins de semana. As operações de fiscalização destacam temas como motociclistas, alta velocidade, ultrapassagem e consumo de bebida alcoólica.

A primeira edição do RodoVida ocorreu entre 2011 e 2012. Desde então, a PRF registrou queda de 40% no total de mortos em relação à frota.

Vida no Trânsito

Coordenado pelo Ministério da Saúde em parceria com outros ministérios, estados e municípios, o projeto inclui ações de vigilância e prevenção de lesões e mortes no trânsito e promoção da saúde. Uma dessas ações é a qualificação dos sistemas de informações sobre acidentes, feridos e vítimas fatais, a partir da qual se podem inferir fatores de risco dos acidentes, locais de maior incidência e vítimas mais vulneráveis.

O financiamento de ações educativas nas escolas e a abordagem das pessoas em bares e restaurantes são outras atividades vinculadas ao projeto. Lançado em 2010, o projeto faz parte da Road Safety in Ten Countries (RS10), iniciativa internacional coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que conta com a participação de entidades estrangeiras voltadas à segurança do trânsito.

Parada – Um Pacto pela Vida

Em maio de 2011, o governo brasileiro lançou o Parada – Pacto Nacional pela Redução de Acidentes – Um Pacto pela Vida, sob a coordenação do Ministério das Cidades e a mediação do Denatran. O objetivo é promover campanhas de conscientização, ações educativas e de mobilização. O Pacto foi lançado pelo governo em resposta à Década de Ações para Segurança no Trânsito 2011-2020, proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Lei regulamenta a venda de cerveja nos estádios de futebol

O governador Beto Richa sancionou, nesta segunda-feira (25), a lei que regulamenta a venda de cerveja e chopp nos estádios durante jogos de futebol. A assinatura foi acompanhada pelos dirigentes de vários clubes profissionais do estado, que deverão determinar pontos fixos para a comercialização das bebidas, que só poderá ser servida em copos plásticos descartáveis.

O projeto de lei, aprovado em 29 de agosto pela Assembleia Legislativa, foi proposto pelos deputados estaduais Luiz Cláudio Romanelli, Alexandre Curi, Stephanes Junior, Ademir Bier, Pedro Lupion, Márcio Pauliki, Tiago Amaral, Fernando Scanavaca, Márcio Nunes, Nelson Justus e Anibelli Neto, que também assinam a sanção.

O governador Beto Richa destacou que antes da sanção analisou o comportamento de outros estados que já permitem a venda de bebidas alcoólicas dentro dos estádios e como ela reflete nos índices de violência. Ele afirmou que as bebidas já são comercializadas no entrono dos estádios e a proibição seria uma desvantagem aos clubes.

“Temos que combater qualquer violência de forma rigorosa, por isso o governo está a disposição para apoiar os clubes”, destacou o governador, ressaltando que nem todas as pessoas que a praticam atos violentos no estádio estão sob o efeito de álcool.

REGULARIZAÇÃO – A lei deixa claro, em seu artigo 3º, que as únicas bebidas alcoólicas que poderão ser vendidas nos recintos esportivos são a cerveja e o chope, sendo proibida a venda e o consumo de outros produtos, sejam destilados ou fermentados. A matéria determina, ainda, que 20% das bebidas comercializadas sejam artesanais e de produção paranaense.

O presidente do Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba (Sindiabrabar), Fábio Aguayo, informou que com a regulamentação das vendas serão criados cerca de 500 novos postos de empregos no estado.

“A lei vai regularizar uma atividade que estava sendo feita na clandestinidade, que colocava a saúde pública em risco, pois não havia controle da procedência. Agora, além da fiscalização pela vigilância sanitária haverá a geração de empregos, no momento em que enfrentamos uma grande recessão”, afirmou.

O diretor do Londrina Esporte Clube, Eliseu Elias Silva, explicou que a intenção dos clubes é organizar uma campanha de sensibilização dos torcedores para o consumo consciente. “Tem que ser um trabalho coletivo para que a lei favoreça a todos”, declarou.

O vice-presidente do Paraná Clube, Christian Knaut, disse que os clubes vão ter que tratar com rigidez e compromisso a responsabilidade de administrar o consumo de álcool dentro dos estádios. “Temos que dar o exemplo e fazer com que o consumo seja responsável”, afirmou.

Richa lembrou ainda que a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) está desenvolvendo um sistema de biometria para ser implantado nos estádios. “Isso ajudará na identificação do torcedor e contribuir para inibir os atos de violência”, declarou.

EXIGÊNCIAS – A entrada de pessoas nos estádios portando qualquer tipo de bebida alcoólica é também proibida, assim como é proibida expressamente a venda de bebida alcoólica a menor de dezoito anos.

O projeto também prevê que o torcedor que promover desordens, tumultos e violência ou adentrar no recinto com substâncias não permitidas estará sujeito à impossibilidade de ingresso ou afastamento do recinto esportivo, conforme está previsto do Estatuto do Torcedor.

O vice-presidente do Operário Ferroviário Esporte Clube, de Ponta Grossa, Paulo Balasin, falou que a sanção da lei vai abrir oportunidades para o clube. “Para nós foi muito importante. Vai abrir novas possibilidades de patrocínios pois temos fábricas de cerveja na região que já haviam sinalizado interesse em apoiar o Operário”.

Abertas as inscrições para torneio de futebol

A Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude (Smelj) abriu nessa segunda-feira (25/9) as inscrições para clubes, entidades, escolas de futebol e associações esportivas participarem do Torneio Dia do Futebol Smelj, que será realizado domingo (1/10), no Gunha Sports. As inscrições são gratuitas e acontecem até às 15h desta quarta-feira (27/9).

O campeonato contará com competições nas categorias feminino (sub-16) e masculino sub-17, sub-15, sub-13 e sub-11. As inscrições são limitadas até cada categoria atingir oito equipes e podem ser feitas pelo e-mail ee10@smelj.curitiba.pr.gov.br ou pelo telefone (41) 3350-3756.

Serviço: Torneio Dia do Futebol Smelj

Data: domingo (1/10)

Horário: das 13h às 17h

Local: Gunha Sports (Rua Dionira Moletta Klemtz, 237 – Fazendinha)

Inscrições: até 27 de setembro

Semana do Idoso discute qualidade de vida e envelhecimento

A partir desta segunda-feira (25/9), a Prefeitura inicia as atividades da Semana do Idoso, eventos voltados à comunidade para a promoção do envelhecimento com qualidade de vida. Serão palestras sobre autoestima, domínio do equilíbrio, passeios, atividades físicas e apresentações culturais, que vão até o dia 3 de outubro em diversos pontos da cidade.

As ações são promovidas pela Fundação Estatal de Atenção Especializada de Saúde de Curitiba (Feaes) em parceria com as secretarias municipais da Saúde e do Esporte Lazer e Juventude, a Fundação de Assistência Social (FAS), Fundação Cultural de Curitiba (FCC) e Administração da Regional do Pinheirinho.

A Semana do Idoso é uma extensão do Dia Nacional do Idoso, comemorado em 1 de outubro.

Além das atividades para a comunidade, haverá eventos de capacitação e debate para profissionais da saúde, como a 1ª Jornada Interdisciplinar em Saúde do Idoso (3/10) e o 2º Simpósio de Fisioterapia da Feaes (7/10).

“Promover ações para o idoso e discutir o envelhecimento com qualidade é essencial para Curitiba, visto que é uma população que tende a crescer nas próximas décadas. Precisamos estar preparados para atender essa nova demanda”, destaca a diretora geral da Feaes, Adriana Moreira Kraft.

O envelhecimento da população é uma realidade: no Paraná, a expectativa de vida atualmente é de 76,2 anos, doze anos a mais que na década de 1980, quando a média de tempo de vida da população era de 64 anos.

A abertura oficial do evento será nesta quarta-feira (27/9), às 14h30, no auditório do Hospital do Idoso, com a apresentação do Grupo de Teatro Uva Passa.

Eva Mereci Kendrick, que integra a comissão de organização da Semana do Idoso, conta que o plano inicial era centralizar as ações no Hospital do Idoso Zilda Arns. “O contato com os demais parceiros permitiu a elaboração de um evento mais amplo. Toda a programação foi realizada em conjunto com as demais secretarias e setores envolvidos para que alcançássemos o maior número de pessoas”, explica.

O Dia Nacional do Idoso é comemorado em 1 de outubro, conforme a Lei 11.433/2006. A escolha da data é em referência ao dia em que foi promulgado o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003), em 1º de outubro de 2003. Até então, a data destinada à realização e divulgação de eventos que valorizam o idoso na sociedade era 27 de setembro.

Sem quórum, Câmara adia novamente leitura da denúncia contra Temer

A Câmara dos Deputados não alcançou hoje (25) o quorum mínimo de 51 parlamentares para abertura da sessão de debates. Com isso, a leitura da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa não pôde ser lida em plenário.

No horário em que a sessão estava prevista para ter início, havia apenas 22 deputados na Casa, quando são necessários pelo menos 51 presentes. Na última sexta-feira (22), o plenário também não atingiu quorum para abrir sessão e a leitura não foi feita. Nova sessão foi convocada para esta terça-feira (26), às 11h30.

O processo foi entregue pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Secretaria-Geral da Mesa da Câmara na última quinta-feira (21). A partir do protocolo na Casa, a denúncia deve ser lida em plenário. Em seguida, o presidente Temer será notificado para que apresente sua defesa perante os deputados no prazo de até dez sessões plenárias.

A primeira etapa de análise pelos parlamentares ocorrerá na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), responsável por aprovar no prazo de até cinco sessões um parecer favorável ou não ao prosseguimento da denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF). O parecer será elaborado por relator ainda a ser designado pelo presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG).

A segunda denúncia contra o presidente Michel Temer foi apresentada ao STF pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot no último dia 14 de setembro. Nesse processo, Janot acusa Temer e parlamentares do PMDB de terem formado esquema de corrupção envolvendo integrantes do partido na Câmara dos Deputados com objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública. Na acusação por obstrução de Justiça, Temer teria atuado para comprar o silêncio do doleiro Lúcio Funaro, um dos delatores nas investigações e que teria sido o operador do suposto esquema. A suposta interferência teria ocorrido por meio dos empresários da J&F, Joesley Batista e Ricardo Saud, que também são acusados pelo mesmo crime.

A defesa de Michel Temer contestou as acusações e apresentou no STF pedido para que a denúncia fosse devolvida à PGR. Mas o plenário da Corte decidiu encaminhar a denúncia para a Câmara, a qual cabe autorizar ou não o prosseguimento da investigação.

Depois de passar pela CCJ, a denúncia deverá ser analisada em plenário, onde precisa receber pelo menos 342 votos, o que corresponde a dois terços dos 513 deputados, quorum exigido pela Constituição para que uma denúncia contra um presidente da República seja investigada pelo Supremo. A previsão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é de que a votação da denúncia se encerre até o fim de outubro.

Mercado financeiro prevê inflação abaixo do limite da meta de 3%

O mercado financeiro reduziu a estimativa de inflação para abaixo do limite inferior da meta para este ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 3,08% para 2,97%, de acordo com o boletim Focus, pesquisa divulgada na internet, todas as semanas – geralmente às segundas-feiras – pelo Banco Central (BC).

A meta de inflação, que deve ser perseguida pelo BC, tem como centro 4,5%, limite inferior de 3% e superior de 6%. Quando a inflação fica fora desses limites, o BC tem que elaborar uma carta aberta ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicando os motivos do descumprimento da meta.

Na última quinta-feira (21), o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Viana de Carvalho, disse em Brasília que, se a meta de inflação ficar abaixo do limite mínimo de 3%, o BC justificará o descumprimento “com serenidade”.

A projeção do BC para a inflação, medida pelo IPCA, é de 3,2% este ano. Segundo o Relatório Trimestral de Inflação, o risco de o IPCA ficar abaixo do limite inferior da meta é de 36%.

Para 2018, a estimativa do boletim Focus para a inflação foi reduzida de 4,12% para 4,08%. Essa foi a quarta redução seguida.

Taxa de juros

Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 8,25% ao ano. Essa taxa vem sendo reduzida pelo BC, que já indicou um corte menor na próxima reunião, em outubro, e o fim gradual do ciclo de reduções.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. Já quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A expectativa do mercado financeiro para a Selic foi mantida em 7% ao ano, no fim de 2017, e ao final de 2018.

A expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), foi ajustada de 0,60% para 0,68%, em 2017, e de 2,20% para 2,30%, no próximo ano.

Coxa perde em casa

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A tarde deste domingo (24) não foi a que o torcedor coxa-branca queria. O Coritiba entrou em campo para enfrentar o Botafogo e acabou derrotado por 3×2, na 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Coxa saiu na frente com Werley e ainda marcou com Thiago Carleto, mas não conseguiu superar os cariocas no Alto da Glória.

O jogo

O Coritiba entrou em campo tendo como principal novidade a presença de Tiago Real no meio campo. O camisa oito entrou na vaga de Getterson. Na lateral direita, Léo retornou ao time após cumprir suspensão automática, ganhando a vaga do prata da casa Dodô. Na zaga, o capitão Werley atuou ao lado de Walisson Maia.

O início do jogo foi movimentado. Buscando atuar com velocidade pelos lados do campo, Tiago Real e Rildo eram os atletas que mais incomodavam o sistema defensivo da equipe botafoguense.

Apostando nos contra-ataques, o Botafogo grande oportunidade aos 17 minutos de jogo. O Coritiba acabou perdendo a bola no campo de ataque, os cariocas avançaram em jogada muito rápida, Roger entrou livre na área e bateu para fora.

O jogo esquentou na segunda metade do primeiro tempo. Aos 31’, Rildo cruzou da esquerda e a bola pegou na mão de Rodrigo Lindoso. Thiago Carleto cobrou, mas parou em Gatito Fernandes.

Aos 36’, Thiago Carleto se redimiu e cruzou a bola na cabeça de Werley, o capitão testou de maneira certeira, sem dar a menor chance para Gatito. Era o Coxa abrindo o placar no Couto Pereira.

No fim do primeiro tempo as duas equipes tiveram chances de marcar. O Coxa chegou com Henrique Almeida e Rildo, mas a bola não entrou. O Botafogo tentou com Roger, que tocou de cabeça, mas Wilson fez grande defesa.

No segundo tempo, atrás no placar o Botafogo procurou sair mais ao ataque. Apesar de não criar grandes chances de gol, os cariocas empataram aos 11 minutos em uma jogada de bola parada. João Paulo cobrou falta na cabeça de Roger, que testou forte para o fundo das redes, deixando tudo igual.

O Botafogo aproveitou o momento de instabilidade do Coritiba dentro da partida e conseguiu a virada aos 19 minutos. Bruno Silva avançou pelo lado direito e cruzou na pequena área, Guilherme mandou para o gol.

O Alviverde sentiu os gols. Marcelo Oliveira trocou Tiago Real e Anderson saíram e deram lugar para Rafael Longuine e Iago Dias. Na sequência ainda Keirrison apareceu em campo no lugar de Henrique Almeida.

Em duas jogadas perigosas, Wilson foi fundamental. Bruno Silva primeiro apareceu na área e parou no goleiro alviverde. Na sequência, o camisa 84 fez outra defesa espetacular, após cabeçada de Joe Carli.

O Coxa chegou com muito perigo aos 35 minutos. Thiago Carleto cobrou falta com muita força, Gatito fez mais uma grande defesa. Um minuto depois, o mesmo Carleto cobrou nova falta e soltou uma bomba estufando as redes de Gatito, deixando tudo igual no Couto Pereira.

Mas o Coxa viu o Botafogo ficar novamente à frente. Em jogada rápida, João Paulo recebeu livre na pequena área e fez o terceiro do time carioca. Até o fim da partida, a equipe visitante aproveitou para ganhar tempo e abusava das quedas e demorava nas cobranças.

Próximo compromisso

O Coritiba volta a campo no sábado (30), fora de casa, contra a equipe do Bahia. Depois, o Verdão enfrenta o Corinthians, em São Paulo, no próximo dia 11. No Couto Pereira, o Coxa só volta a jogar no dia 15 de outubro, contra o Grêmio.

Fonte: Site oficial do Coritiba