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terça-feira, 28 abril 2026
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15 anos de Maria da Penha e a tipificação do crime de violência doméstica psicológica

Queridos leitores, este mês comemoramos o Agosto Lilás, que é uma campanha criada pela Câmara dos Deputados juntamente com a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, que objetiva o debate de temas relacionados ao enfrentamento da violência contra as mulheres em suas diversas formas.

Aqui em nosso Jornal não é diferente, e por este motivo trouxemos nessa edição um tema atual e de extrema relevância, qual seja, a tipificação do crime de violência psicológica contra mulher. Para quem ainda não sabe, este ano a Lei Maria da Penha completa 15 (quinze) anos de vigência e com ela ganhamos a inclusão do crime de violência psicológica no nosso Código Penal.

A Lei 14.188/21 já está em vigor e inseriu o artigo 147-B no CP e corresponde, em suma, que: “Causar dano emocional à mulher que a prejudique e perturbe seu pleno desenvolvimento ou que vise a degradar ou a controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, chantagem, ridicularização, limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que cause prejuízo à sua saúde psicológica e autodeterminação”, ainda, o mesmo texto jurídico explica que nesses casos a pena ao agressor é de reclusão de 6 a 2 anos, além da multa. Infelizmente tal violência é frequente, e muitas mulher es não tem ciência acerca de seus direitos.

Na minha vivência diária enquanto advogada de família já presenciei muitos relatos de mulheres que sofrem com a violência psicológica perpetrada por seus companheiros, sendo que na maioria das vezes elas não sabe distinguir as formas de agressões. Fato é que tal conduta tem como característica importante a sutileza e seus efeitos, obscuros, fazem com que a vítima apresente dificuldades em reconhecer suas emoções e o motivo por que as tem, por isso fique atenta a todo sinal de repressão e busque ajuda!

Depende de mim

Há um ditado antigo que diz “Quando um não quer, dois não brigam”. Você concorda? Eu também. Mas quem é esse UM? Ou melhor, quem quer ser esse um? Quem quer ser paciente, manso, pacífico? Quem quer suportar a injustiça, a violência, a intolerância? Alguém tem de ceder! Mas quem? Eu quero ser esse um; e você, também, creio eu, embora seja difícil, pois vivemos em um tempo de impaciência, de egoísmo, de arrogância. O ódio e a ganância tomam os corações, turvam as mentes e se enraízam na sociedade.

O apóstolo Paulo nos diz no livro de Romanos (Rm 12:18) “Naquilo que depender de vocês, tenham paz com todos”, então eu lhe pergunto: você tem se esforçado para promover a paz entre os homens? Tem se esforçado para não ter a última palavra em uma discussão? Tem tolerado o tempo da ignorância de muitos? Tem usado de sabedoria nos momentos de aflição e desesperança? É muito fácil responder à altura, todavia é sábio aquele que não alimenta discussões vazias; é fácil sentir-se melhor que o outro, contudo a empatia nos torna iguais; como é bom ter, ter para dividir com quem não tem. Ter razão não é motivo para se sentir superior, mas para compreender as dificuldades de alguns e saber conduzir os relacionamentos de forma harmônica, como uma orquestra afinada.

Embora haja uma enxurrada de mensagens altruístas nos “whatapps”, desejos e sentimentos diários de dias melhores no “facebook”, de “emoticons” amoráveis, o ódio político, o ódio social, o ódio conjugal, grassa na nossa tão enferma sociedade, há como uma “inflamação” social que leva a delírios febris causando um torpor mental, intelectual e psicológico no meio de nós. Não há o ceder, não há outro ponto de vista que não seja o unilateral, não há o tolerar. Parece que o se mascarar deixou cair a “máscara” da dignidade, do respeito. A distância presencial e digital deu coragem aos covardes para serem corajosos a distância. Todos se configuram juízes, e assim, julgam a todos, quando na verdade cada um deveria julgar-se a si mesmo e compreender que todos erram, não há um sequer que seja imaculado.

Digo a você: no que depender de mim, farei o possível para termos paz. E se nós dois praticarmos isso juntos, poderemos também praticar com o nosso próximo e com o próximo e com o próximo. O difícil, na verdade, é eu dar o primeiro passo e não esperar do outro o que eu posso fazer primeiro. Vamos começar?

Prova de vida de idosos é prorrogada até fim de dezembro

A Urbanização de Curitiba (Urbs) prorrogou até 31 de dezembro a suspensão da necessidade de idosos (pessoas acima de 65 anos) portadores do cartão isento fazerem a chamada “prova de vida”. A medida vale também para pessoas com deficiência ou patologias crônicas e aposentados por invalidez que possuem cartão isento. A prova de vida será retomada a partir de 3 de janeiro de 2022.

“Com isso, evitamos que os idosos e as pessoas com deficiência tenham que se deslocar para renovar a validade do cartão neste momento em que ainda é necessário o isolamento social”, diz o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

O cartão isento tem validade de um ano. Aqueles que venceriam nesse período, portanto, terão a validade estendida até o fim de dezembro, sem a necessidade de reapresentação de documentos.

Agende o atendimento

A Urbs também prorrogou até 31 de dezembro a necessidade de agendamento prévio para atendimento presencial referente ao cartão-transporte. A medida é para evitar filas e aglomerações.

O agendamento deve ser feito no site da Urbs. Depois, o atendimento presencial será feito nas sedes da Urbs na Rodoferroviária ou das Ruas da Cidadania, de segunda a sexta-feira, das 11h às 17h.

Agricultores urbanos fazem curso sobre abelhas nativas no Museu de História Natural

Olhares atentos e curiosos para cada caixa com colmeias de abelhas nativas e o interesse em aprender sobre as várias espécies. Agricultores urbanos aprenderam um pouco mais sobre a importância das abelhas nativas sem ferrão para a natureza e o trabalho delas na polinização, nesta quarta-feira (25/8). O encontro foi no Museu de História Natural, no Capão da Imbuia, e reuniu 20 produtores urbanos que irão receber, a partir desta capacitação, colmeias do programa Jardins de Mel em suas hortas.

O bombeiro aposentado Laércio Luiz Fermino, 61 anos, é um dos agricultores que estava entusiasmado com o curso. Ele participa da horta do Cajuru e afirma que vai repassar o conhecimento para todos na comunidade.

“Estou achando tudo muito interessante. A gente não tinha noção de como criar as abelhas, ficava com medo. Agora sabemos da importância delas na polinização e o quanto vão nos ajudar na horta”, diz Laércio.

Já a professora Joana Maria Gonçalves, 59 anos, contou que desde o ano passado o CMEI Nelson Buffara, onde leciona, tem a ajuda dos técnicos da agricultura urbana para o cultivo de hortaliças como alface, couve, rúcula, beterraba na horta escolar.

“A nossa horta faz diferença lá na comunidade. Muitos participam e se beneficiam dela e agora vamos levar o que aprendemos sobre as abelhas para as crianças e os pais”, comemora a professorsa Joana.

Segundo o diretor do Departamento de Estratégias de Segurança Alimentar e Nutricional da SMSAN, Felipe Thiago de Jesus, o curso serve para que muitos percam o medo de abelhas e também se conscientizem sobre o cuidado para que elas possam fazer seu trabalho na natureza. “Por meio desse curso eles estão aprendendo as técnicas de manejo, criação e como esses agentes polinizadores irão ajudá-los no cultivo das hortas”, salienta Jesus.

O curso é uma iniciativa conjunta de vários órgãos do município como a Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN), Secretaria do Meio Ambiente, Secretaria de Educação e a Fundação de Ação Social (FAS).

Jardins de Mel

O programa Jardins de Mel tem como objetivo aumentar a população de abelhas nativas, responsáveis pela polinização de 90% das plantas brasileiras. As cinco espécies utilizadas nos Jardins de Mel são guaraipo, manduri, mandaçaia, jataí e mirim. As abelhas ficam em caixas racionais de criação, colocadas dentro de um revestimento, visando uma maior proteção e bem-estar dos insetos.

Alimentam-se de néctar e pólen que trazem das flores, ao mesmo tempo em que fazem o importante trabalho de polinização das plantas. São responsáveis pela existência da maioria de nossas espécies vegetais, incluindo as que geram nossos alimentos.

Senado rejeita pedido de impeachment contra ministro do STF

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), rejeitou nesta quarta-feira (25) o pedido de impeachment feito pelo presidente Jair Bolsonaro contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

“Há um rol taxativo de hipóteses que admitem impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Vigora no Brasil o princípio da legalidade. O fato tem que ter uma previsão legal para que se configure justa causa. Para que se ande um processo dessa natureza, é preciso haver a adequação do fato à lei federal, no caso a Lei 1.079″, argumentou Pacheco. “Nenhum dos fatos teve adequação legal, de modo que o parecer da Advocacia Geral do Senado é nesse sentido, de que carece ao pedido a chamada justa causa”.

Segundo o parlamentar, a rejeição do pedido de impeachment de Alexandre de Moraes “é fundamental para a democracia e a separação de Poderes e a necessidade de que esta independência de cada um dos Poderes seja garantida e que haja convivência mais harmoniosa possível”.

Justa causa

Parecer assinado pelo advogado Geral do Senado, Octavio Orzari, recomendou a rejeição do pedido por “manifesta ausência de tipicidade e de justa causa”. O documento destaca que o pedido proposto por Jair Bolsonaro se baseia em críticas e revela discordância das decisões de Alexandre de Moraes.

“As críticas à decisão judicial podem ser consideradas legítimas, e até desejáveis, do ponto de vista da liberdade de expressão e do exercício da cidadania e da democracia. No entanto, de plano, constata-se não se revelarem aptas a deflagrar o processo de impeachment da autoridade judicial”, afirma o parecer.

Pedido

O pedido de impeachment foi protocolado no Senado dia 20 de agosto. O presidente da República havia anunciado em suas redes sociais, que apresentaria um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes e contra outro integrante do STF, o ministro Luís Roberto Barroso, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“De há muito, os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, extrapolam com atos os limites constitucionais”, postou. No entanto, no pedido efetivamente formalizado ao Senado, consta apenas a denúncia contra Moraes.

Athletico-PR sai na frente do Santos nas quartas da Copa do Brasil

O Athletico-PR derrotou o Santos por 1 a 0, na noite desta quarta-feira (25) na Arena da Baixada, em Curitiba, na partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Renato Kayser marcou o único gol de uma partida que teve amplo domínio da equipe da casa. O Furacão manteve o controle do jogo na maior parte do tempo, mas não pressionou tanto um adversário apático, que criou poucas oportunidades.

Com o resultado, o Athletico-PR joga pelo empate na partida de volta, na Vila Belmiro, no próximo dia 14 de setembro. Para avançar, o Peixe precisará vencer por dois gols de diferença. Uma vitória santista por um gol de diferença levará os times para a disputa de pênaltis.

A partida

Logo aos 16 minutos, o atacante Nikão cruzou, o volante Richard escorou de cabeça para trás e encontrou Renato Kayser cara a cara com o gol. O artilheiro do Furacão tocou, também de cabeça, para marcar. Aos 35 minutos, o Furacão quase ampliou. Nikão recebeu de Kayser e, de fora da área, bateu colocado, no canto direito de João Paulo. A bola passou perto da trave e saiu.

Aos 40 minutos, em um erro grave de saída de bola, Jean Mota entregou a bola nos pés de Nikão. E o camisa 11 do time paranaense tentou novamente o canto direito de João Paulo, mas a bola saiu, dessa vez com menos perigo. No minuto seguinte, o goleiro do Santos fez boa defesa no chute de Christian e mandou para escanteio.

O Athletico-PR começou a etapa final no mesmo ritmo, dominando as ações e sendo mais perigoso. Do outro lado, o Santos perdeu o zagueiro Luiz Felipe, com uma lesão no joelho direito. Em seu lugar, entrou Robson.

Aos 12 minutos, o Santos tentou uma pressão. Chegou na área do adversário e tentou o arremate para o gol duas vezes. A bola bateu no peito do zagueiro na primeira tentativa. Os santistas pediram pênalti, alegando que a bola bateu na mão do defensor, mas o árbitro Marcelo de Lima Henrique estava bem colocado e mandou o jogo seguir.

Aos 21 minutos, os santistas pediram pênalti mais uma vez. A bola quicou no chão e bateu no braço de Renato Kayser dentro da área do Furacão. O juiz não marcou falta e o VAR (árbitro de vídeo) não o chamou para rever o lance. Os jogadores do Santos cercaram Marcelo de Lima Henrique, mas ele alegou que o quique da bola antes caracteriza o toque acidental no braço de Kayser. A reclamação dos santistas sobre esse lance foi tamanha que continuou após o apito final.

Aos 38, em um contra-ataque rápido, Pedro Rocha, que entrou no segundo tempo, dominou na área e tocou para Mingotti, que também havia saído do banco. Desmarcado e já dentro da pequena área, ele dominou e bateu no ângulo do goleiro, mas a arbitragem marcou impedimento do camisa 38 do Furacão.

A irregularidade foi marcada em campo, embora a imagem não mostre com clareza que o atacante estava em posição irregular. O VAR não divulgou a imagem usada para confirmar a decisão de campo, como costuma ocorrer. Assim, o triunfo do Athletico-PR de 1 a 0 perdurou até o fim.

O próximo compromisso dos dois times é pelo Campeonato Brasileiro. O Santos enfrenta o Flamengo na Vila Belmiro, no próximo sábado, às 18h (horário de Brasília). Já o Furacão pega o Palmeiras fora de casa, também no sábado, mas às 21h.

Colégios estaduais terão prova preparatória para o Sistema de Avaliação da Educação Básica

A secretaria estadual da Educação e do Esporte lembra que acontece na quarta-feira da próxima semana, dia 1º de setembro, em todas as escolas da rede pública estadual de ensino, uma atividade preparatória para o Saeb — Sistema de Avaliação da Educação Básica. Intitulado 2ª Atividade Paraná Saeb 2021, o exame é destinado aos estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e das 3ª e 4ª séries do Ensino Médio (regular ou integrado).

Com 36 questões ao todo (18 de Matemática e 18 de Língua Portuguesa), a atividade tem o objetivo de auxiliar o professor no diagnóstico de aprendizagem do estudante e no planejamento de ações pedagógicas focadas na prova Saeb 2021. A teste também ajudará a identificar habilidades e conhecimentos dos estudantes e possíveis lacunas de aprendizagem. Todo o conteúdo abordado na atividade está em consonância com a Base Nacional Curricular Comum (BNCC). Cada escola poderá decidir se as provas serão impressas ou digitais.

SAEB 2021 — Em julho, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) confirmou a realização do Saeb no período de 8 de novembro a 10 de dezembro de 2021, em todos os Estados. A partir de setembro, as escolas participantes serão contatadas pelo Inep para fazer o agendamento da aplicação dos testes.

Serão aplicadas provas de Língua Portuguesa e Matemática para estudantes de 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3ª e 4ª séries do Ensino Médio, com o objetivo de preservar a comparação entre edições e a manutenção da série histórica de resultados do Saeb e, consequentemente, do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Curitiba gera recorde de 30 mil empregos formais de janeiro a julho

Curitiba gerou o recorde de 30.244 novos empregos com carteira assinada nos primeiros sete meses do ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério da Economia nesta quinta-feira (26/8). É a maior geração de vagas para o período desde 2003, início da série histórica.

No mesmo período do ano passado, no auge da pandemia de covid-19, o saldo havia sido negativo em 21.032 vagas.

“A cada mês estamos gerando mais empregos, com saldos positivos, que vêm recuperando aos poucos as perdas geradas pela pandemia. Curitiba é mais forte que as dificuldades”, disse o prefeito Rafael Greca.

O saldo do emprego formal é medido pela diferença entre admitidos e demitidos. Nos primeiros sete meses do ano, foram 247.933 contratações e 217.689 demissões. Curitiba liderou a geração de empregos no Paraná nos primeiros sete meses e foi responsável por 23% das vagas criadas no Estado, que totalizaram 132.328 no período.

O emprego em Curitiba foi puxado pelos setores de serviços, com saldo de 16.561 vagas, e construção civil, com 5.759. Mas os demais setores também tiveram desempenho positivo. O comércio gerou 3.703 vagas e a indústria, 4.163 novos empregos.

Julho

No mês de julho o saldo ficou em 4.440 novos empregos, colocando a capital entre as oito cidades do País que mais geraram vagas, consolidando a tendência de recuperação do mercado de trabalho. Foram 35.813 contratações e 31.373 demissões no mês passado.

Em julho, os destaques foram os serviços (3.416 vagas), comércio (700) e indústria (506).

Apoio do município

A Prefeitura de Curitiba mantém programas e ações para dar suporte à retomada do emprego, com apoio tanto para trabalhadores quanto para empreendedores. Os Liceus de Ofício, da Fundação de Ação Social (FAS), promovem cursos e preparam para o mercado de trabalho quem está em busca de qualificação. Além disso, os Espaços do Empreendedor da Agência Curitiba dão suporte a microempresários e microempreendedores individuais.

A Prefeitura também vem adotando medidas para reduzir o impacto da pandemia sobre a economia do município. Entre elas, a criação de um fundo de aval, de R$ 10 milhões, com potencial para alavancar até R$ 100 milhões em investimentos por parte das empresas curitibanas.

O número de atividades incluídas na lei de liberdade econômica foi ampliado. A lei prevê a dispensa de alguns alvarás para atividades de baixo risco, facilitando o processo de abertura de empresas e reduzindo a burocracia. No ano passado, o número de atividades abrangidas pela lei passou de 242 para 545 na capital.

O município também prorrogou o prazo de pagamento de impostos e promoveu um programa de refinanciamento, o Refic-Covid-19, que permitiu o parcelamento de débitos em até 36 meses. A Prefeitura também tem aprovou nessa semana na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) dois projetos que voltados para o setor de eventos culturais. O primeiro prevê a utilização de R$ 2,7 milhões para projetos desse segmento. O segundo prevê a moratória de dívidas, até o fim do ano, para acesso às certidões negativas que as instituições financeiras exigem para a concessão de empréstimos.

Camerata divulga concertos presenciais para o segundo semestre

Com programação até dezembro, a Camerata Antiqua de Curitiba divulga agenda de concertos presenciais do segundo semestre de 2021. Serão dez concertos – entre apresentações da orquestra, do coro e da formação completa da Camerata.

A estreia será na Capela Santa Maria com a Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba, neste sábado (28/9) e domingo (29/9), às 18h30. Todos os protocolos sanitários contra a covid-19 serão respeitados. Saiba os detalhes aqui

O cravista Fernando Cordella é o diretor musical do concerto. O Ciclo Bach: A Música da Família é o primeiro dos três programas no semestre dedicados a obras do compositor que mais esteve na trajetória do grupo e que marca esse momento de transição, Johann Sebastian Bach (1685-1750).

Ouverture Suíte em Mi menor, de Johann Bernhard Bach (1676-1749), primo do compositor homenageado, abre o concerto, seguida por Concerto de Brandenburg nº 3 em Sol Maior e Concerto para 2 violinos, com solos de violino de Winston Ramalho e Dan Tolomony.

Ainda nessa temporada, Cordella será também diretor musical do concerto que encerra a temporada, nos dias 10 e 11 de dezembro, com as obras litúrgicas de Antonio Vivaldi (1678-1741), Beatus Vir (realização inédita da Camerata) e Gloria In Excelsis Deo Gloria In Excelsis Deo.

Além dos virtuosos músicos da casa, marcam presença, nesta temporada, concertos sob a direção artística e regência de renomados musicistas, como os violinistas Emmanuele Baldini e Alejandro Aldana e os regentes Marcos Arakaki, Mara Campos e Diego Schuck Biasibetti.

Ciclo Bach

O segundo Ciclo Bach acontece em setembro com direção musical e violino solo do spalla da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Emmanuele Baldini. No palco com a Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba estarão Zélia Brandão, na flauta solo e Alessandro Santoro, cravo solo.

A Camerata Antiqua de Curitiba se une para o concerto que fecha o ciclo, nos dias 29 e 30 de outubro. Com direção musical de Diego Schuck Biasibetti, serão executadas duas Cantatas de Bach.

Temporada 2021

Ainda neste semestre, a Orquestra de Câmara recebe o regente pernambucano Marcos Arakaki com o concerto A Música do Movimento Armorial no Brasil, nos dias 8 e 9 de outubro. O violinista Alejandro Aldana e o pianista Fábio Martino também enriquecem a temporada, nos dias 19 e 20 de novembro.

A regente oficial do Coro da Camerata Antiqua de Curitiba, Mara Campos, estará à frente do grupo em dois concertos. Em Passagens, a Camerata apresenta nos dias 24 e 25 de setembro, obras contemporâneas de Ola Gjeilo (1978) e Jake Runestad (1986). E será a regente também em A Terceira Margem, única apresentação exclusiva prevista para o coro, nos dias 26 e 27 de novembro.

De barroco à música popular brasileira, o Coro da Camerata Antiqua de Curitiba apresenta obras de Henry Purcell (1659-1695), Charles Villiers Stanford (1852-1924), Chico Buarque e Milton Nascimento.

A temporada 2021 da Camerata Antiqua de Curitiba é uma realização da Prefeitura de Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba e do Instituto Curitiba de Arte e Cultura (Icac), Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo Pátria Amada Brasil, com patrocínio do Ministério do Turismo, Volvo do Brasil e Positivo Soluções Didáticas.

Para saber toda a programação acesse o site http://icac.org.br/eventos/

A temporada também conta com transmissão ao vivo pelo Curitiba Arte Icac.

Novo mandato de Augusto Aras na PGR é aprovado pela CCJ do Senado

O atual procurador-geral da República, Augusto Aras, teve seu nome aprovado para um novo mandato pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado ( CCJ). O placar foi de 21 votos a favor e 6 contra.

Augusto Aras passou por uma sabatina que durou horas e agora, após aprovação de pela CCJ, o nome de Aras também será submetido ao plenário do Senado, onde, para ser aprovado, terá que alcançar a aprovação da maioria simples, ou seja, 41 dos 81 senadores. A votação é secreta. Se confirmado para um novo mandato, Augusto Aras ficará no cargo até 2023.

Uso de máscaras

Na parte final da sabatina,  Augusto Aras, disse que o uso de máscaras de proteção é “obrigatório” e “crucial” para evitar a disseminação do novo coronavírus, mas que a não utilização do acessório em espaços públicos fechados não deve ser criminalizada.

“É preciso ter alguma cautela na criminalização do uso da máscara. Porque, do ponto de vista técnico e jurídico, antes de se aplicar o direito penal é preciso verificar se não se aplicam os direitos Civil e Administrativo com suas sanções. Até porque, todos sabemos que não há cadeia para todo mundo”, declarou Aras aos senadores que integram a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Aras reconhece que, mesmo com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional já tendo validado a obrigatoriedade do uso de máscara em ambientes públicos, parte da população tem “negligenciado” o recurso protetor contra o novo coronavírus, sem que ninguém, até hoje, tenha sido condenado criminalmente por isso.

“Por que não há a penalização, sendo o uso obrigatório? [Porque] a evolução deste ilícito para a esfera penal é uma grande dificuldade nossa – e a própria jurisprudência dos nossos tribunais demonstra que [em casos de inobservância das recomendações das autoridades sanitárias] cabe a multa. A prisão, é um desafio”, acrescentou o procurador-geral da República antes de ser questionado sobre o fato de a legislação brasileira prever a responsabilização criminal de quem infrinja medidas sanitárias preventivas, como as recomendações sanitárias para tentar conter a pandemia da covid-19.

“Não tenho dúvidas da ilicitude e de que há uma multa, mas também não tenho dúvidas de que, em um sistema em que vige o princípio do direito penal negocial e despenalizador, falar em pena de natureza criminal – que é diferente de outras sanções – pode ser algo extremamente perigoso; algo que vai criminalizar ainda mais uma sociedade já tão conturbada quanto a nossa”, ponderou o procurador-geral da República.