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quarta-feira, 29 abril 2026
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Universidades estaduais preparam calendário para segundo semestre letivo

As universidades estaduais do Paraná preparam o calendário das atividades para o segundo semestre. Desde o início da pandemia, quando as atividades presenciais tiveram que ser paralisadas, as instituições reorganizaram seus calendários acadêmicos para evitar prejuízos nas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Segundo o Decreto Estadual nª 6727 de 27 de janeiro de 2021, o retorno das aulas presenciais nas universidades se dará após deliberação do órgão competente em cada instituição, respeitando o princípio constitucional da autonomia universitária. Estão previstas poucas exceções para realização de atividades presenciais, caso de cursos da área de saúde, que demandam aulas práticas.

“As instituições de ensino superior tiveram que se reorganizar para manter suas atividades funcionando. Para isso, foram necessários ajustes nos calendários letivos. Agora, com a vacinação acelerada no Estado, assim que as autoridades de saúde considerarem seguro e respeitada a autonomia universitária, devemos ter uma retomada gradual para a normalização das atividades presenciais”, destacou a coordenadora de Ensino Superior da Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Gisele Onuki.

CALENDÁRIOS – Na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) aprovou o calendário acadêmico do ano letivo de 2021 para os cursos de graduação, que terá início no dia 3 de novembro de 2021 e encerra no dia 13 de agosto de 2022.

Para o pró-reitor de graduação da Unioeste, Eurides Küster Macedo Junior, o calendário continua afetado pela pandemia. “Reconhecemos a importância de o ano letivo acompanhar o ano civil. No entanto, vamos levar algum tempo para que isso aconteça. Toda a comunidade acadêmica está comprometida e trabalhando para que isso ocorra, respeitando os cuidados com a saúde dos estudantes, agentes universitários e professores”, disse.

Universidade Estadual de Maringá (UEM) também definiu o início do calendário de 2021 para agosto deste ano, com término em maio de 2022. Desta forma, as aulas do primeiro semestre iniciam no dia 9 de agosto com término em 15 dezembro e as do segundo semestre começam em 10 de janeiro de 2022, com final em 14 de maio de 2022.

Para o chefe de gabinete da UEM, Alessandro Santos da Rocha, o retorno presencial das atividades depende do considerável melhoramento nos índices da pandemia. “Levando em conta estas informações, há a possibilidade de retomada gradual e escalonada das atividades presenciais apenas na fase amarela, onde há um risco moderado de contaminação por Covid-19, o que ainda impõe restrições”, avaliou.

Na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), o calendário letivo 2021 iniciou no dia 31 de maio para os veteranos e no dia 14 de junho para os calouros. As aulas expositivas, teóricas e experimentais, autorizadas pelos colegiados de curso, são ofertadas por meio do ensino remoto.

As disciplinas foram flexibilizadas e não precisam acontecer obrigatoriamente na série, ano letivo ou semestre previsto nos projetos pedagógicos dos cursos. Os colegiados de curso realizaram um planejamento para o desenvolvimento das atividades acadêmicas durante a pandemia.

Universidade Estadual de Londrina (UEL)aprovou, no início do mês de julho, a Resolução 032/2021 que orienta a organização das atividades do ano letivo. O calendário terá início em 2 agosto e prossegue até 15 de dezembro deste ano, já o segundo semestre será de 24 de janeiro a 23 de junho de 2022.

Segundo a pró-reitora de Graduação da UEL, Marta Favaro, cabe aos colegiados dos cursos a atividade de elaborar o chamado Plano Especial de Matriz Curricular, tendo o ensino remoto como referência. “De acordo com o avanço da vacinação, o Plano Especial poderá ser ajustado, considerando sempre as condições sanitárias”, adiantou a pró-reitora.

Na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), o calendário está seguindo etapas distintas para cada área dos cursos. Alunos de Ciências Sociais Aplicadas iniciaram o ano letivo de 2021 no dia 5 de abril, e os estudantes dos cursos de Licenciatura e demais Bacharelados iniciaram no dia 15 de maio.

Sistema parecido ao da UENP também está sendo adotado pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar). O calendário para 2021 é executado conforme a necessidade e perfil de cada curso. A maioria dos estudantes matriculada nos cursos de graduação nos 2º, 3º e 4º anos iniciou as aulas no dia 26 de abril.

Pela primeira vez desde novembro, ocupação de leitos de UTI fica abaixo de 70%

Pela primeira vez desde 15 de novembro, no feriado de Proclamação da República, a ocupação de leitos de UTI do SUS no Paraná fica abaixo de 70%. Nessa quarta-feira (21), de acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde, a ocupação está em 68%, contra 69% de oito meses atrás. Desde então a ocupação sempre ficou acima desse índice, mesmo com aumento de leitos, de 898 para 1.949 (crescimento de 117% no atendimento).

O índice é alcançado após uma sequência de marcos significativos na baixa de ocupação de leitos de UTI. O indicador caiu de 90% em 5 de julho. A taxa estava no patamar de 90% desde 21 de fevereiro, quando o Paraná estava no início da segunda onda da Covid-19. No dia 13 de julho, há oito dias, foi para 79%, abaixo do patamar de 80%. Ou seja, é a terceira vez no mesmo mês com queda, que já está acumulada em 24 pontos percentuais.

O número é alcançado com o avanço da vacinação, que já chegou a 63% da população vacinável com ao menos uma dose e mais de 20% com proteção completa, além de queda nas taxas de transmissão.

“O Paraná enfrentou um final de 2020 e um primeiro semestre muito duro no enfrentamento da pandemia, com ocupações em níveis altíssimos, e essas reduções apontam para uma queda nas internações. É uma prova de que as vacinas são eficientes e que estamos formando um escudo coletivo contra o vírus”, disse o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

Mesmo assim, ainda são 1.321 internados nos 1.949 leitos exclusivos existentes. As menores ocupações são Noroeste (63%), Leste (67%), e Norte e Oeste (71%). Em leitos de enfermaria a taxa de ocupação é de 42% (1.089 internados em 2.624 espaços exclusivos), com indicadores variando entre 32% (Oeste) e 46% (Leste). Há, ainda, 65 pessoas na fila por um leito. Esse descompasso entre espera e ocupação acontecem por intervalos diferentes nas notificações.

Há, ainda, outros 766 pacientes internados em leitos de UTI de hospitais particulares.

OUTROS INDICADORES – Seguno o boletim, as médias móveis de casos (-45,2%) e óbitos (-64,8%) continuam em queda, o que aponta cenário mais positivo em relação a 14 dias atrás (segundo os registros datados, e não divulgados).

Os casos também estão em queda pela sétima semana epidemiológica consecutiva, sendo que as dúas últimas foram as com menos registros desde janeiro. No recorte de óbitos nas semanas epidemiológicas, a queda também é constante há sete períodos.

Outro índice que também apresentou queda foi a taxa de transmissão (Rt), número que indica a velocidade de contágio pelo vírus em uma determinada localidade. No Paraná, a Rt está em 0,75 nesta quarta-feira, o que significa que 100 pessoas com Sars-Cov-2 contaminam, em média, 75 novas pessoas. É a segunda menor taxa do País.

Os dados são do sistema Loft.Science, que calcula o Rt médio de todos os Estados e do Brasil com base em um algoritmo desenvolvido pela empresa. O Rt indica quando o contágio pelo vírus está acelerado (maior que 1), estável (igual a 1) ou em remissão (menor que 1) – único cenário que aponta uma melhora na situação epidêmica. Quanto mais próximo de zero, menores as chances de contágio.

O Paraná está em remissão desde 1º de julho, quando a Rt passou de 1,09 para 0,99. Desde então, o número aponta para uma tendência de redução da transmissão no Estado. O menor índice foi de 0,68 em 11 de julho.

Casas da Leitura recebem leitores com agendamento

As Casas da Leitura da Prefeitura – bibliotecas especializadas em Literatura e Arte vinculadas ao Programa Curitiba Lê da Fundação Cultural de Curitiba – retornaram com funcionamento parcial. Os espaços distribuídos por toda a cidade estão abertos para a realização de empréstimos, devoluções e procedimentos de cadastro de leitores. As leituras no local e as atividades em grupo, por enquanto, estão suspensas.

A reabertura ocorre após o treinamento das equipes e a higienização do acervo e das instalações, de acordo com os protocolos de prevenção à covid da Secretaria Municipal da Saúde e do Conselho Federal de Biblioteconomia.

Os atendimentos somente serão realizados mediante agendamento, por meio do e-mail ou do telefone da unidade (lista abaixo). Na data e horário marcados, deverão comparecer usando máscara. Lá, deverão observar o distanciamento social e submeter-se à aferição de temperatura e higienização das mãos com álcool em gel.

Cada leitor poderá levar para casa três títulos de uma só vez, agora com prazo de empréstimo estendido de 14 para 28 dias. As devoluções em atraso estão temporariamente livres das multas. A medida visa evitar que, sem alguém que possa fazer a devolução, eles se desloquem até as Casas da Leitura.

Entre a saída de um leitor e a chegada do próximo será observado intervalo de 30 minutos. Nesse período, as equipes de cada Casa da Leitura terão tempo de organizar e higienizar os espaços para a chegada dos frequentadores seguintes. Por ora, para tornar o procedimento mais rápido, não serão atendidas crianças.

Nesse primeiro momento da reabertura, também não será possível permanecer no local nem pegar livros diretamente nas estantes. A escolha dos títulos deverá ser feita em casa, a partir do acervo da rede de unidades de leitura no sistema Pergamum: https://pergamum.curitiba.pr.gov.br/

Sem sair de casa

O Programa Curitiba Lê oferece ainda outras formas de acesso a literatura sem sair de casa:

– O Curitiba Lê Digital pode ser acessado a partir do Curitiba App, o aplicativo móvel da Prefeitura de Curitiba. Ele conta com 229 títulos de obras em domínio público para serem baixados, além de dez obras de autores locais contemporâneos somente para leitura direta. Estas obras – de autores como Helena Kolody, Cristóvão Tezza e Márcio Renato dos Santos – estão na Estante Curitiba e tiveram 3798 acessos.

– Um podcast quinzenal destinado a leituras de textos variados, contação de histórias e bate-papos com escritores que pode ser acessado pelo Spotfy: https://spoti.fi/3kEnFaj

Além desses dois projetos online, o Programa Curitiba Lê conta com Rodas de Leitura virtuais esporádicas. A programação sempre é divulgada pelo site da FCC.

Endereços das 17 Casas da Leitura de Curitiba

Bondinho da Leitura (Rua XV de novembro, s/n – Centro)
3321-3370 – bondinhodaleitura@curitiba.pr.gov.br

Casa da Leitura Dario Vellozo (Av. Paraná, 3600 – Rua da Cidadania Boa Vista)
3313-5671 – cldariovellozo@curitiba.pr.gov.br

Casa da Leitura Hilda Hilst (Av. Pref. Mauricio Fruet, 2150 – Rua da Cidadania Cajuru)
3361-2303 – clhildahilst@curitiba.pr.gov.br

Casa da Leitura Jamil Snege (Rua Carlos Klemtz, s/n – Rua da Cidadania Fazendinha)
3350-3973 – cljamilsnege@curitiba.pr.gov.br

Casa da Leitura Laura Santos (Rua Olivardo Koronoski Bueno, s/n – Rua da Cidadania Tatuquara)
3221-2633 – cllaurasantos@curitiba.pr.gov.br

Casa da Leitura Manoel Carlos Karam (Rua Batista Ganz, 453 – Parque Barigui)
3240-1101 – clkaram@curitiba.pr.gov.br

Casa da Leitura Marcos Prado (Rua Pastor Antonio Polito, 2200 – Alto Boqueirão)
3286-2931 – clmarcosprado@curitiba.pr.gov.br

Casa da Leitura Maria Nicolas (Rua Santa Bertila Boscardin, 213 – Rua da Cidadania Santa Felicidade)
3221-2515 – clmarianicolas@curitiba.pr.gov.br

Casa da Leitura Miguel de Cervantes (Rua Carlos de Carvalho, 1238 – Praça da Espanha)
3321-2821 – clmiguelcervantes@curitiba.pr.gov.br

Casa da Leitura Nair de Macedo (Rua da Capitania, 57 – Guabirotuba)
3296-3312 – clnairmacedo@curitiba.pr.gov.br

Casa da Leitura Osman Lins (Rua Winston Churchill, 2033 – Rua da Cidadania Pinheirinho)
3313-5422 – closmanlins@curitiba.pr.gov.br

Casa da Leitura Paulo Leminski (Rua Padre Gaston, s/n – Cidade Industrial)
3212-1402 – clpauloleminski@curitiba.pr.gov.br

Casa da Leitura Vladimir Kozák (Rua Padre Julio Saavedra, 588 – Vila São Paulo)
3376-6421 – clvladimirkozak@curitiba.pr.gov.br

Casa da Leitura Walmor Marcellino (Rua Lupionópolis, s/n casa 12 – Vila Tecnológica/Sítio Cercado)
3298-6319 – clwalmormarcelino@curitiba.pr.gov.br

Casa da Leitura Wilson Bueno (Av. República Argentina, 3430 – Portão Cultural)
3345-6311 – clwilsonbueno@curitiba.pr.gov.br

Casa da Leitura Wilson Martins (Av. Mal. Floriano Peixoto, s/n – Rua da Cidadania Carmo)
3313-5512 – clwilsonmartins@curitiba.pr.gov.br

Casa da Leitura Augusto Stresser – Fechada para reforma

Meu Ex tem direito têm direito à herança?

O Direto Sucessório é uma das áreas que pode gerar mais duvidas nas pessoas, por isso, nesta edição lhes trago uma dúvida recorrente de nossos seguidores, qual seja, meu ex têm direito à herança, ainda que após a separação?

Vamos ao caso concreto para que possamos elucidar bem a situação, vejamos: Meu pai foi casado por 20 anos e se separou. Ele ficou com a guarda dos filhos e minha mãe foi morar no exterior, onde se casou novamente. Dez anos depois, em 2017, meu pai faleceu. Agora, minha mãe quer participar da partilha dos bens. Ela tem direito de participar do inventário?

A resposta é NÃO. Mesmo que a separação não tenha sido oficial, ou seja, por meio de divórcio, ela não terá direito a participar da herança, haja vista que estavam separados de fato há mais de 20 anos, sendo que a única possibilidade de participação do inventario da ex cônjuge, seria para reivindicar a meação dela, isto é, metade dos bens, em razão do regime do casamento deles, caso não tenham feito a partilha de bens adquiridos na constância da união na época.

Caso tenha dúvidas sobre o assunto, procure um profissional da sua confiança para que o mesmo possa lhe esclarecer, com riqueza de detalhes, e lhe instruir da melhor maneira possível.

É Justo?

– Precisamos fazer uma reunião! Disse um dos condôminos do prédio. “Assim não dá para continuar, tenho pago uma taxa alta de água que não uso tanto assim, sei que precisamos dividir a conta, mas deve ser equitativamente”. O vizinho do terceiro andar concordou. Havia uma grande discrepância na divisão do pagamento da conta d’água, e precisava se fazer justiça a quem estava sendo afetado. Marcada a reunião, compareceram cinco dos seis representantes de cada apartamento, o que faltara fora o que estava sendo mensalmente lesado.

Reunião acertada, no dia o síndico começou a falar: “Boa noite a todos! Como sabem, houve um pedido para que nos reuníssemos para resolver o problema da divisão do valor da conta d’água, concordei que era justo revermos os valores já que há situações diversas em nosso prédio”. Eram todos amigos (supunha-se), conheciam-se do prédio, da mesma empresa, tinham ideais afins… fácil seria resolver aquela pendenga. Conta de água? Isso não seria problema para “aguar” amizades consolidadas… o vizinho do terceiro andar tinha esposa e dois filhos, ele e a esposa, trabalhando, tinham lá a sua cota de gasto d’água. Seu vizinho de andar, o mesmo e mais um filho, todavia só o chefe da casa trabalhava; os do segundo, três adultos e um cachorrinho; o outro, uma filha pequena. Nesse andar, todos os adultos trabalhavam. No primeiro, moravam o “lesado” com a sua esposa, que além de trabalharem, não paravam em casa; e no outro apartamento, outra família composta de dois adultos e duas crianças.

Falou o síndico: “Embora recebamos uma conta única de consumo de água do nosso prédio, dividi-la em cotas iguais por seis apartamentos não me parece justo, e justa é a reclamação do nosso amigo do primeiro andar. Sabemos que há apartamentos que consomem mais do que outros, por isso há uma proposição para dividirmos levando em conta o número de adultos por lar, e todos precisam concordar para que ajustemos essa divisão, o que acham?”, “Bem, me parece justo”, disse um. “É verdade”, disse outro. “Apesar de eu ter que pagar um pouco mais, não vai ser tanto assim, e eu também reclamaria se estivesse na situação do colega do primeiro andar”. Parecia se ajustar a situação simples, mais adultos, cota maior. Porém… “Mas assim eu vou sair prejudicado!”, retrucou o mais favorecido de todos. “Lá em casa somos em cinco, meus filhos podem ser considerados adultos, então eu vou ter que pagar por cinco! Então não posso concordar com isso!”.

Por um instante houve um olhar recíproco e réprobo…quem mais se beneficiava com a situação, beneficiava-se com a injustiça causada a um colega de trabalho, com um vizinho, com um próximo. Não houve empatia, nem integridade, não houve ética. E não é assim o nosso mundo? Coloca-se em prática o famoso bordão: “Farinha pouca, meu pirão primeiro”. Enquanto isso, diz o homem de Nazaré: “…e amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lucas 10:27). A Palavra ecoa, mas os corações se endurecem.

Vendas no comércio crescem 10,1% no primeiro semestre, diz Serasa

As vendas no comércio físico brasileiro cresceram 10,1% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, apontou o Indicador de Atividade do Comércio. Esse foi o maior crescimento semestral desde 2010, disse a Serasa Experian.

No entanto, segundo Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, essa alta observada é uma recuperação apenas parcial, “pois não compensa a queda expressiva relacionada a pandemia em 2020”.

A alta foi puxada pelo setor de móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e informática, que cresceram 13,6% no período. Já a retração ocorreu principalmente nos setores de tecidos, vestuário, calçados e acessórios, com queda de 6,5% no período.

Junho

No mês de junho, o Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian teve alta de 1,1% frente ao mês anterior. O segmento de tecidos, vestuários, calçados e acessórios teve um crescimento expressivo de 30,9%, o que impulsionou o cenário positivo do índice.

“Com o alto nível de desemprego e a diminuição do auxílio emergencial, as pessoas ainda estão seguindo o modelo de consumo por necessidade, o que afeta as vendas do varejo. A alta expressiva do setor de tecidos, vestuários, calçados e acessórios pode estar ligada ao período de frio iniciado em junho, que reforçou a demanda por esses itens”, disse Rabi.

Crise na pandemia pode afetar por nove anos salário dos brasileiros

O relatório do Banco Mundial “Emprego em Crise: Trajetória para Melhores Empregos na América Latina Pós-covid-19” alerta que os efeitos da pandemia da covid-19 podem afetar, por até nove anos, os salários dos trabalhadores médios do país. 

De acordo com o documento, a crise gerada pela pandemia vai afetar o mercado de trabalho no Brasil e na América Latina por um longo período, inclusive com efeito negativo sobre empregos e salários.

“No Brasil e no Equador, embora os trabalhadores com ensino superior não sofram os impactos de uma crise em termos salariais, e sofram apenas impactos de curta duração em matéria de emprego, os efeitos sobre o emprego e os salários do trabalhador médio ainda perduram nove anos após o início da crise”, diz o relatório.

O relatório aponta que essa situação vai deixar cicatrizes, como o aumento no desemprego, na informalidade e também redução dos salários.

“Na região da ALC [América Latina e Caribe], as cicatrizes são mais intensas para os trabalhadores menos qualificados, sem ensino superior”, diz o documento.

O documento foi divulgado em junho, e na manhã desta terça-feira (20) um webinário (seminário pela internet) com os autores aprofundou o diagnóstico. O documento também recomenda modificações no seguro-desemprego e maior atenção às políticas de inclusão de trabalhadores informais no mercado de trabalho, especialmente no cenário pós-pandemia.

“A crise econômica gerada pela pandemia da covid-19 ressaltou a importância de renovar os instrumentos de proteção social a fim de proteger a renda contra os choques canalizados por meio do mercado de trabalho, no Brasil e no mundo”, afirma o documento.

O relatório aponta que o seguro-desemprego acaba tendo um papel limitado na proteção social aos trabalhadores, “pois aqueles que são mais afetados pelas crises econômicas, como a causada pela pandemia, a exemplo dos trabalhadores informais e autônomos formais, são inelegíveis para receber o benefício”.

Benefícios

Em 2019, no Brasil, somente 17,7% da média mensal de trabalhadores desempregados (12,6 milhões) receberam benefícios de desemprego, podendo contar apenas com o Bolsa Família para a proteção mínima da renda, quando elegíveis.

O relatório também mostra que outro ponto a ser considerado é o de que o período de pagamento do seguro no país, que varia de três a cinco meses, é inferior ao de outros países comparados. Além disso, o acesso ao benefício é um pouco mais difícil no Brasil do que em outros países. Atualmente, para ter direito ao seguro-desemprego pela primeira vez é preciso ter trabalhado com carteira assinada em 12 dos últimos 18 meses anteriores ao desligamento.

“O alto valor do pagamento inicial dos programas de desemprego, juntamente com sua curta duração, resultam em incentivos ao uso excessivo de benefícios do desemprego, mas com um apoio abaixo do ideal, que não beneficia aqueles propensos a períodos de desemprego mais longos”, diz o relatório.

O relatório destaca que também faltam políticas de apoio para auxiliar os trabalhadores que estão buscando emprego de forma autônoma.

“Para enfrentar esses desafios, serão necessárias reformas regulatórias dos atuais benefícios de desemprego e reinvestimentos das economias para desenvolver sistemas de apoio modernos que reduzam o risco moral, mas também atendam a metade menos protegida do mercado de trabalho, para quem quase nenhuma despesa é dedicada”, defende o relatório.

Uma das recomendações propostas é a de que, para melhorar a cobertura do seguro-desemprego, o período de carência para elegibilidade ao primeiro pedido seja reduzido, e a exigência para pedidos subsequentes, aumentada. Outra possibilidade é de que um menor peso de contribuição poderia ser atribuído a períodos de contribuição ininterruptos.

O documento sugere ainda a adoção de programas de seguro-desemprego para os trabalhadores autônomos formais. Alguns desses programas já existem em países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE). Esses programas, tendem a ter critérios de elegibilidade mais rigorosos do que para os trabalhadores formais assalariados, incluindo a comprovação de falência ou fechamento involuntário da empresa.

Projeto prevê instalação de eliminadores de ar na distribuição de água

Projeto de lei que tramita na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) possibilita a instalação de equipamentos que eliminem o ar nas tubulações de abastecimento de água na capital. Segundo a autora vereadora Professora Josete (PT), a iniciativa (005.00127.2021) busca “trazer equilíbrio entre a quantidade de água consumida pelos cidadãos e o valor pago, sem que haja influência de fatores outros”.

A proposta diz que somente “poderá ser instalado na unidade consumidora equipamento que atenda as exigências do órgão fiscalizador competente” e que “os custos para a aquisição e instalação do equipamento caberão ao responsável pela unidade consumidora”. Caso aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito, a proposta entra em vigor 3 meses após a data de sua publicação no Diário Oficial do Município (DOM).

Segundo a justificativa, a entrada de ar nas tubulações pode ocorrer quando existe o corte ou o interrompimento do fluxo de água, seja por motivos técnicos ou por operações do racionamento de água, que está em vigor na cidade. A vereadora ressalta que “não se trata de usurpar funções da Agepar (Agência Reguladora do Paraná) ou de impor ônus à Sanepar, o que poderia ensejar o questionamento sobre a constitucionalidade do projeto de lei, mas, sim de possibilitar a instalação de hidrômetro que coíba a cobrança indevida”.

Josete afirma ainda que já é de interesse do público adquirir esse equipamento que elimina o ar antes do hidrômetro, mas defende “especificação baseada em normas técnicas, de forma a garantir seu funcionamento correto, a qualidade do material empregado, as condições adequadas de vazão, pressão, perda de carga, instalação, manutenção e preservação dos padrões de potabilidade da água”.

Ainda na justificativa, a vereadora diz que “segundo especialistas os dispositivos projetados para efetuarem o controle automático da entrada e saída de ar nas tubulações de distribuição não cumprem com sua função, principalmente devido a alguns fatores como: dispositivos controladores em quantidade e posições inadequadas na rede de distribuição; ampliação ou reforço do sistema de distribuição sem novos estudo da posição e do número de equipamentos; e manutenção insuficiente dos equipamentos”.

Esse projeto de lei, segundo a vereadora, é inspirado em projetos similares aprovados em outros municípios. Em Curitiba, dois projetos de lei semelhantes foram protocolados no ano passado, um (005.00007.2020) do ex-vereador Professor Silberto (MDB), arquivado pelo término do prazo de manifestação do próprio autor na tramiração nas comissões, e outro (005.00009.2020) do ex-vereador Edson do Parolin (PSDB), arquivado após a saída do vereador da CMC.

Tramitação

Protocolado no dia 29 de abril, o projeto recebeu instrução da Procuradoria Jurídica (Projuris) e parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Foi então devolvida à autora para adequações no texto e agora segue sob análise das comissões.

Durante a tramitação nos colegiados permanentes, indicados pela CCJ de acordo com o tema da matéria, podem ser solicitados estudos adicionais, a anexação de documentos, revisões no texto ou o posicionamento de órgãos públicos.

Concluída essa etapa, a proposição estará apta para votação em plenário, sendo que não há um prazo regimental para a tramitação completa. Caso seja aprovada, segue para a sanção do prefeito para virar lei. Se for vetada, cabe à CMC decidir se mantém o veto ou promulga a lei. 

Calendário: confira as datas em que os atletas paranaenses competirão em Tóquio

O Programa Geração Olímpica conta com a participação de dez bolsistas nos Jogos Olímpicos de Tóquio, cuja abertura oficial acontece na nesta sexta-feira (23), às 8 horas. A partir dessa semana será possível conferir uma tabela que lista a data, o horário, a modalidade e a rodada dos competidores. Esse guia será atualizado de acordo com eventuais mudanças e também considerando possíveis classificações dos bolsistas da programa para as próximas fases.

É uma ação da campanha #TorcidaParanáemTóquio. Neste ano, o Paraná conta com a maior delegação de atletas da história nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tóquio 2020. Ao todo, 35 representantes do Estado estarão na capital japonesa, número pouco superior ao time local na Olimpíada no Rio de Janeiro, em 2016, que contou com 34 atletas.

Foto: Paraná Esporte

Saiba mais sobre os bolsistas que vão competir nos Jogos Olímpicos de Tóquio:

ÁGATHA BEDNARCZUK  Iniciou no esporte em Paranaguá, em 1992. Em 2001, decidiu ir para o vôlei de praia, modalidade na qual seguiria uma trajetória vencedora. Participou de edições do Campeonato Mundial nos anos de 2005, 2013 e 2015, sendo campeã na edição de 2015 ao lado de Bárbara Seixas. Foi campeã do Circuito Mundial de Voleibol de Praia Feminino em 2015 e 2018. Também foi eleita a melhor jogadora da competição em 2015. Neste mesmo ano conquistou o bronze no World Tour Finals em Fort Lauderdale e o título da temporada do Circuito Mundial. Em 2016, tornou-se medalhista olímpica. Atualmente, Ágatha faz dupla com Duda Lisboa.

ANA SÁTILA – Nascida em 13 de março de 1996, Ana Sátila é natural de Itaruma (MG). Começou a remar aos nove anos, em Primavera do Leste (MT), para onde se mudou aos 5 anos de idade. Com apenas 16 anos, foi a mais jovem integrante da delegação brasileira nos Jogos de Londres 2012, e, aos 20 anos, teve sua segunda experiência olímpica no Rio 2016.

Em Jogos Pan-Americanos, Ana Sátila já soma três medalhas de ouro e uma de prata após participações em Toronto 2015 e Lima 2019. No Campeonato Mundial de Canoagem Slalom, conquistou quatro medalhas até o momento. A primeira foi bronze, C1, em 2015 e prata, Extreme K1, em 2017.  A consagração do ouro foi em 2018 no Rio de Janeiro. Ana repetiu o feito em Tacen, em 2020.

LUCAS CARVALHO  Nascido em 16 de julho de 1993, Lucas Carvalho acredita em uma boa chance de medalha nas Olimpíadas em sua modalidade, o 4x400m. No começo da carreira, participou do Campeonato Mundial de Juvenis (Sub-20), em Barcelona, ainda quando disputava nos 110m com barreiras. Na transição para o adulto, passou a competir em provas rasas. Como profissional, coleciona alguns feitos: foi campeão do Ibero-americano dos 400m em Trujillo, no Peru, em 2018, fez parte do time olímpico no Rio-2016, como reserva do 4x400m masculino, além de marcar presença no Mundial de Londres-2017, e Doha-2019.

NICOLE PIRCIO  Com apenas 18 anos, Nicole Pircio, atleta da ginástica rítmica, já carrega consigo uma história vitoriosa em Jogos Pan-Americanos. Ela conquistou uma medalha de ouro e duas de bronze em Lima, no Peru. Em sua equipe nas Olimpíadas de Tóquio, Nicole terá como companheiras Beatriz Linhares, Deborah Medrado, Geovanna Santos e Maria Eduarda Arakaki. Na competição, o Brasil tentará alcançar a final olímpica pela terceira vez na modalidade.

TABATA VITORINO  Aos 25 anos, Tábata Vitorino vai para a sua segunda experiência em Olimpíadas. Na primeira, no Rio-2016, a atleta ficou como suplente. Hoje, mais preparada e com melhores resultados, chega para a competição de Tóquio como uma das mais qualificadas do País em sua modalidade, o revezamento 4x100m. Tábata começou a competir com apenas 9 anos de idade e chega ao ponto mais alto de sua carreira até aqui ao competir em Tóquio.

TATIANE RAQUEL DA SILVA  Competidora dos 3.000m com obstáculos, Tatiane Raquel da Silva, hoje com 30 anos, já obteve vitória em mais de 40 competições brasileiras. Entre elas, nove no Troféu Brasil de Atletismo. Em 2018, ficou em primeiro lugar no Ibero-Americano, no Peru. Em 2019, venceu o Sul-Americano Adulto no Peru e conquistou o quarto lugar nos Jogos Pan-Americanos.

VAGNER SOUTA  Aos 30 anos, o canoísta Vagner Souta já carrega medalhas de Pan-Americano no seu currículo, tanto em Toronto (2015), no Canadá, quanto em Lima (2019), no Peru. Está indo, agora, para a sua segunda participação em Olimpíadas. Em abril de 2021, garantiu a vaga no K1 1000m nos Jogos Olímpicos depois de o Pré-Olímpico ser cancelado devido à pandemia. Assim, a Federação Internacional distribuiu as vagas considerando os resultados de 2019.

TREINADORES  No handebol, Leonardo Bortolini e Giancarlos Ramirez compõem a comissão técnica da seleção brasileira. Ex-jogador, Leonardo atuou pela seleção por 17 anos. Já Giancarlos construiu uma grande trajetória na equipe londrinense de handebol, comandando-a por quinze anos.

Rede Estadual inicia segundo semestre nesta quarta com mais escolas abertas

Os estudantes da rede pública estadual retornam às aulas nesta quarta-feira (21) em todo o Paraná para o início do segundo semestre, dando continuidade às atividades do segundo trimestre letivo, conforme o calendário escolar da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed-PR).

Assim como vem acontecendo desde 10 de maio, também segue a reabertura gradual das instituições para a retomada das atividades presenciais no modelo híbrido. Mais de 1,7 mil colégios abrem total ou parcialmente nesta semana, cerca de 500 a mais do que no encerramento do primeiro semestre. Em algumas cidades, ainda existem decretos municipais que impedem o retorno.

Na Capital, 149 dos 155 colégios receberão os alunos. Em Londrina, por exemplo, todas as 68 escolas estarão abertas, assim como as 32 de Maringá.

“Desejamos um excelente retorno aos estudantes e também aos professores, que já passaram os últimos dois dias nas escolas realizando estudos e planejamento para a metade final deste ano”, diz o secretário Renato Feder.

Desde a segunda semana de junho, a Secretaria não faz mais “rodadas de abertura” (como nos dias 10/05, 24/05 e 07/06), mas a reabertura gradual das instituições segue acontecendo em datas acordadas entre escolas e respectivos Núcleos Regionais de Educação (NREs).

VACINAÇÃO – Nesta terça-feira (20), o Paraná chegou à marca de 223 mil profissionais da Educação Básica vacinados com a primeira dose (somando as redes públicas estadual e municipal e a privada).

MEDIDAS DE PROTEÇÃO – As instituições de ensino seguem um protocolo de segurança, garantindo distanciamento de 1,5 metro entre os estudantes, disponibilizando álcool em gel, reforçando a obrigatoriedade do uso de máscara e aferindo a temperatura de alunos e funcionários na entrada do colégio. Distanciamento, uso de máscara e aferição de temperatura também são regras dentro do transporte escolar.

AUTORIZAÇÃO DOS PAIS – O retorno presencial não é obrigatório. Pais, mães ou responsáveis legais que desejem a volta dos estudantes devem assinar um termo de autorização a ser entregue na instituição de ensino. Os alunos que optarem por não ir às aulas presencialmente continuarão no ensino remoto via Google Meet e também pelas plataformas digitais do Aula Paraná, na TV aberta e no YouTube, além do kit pedagógico impresso.

ORIENTAÇÕES – Na página Aulas Seguras 2021, a comunidade escolar encontra importantes orientações sobre o funcionamento das escolas para o ano letivo de 2021, com perguntas e respostas frequentes, uma cartilha com os principais procedimentos de biossegurança, cartazes com dicas para os estudantes e também o termo de compromisso para os pais e responsáveis que desejam o retorno presencial de seus filhos.