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quarta-feira, 29 abril 2026
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Deputados aprovam projeto que pode reduzir em até 20% o preço do gás de cozinha no Paraná

A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou na sessão plenária desta segunda-feira (7) a proposta que pode reduzir o preço do gás de cozinha em até 20%. O projeto de lei 188/2021, assinado pelos deputados Ademar Traiano (PSDB), Delegado Francischini (PSL) e Hussein Bakri (PSD), que permite ao consumidor efetuar a compra do gás de cozinha de qualquer marca, independente daquela estampada no botijão, passou em primeiro turno de votação.

O texto estabelece que, em todo o estado do Paraná, o titular da marca inscrita em vasilhame ou embalagem reutilizável, não poderá impedir a livre circulação do produto ou reutilização do recipiente, ainda que por empresa concorrente, ou criar, por meio de marca, vínculo artificial com o consumidor de maneira a impedir a plena liberdade de adquirir produto de sua escolha.

Os autores destacam na justificativa da proposta que hoje, no país, existem aproximadamente 150 milhões de botijões de posse das revendedoras ou dos consumidores, e que mesmo que cidadão possua o botijão, este não pode enchê-lo, por exemplo, na empresa que tenha o menor preço, pois as maiores distribuidoras se protegem através da marca estampada no botijão, dificultando a entrada de novas empresas distribuidoras no mercado e consequentemente, diminuindo a livre concorrência, a qual poderia promover a redução do preço do botijão e do GLP para a população.

O objetivo do projeto, segundo os autores é permitir a opção de escolha do consumidor pela marca mais barata e não obrigar a adquirir o produto da marca estampada do botijão, que poderá ser mais caro. Ainda segundo a matéria, a medida poderá promover uma redução entre 15 e 20% no preço final ao consumidor.

“Com esse projeto estamos democratizando o atendimento daqueles que precisam de um bujão de gás, que hoje está concentrado na mão de poucas empresas credenciadas. Queremos oportunizar a possibilidade de que outras pequenas empresas possam fazer essa distribuição e atender aos consumidores”, afirmou Traiano. “É uma proteção ao consumidor. Vai ter uma repercussão enorme no preço na ponta a partir do momento que vamos estimular a concorrência e o proprietário do botijão puder escolher onde trocar”, reforçou Francischini. “A medida também é importante para conter o aumento descontrolado dos preços de produtos essenciais aos paranaenses em meio à pandemia”, concluiu Bakri.

CMC rejeita projeto para vedar higienização da calçada com água potável

Após um debate com quase três horas de duração e a participação de 20 dos 38 vereadores, a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) rejeitou, nesta terça-feira (8), projeto de lei para vedar o uso de água potável na higienização de calçadas. Proposta por Dalton Borba (PDT), a matéria teve 21 votos contrários, 8 favoráveis e 7 abstenções (005.00010.2020). O autor havia acatado sugestão para suprimir, em segundo turno, a multa de R$ 250.

O projeto chegou a entrar na pauta do plenário, em maio, mas foi adiado a pedido de Dalton Borba, por nove sessões. O texto define água potável como “aquela apropriada para o consumo humano”. A proibição seria incluída na lei municipal 10.785/2003, que dispõe sobre o Programa de Conservação e Uso Racional da Água nas Edificações (PURAE).

O autor argumentou que a proposta não tratava da “indústria da multa” ou uma “guerra de classes”. “Acho que quem perdeu foi a população de Curitiba. Perdemos uma grande oportunidade de criarmos uma cultura do uso responsável de um bem finito e de uso universal”, lamentou. “Á água é o grande desafio dos nossos tempos atuais. Não é do futuro, é de hoje. [Temos] a crise elétrica se aproximando, a segunda onda da crise da água potável. O assunto é muito sério.”

Para Dalton Borba, a higienização das calçadas poderia ser feita com o reaproveitamento da água da chuva e da máquina de lavar roupa, por exemplo. A fiscalização da lei, em sua avaliação, não traria impacto financeiro ao Município, podendo ser executada por meio do convênio com a Polícia Militar do Paraná (PM-PR), durante o policiamento ostensivo.

A crise hídrica atual, com revezamento no abastecimento de água da capital há mais um ano, é reflexo da estiagem que se arrasta desde julho de 2019. No debate da proposição, os vereadores destacaram a agenda ambiental e o mérito do projeto. No entanto, discordaram sobre a multa, a fiscalização e a aplicabilidade da lei. Para Amália Tortato (Novo), por exemplo, seria mais eficiente promover campanhas educativas.

“Não é a lei que vai mudar a cultura”, completou Indiara Barbosa (Novo). Líder do prefeito, Pier Petruzziello (PTB) declarou o contrário, mas apoiou o debate sobre o consumo consciente da água. Para ele, a lei não teria efetividade lá “na ponta”. Na avaliação de Renato Freitas (PT), “as famílias pobres são a parte mais vulnerável” à fiscalização, o que reforçaria a desigualdade social.

“No meu modo de ver, o que precisamos é de educação. Para que o projeto seja aprovado, basta retirar a multa”, defendeu Denian Couto (Pode), favorável à fiscalização “instrutiva”, sem a punição. Marcelo Fachinello (PSC) propôs emenda para substituir o termo “água potável” por “água fornecida pela rede pública”. Segundo ele, essa é a terminologia adotada por cidades onde a lei já foi aprovada.

“Cada gota conta”, apoiou Professor Euler (MDB), outro defensor da supressão da multa em segundo turno. Professora Josete (PT) disse que a retirada da multa, “desproporcional” ao poder aquisitivo da maior parte da população, era importante. Para ela, no entanto, o debate sobre a crise hídrica seria muito mais amplo.

Borba concordou com a supressão da multa, mediante um “cadastro de controle deste tipo de conduta, para que a gente possa ter pelo menos um parâmetro de acompanhamento, para sabermos se estamos evoluindo”. Também havia acatado a proposta de Fachinello.

A presidente da Comissão de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Assuntos Metropolitanos da CMC, Maria Leticia (PV), avaliou que “tirar a multa torna o projeto mais palatável. Mas acho que a multa não é o problema para a prefeitura, o problema é como fiscalizar”. “A crise hídrica há muito deixou de ser um papo de quem se diz sustentável”, complementou.

“A grande mudança passa pela educação. Também acredito em políticas que tenham continuidade. Não acredito ser esse o caminho [multa], mas precisamos ter alternativas, ações que possam realmente trazer soluções a esse problema da questão da água”, ponderou Marcos Vieira (PDT). Na opinião de Noemia Rocha (MDB), “então precisamos revogar as outras leis que têm multa também”.

O presidente da Câmara, Tico Kuzma (Pros), lembrou que a sugestão para que a pauta desta semana fosse alusiva ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, partiu de Dalton Borba. Em segundo turno, os vereadores aprovaram, nesta terça, a nova política ambiental de Curitiba. Outros dois projetos tiveram a votação adiada para esta quarta-feira (9).

Também participaram do debate os vereadores Alexandre Leprevost (Solidariedade), Eder Borges (PSD), Ezequias Barros (PMB), Herivelto Oliveira (Cidadania), João da 5 Irmãos (PSL), Oscalino do Povo (PP) e Salles do Fazendinha (DC).

MON promove encontro virtual sobre a exposição de François Andes

Museu Oscar Niemeyer (MON) promoverá terça-feira (15) uma videoconferência com Luiz Gustavo Carvalho, curador da exposição A Travessia do Desastre. A atividade, que está com as inscrições abertas, faz parte das ações do programa Arte para Maiores (APM), voltado especialmente ao público com mais de 60 anos.

Além de curador de mais de 70 exposições no Brasil, Luiz Gustavo Carvalho também é artista. Criou e integrou a direção artística de festivais de arte na Alemanha e no Brasil. Desde 2016, vem colaborando com o Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro. Participou de diferentes programas de residência artística na América do Sul, Europa e Ásia – em um deles que, inclusive, foi idealizada A Travessia do Desastre, tema do encontro virtual.

Apresentada pela primeira vez no País, a mostra promove um intercâmbio cultural entre Brasil e países asiáticos. François Andes e Luiz Gustavo selecionaram 18 peças da coleção asiática do MON para compor a instalação, que chama a atenção pela pluralidade de obras – desenhos, intervenções in situ, esculturas, máscaras e figurinos.

A atividade será gratuita, pela plataforma Zoom e com vagas limitadas. Para participar não é necessário possuir conhecimento em arte. Basta ter interesse e inscrever-se previamente pelo formulário (bit.ly/APMjunho), ou solicitar pelo e-mail educativo@mon.org.br ou pelos telefones (41) 3350-4412 / 3350-4497.

ARTE PARA MAIORES  O premiado Arte para Maiores, que ganhou versão virtual em 2020, se mantém em formato online. Todos os participantes cadastrados recebem por WhatsApp vídeos com mediações e sugestões de oficinas variadas.

A maioria das atividades está relacionada às exposições do MON e pode ser realizada a partir de suas próprias casas, com materiais simples. A participação é gratuita e não é necessário possuir conhecimento prévio. Basta ter interesse em artes visuais.

Em 2019, o programa conquistou um dos mais importantes prêmios nacionais na área de educação em museus, o Prêmio Darcy Ribeiro 2019, concedido pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). A Unimed Curitiba é patrocinadora do programa Arte para Maiores.

MON  O Museu Oscar Niemeyer (MON) pertence ao Estado do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção asiática da América Latina.

No total, o acervo conta com aproximadamente 7 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil deles de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.

Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo e Moinho Anaconda.

Serviço

Videoconferência com Luiz Gustavo Carvalho
Terça-feira, 15/6, das 14h às 15h30
Evento gratuito, vagas limitadas
Informações: (41) 3350-4412 / 3350-4497 ou educativo@mon.org.br

Museu Oscar Niemeyer (MON)
Rua Marechal Hermes, 999
www.museuoscarniemeyer.org.br

Educação avalia na quarta-feira como está a aprendizagem durante a pandemia

A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte realiza nesta quarta-feira (09) a Avaliação Diagnóstica, que ocorre para todos os alunos do 6º ano ao 9º ano do Ensino Fundamental e de todas as séries do Ensino Médio da rede estadual. A ferramenta vai verificar como foi o ensino/aprendizagem durante a pandemia.

O teste vai acontecer de forma online e impressa, incluindo a 4ª série dos cursos técnicos integrados e da formação docente. Esta ação substitui temporariamente a Prova Paraná, que teve sua última edição em fevereiro de 2020.

“Precisamos saber como foi o aprendizado durante a pandemia. Temos que planejar para ter um segundo semestre muito assertivo, mais acelerado. A Seed necessita das informações para saber o que ensinar para cada aluno em cada unidade escolar. Por isso, é muito importante que todos façam a avaliação”, afirmou o secretário estadual da Educação e do Esporte, Renato Feder.

Para participar da avaliação, o estudante que está no ensino remoto online deverá logar no Google Classroom e abrir o link disponível na data em “atividade do dia”. Este link vai direcioná-lo para a plataforma na qual será aplicada a avaliação, do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd).

Para o 6º ano a avaliação é composta por 44 questões, sendo metade de Língua Portuguesa e metade de Matemática. Já para as demais séries são 52 questões – 26 de cada uma das disciplinas.

A atividade diagnóstica não terá ranking. O objetivo é identificar as habilidades e os conhecimentos que os estudantes adquiriram durante o período das aulas remotas e as lacunas de aprendizagem ainda existentes, para poder replanejar as ações pedagógicas e acompanhar a evolução dos estudantes ao longo do percurso letivo.

Segundo o diretor de Educação da secretaria estadual, Roni Miranda, a avaliação será muito importante para o futuro. “É fundamental para que a escola, o professor e a própria Secretaria possam observar como está a aprendizagem dos estudantes nesse momento remoto, seja pelas aulas online ou material impresso. É fundamental para traçar um planejamento tanto para 2021, quanto para 2022 e 2023. Por isso é importante que os estudantes participem”, explicou.

DURAÇÃO – A atividade terá duração de 2h30 e poderá ser iniciada das 7h30 às 21h30. Neste dia não haverá aulas híbridas ou remotas dos professores pelo Google Meet, mas os docentes da aula inicial de cada turma no seu respectivo turno estarão disponíveis na plataforma para orientar os alunos antes do início da avaliação.

Caso o aluno não finalize a atividade em 2h30, a mesma será encerrada automaticamente, e serão corrigidas as questões respondidas até o dado momento. Se houver problema de sinal da internet o estudante poderá continuar de onde parou (caso esteja dentro do tempo), uma vez que a atividade é salva automaticamente.

As escolas que já retomaram atividades presenciais poderão, dentro da sua realidade, escalonar os estudantes para a realização da avaliação nos laboratórios de informática.

ATIVIDADE IMPRESSA – Para quem precisar fazer a avaliação impressa, será preciso retirá-la na própria instituição de ensino até 9 de junho e posteriormente devolvê-la até a sexta-feira (11). Devido à avaliação, o kit pedagógico impresso da semana não terá conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática.

PROVA PARANÁ – Instrumento de planejamento pedagógico para chegar com maior precisão aos conhecimentos que não foram desenvolvidos pelos estudantes e em qual etapa do processo de aprendizagem, a Prova Paraná foi criada há dois anos e teve três edições em 2019.

Além disso, existe a Prova Paraná Mais, avaliação externa de aplicação anual que compõe o Sistema de Avaliação da Educação Básica Paranaense (Saep).

Em 2020, foi aplicada apenas a primeira de três edições previstas, em fevereiro, e abrangeu todas as escolas estaduais, além de escolas de 398 municípios que aderiram ao programa, envolvendo mais de 1,2 milhão de alunos em todo o Estado, com as disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática e Língua Inglesa.

As edições canceladas devido à pandemia previam mais disciplinas a serem diagnosticadas (Ciências Humanas e da Natureza), o que deve ocorrer quando a Prova Paraná for retomada, assim como a participação de escolas municipais, que não fazem parte da Atividade Paraná 2021.

Paraná separa 20 mil doses para imunizar trabalhadores do Ensino Superior

Vinte mil doses do imunizante produzido pela Pfizer/BioNTech, que chegaram no Estado do Paraná nesta segunda-feira (7), serão destinadas aos professores e funcionários administrativos das universidades e faculdades, públicas e privadas. Elas serão distribuídas a 64 municípios paranaenses.

O começo da imunização nesse grupo, que consta no Plano Estadual de Vacinação, foi definida em reunião realizada entre o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, e os reitores das universidades do Paraná. Os secretários municipais também aprovaram a medida.

As doses serão encaminhadas ainda nesta semana para as Regionais de Saúde do Estado e os municípios serão responsáveis pela definição da ordem de aplicação das vacinas. Os trabalhadores das instituições deverão se dirigir aos pontos de vacinação nas respectivas cidades em que atuam.

Nesse momento, não estão incluídos professores e técnicos de polos de cursos ofertados na modalidade de Ensino a Distância (EaD).

De acordo com o Censo de Educação Superior de 2019, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), o Paraná tem cerca de 60 mil profissionais nas instituições de ensino superior, entre professores e trabalhadores administrativos. O Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19, que está em constante atualização, traz um número um pouco menor, de 54.110.

Para o superintendente Aldo Bona a vacinação da comunidade universitária tranquiliza esses profissionais. “As atividades de ensino, pesquisa e extensão, desenvolvidas pelas universidades paranaenses, são essenciais para o desenvolvimento do Estado e para a retomada econômica no período pós-pandemia. A vacinação desse público é de fundamental importância e traz alívio para a comunidade acadêmica”, afirmou.

“Estamos felizes em começara a vacinar mais um grupo fundamental para o Estado. Ultrapassamos a marca de 4 milhões de doses aplicadas e estamos avançando dentro das nossas prioridades e na população em geral”, complementou o secretário Beto Preto.

“A vacina permitirá o retorno de várias atividades essenciais que são realizadas pelas universidades. Assim, será possível atuar em outras frentes, além do grande trabalho que já é realizado no combate à pandemia”, destacou Fátima Padoan, reitora da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior (Apiesp).

VACINAÇÃO – De acordo com o Vacinômetro do Sistema Único de Saúde (SUS), o Paraná aplicou mais de 4 milhões de doses até a manhã desta terça-feira (8), sendo 2.793.678 referentes à primeira dose e 1.232.380 para a segunda dose. Além do grupo considerado prioritário pelo Plano Nacional de Imunização (PNI), que alcança quase 5 milhões de pessoas, o Estado começou a vacinar a população em geral de forma escalonada.

NOVO LOTE – As 145.080 doses do imunizante produzido pela Pfizer/BioNTech chegaram nesta segunda. O material está armazenado no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, para averiguação, separação e distribuição entre os municípios.

As vacinas integram a 23ª pauta de distribuição do Ministério da Saúde e representam o maior lote do medicamento produzido pela farmacêutica norte-americana, que foi encaminhado ao Estado. Com a nova remessa, o Paraná recebeu, até o momento, 360.360 unidades da farmacêutica.

A cada dois dias, Guarda Municipal faz nova operação na linha Alferes Poli

Em menos de um mês, a Guarda Municipal deflagrou 16 operações na linha de ônibus Alferes Poli, como forma de inibir os chamados fura-catraca – pessoas que entram no transporte coletivo sem pagar a passagem.

No período, 217 pessoas foram abordadas no ônibus que faz o percurso entre o bairro Parolin e o Centro da cidade. Apenas cinco delas pagaram a passagem. Os demais tiveram que continuar o trajeto a pé, após parada do veículo por guardas do núcleo Matriz.

Dois simulacros (protótipos) de arma de fogo e pequenas quantidades de maconha e cocaína, em oito oportunidades, foram encontrados embaixo dos bancos do ônibus e, também, após revista pessoal aos passageiros. Oito pessoas foram conduzidas à autoridade policial.

Esses flagrantes, de acordo com o inspetor Vanderson Cubas, responsável pelo núcleo regional da Matriz da Guarda Municipal, evidenciam que não é somente a questão dos fura-catraca que marca o trajeto da linha Alferes Poli, mas também situações relacionadas a indivíduos que podem praticar algum crime.

Ação integrada

A iniciativa atende a pedido da Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs), responsável pelo sistema de transporte na capital.

“As ações preventivas e ostensivas na linha Alferes Poli não têm prazo de término e continuarão ocorrendo em dias e horários diversos”, reforça o inspetor Cubas.

O cidadão que quiser repassar informações sobre possíveis fura-catraca ou necessite de qualquer atendimento imediato dentro do transporte coletivo (como em casos de furto ou importunação sexual), em qualquer região da cidade, pode ligar para o telefone de emergência 153 da Guarda Municipal. A equipe de guardas mais próxima do local irá averiguar a situação e abordar pessoas suspeitas.

Mascote e kit alimentação incentivam crianças a estudar

Quando a pandemia acabar, os estudantes da Escola Municipal Nansyr Cecato Cavichiola, no bairro Parolin, terão um motivo a mais para voltar às aulas presenciais. É que o personagem Cecatinho, um mascote animado criado para motivar as crianças a fazer as atividades do ensino remoto, vai ganhar uma versão em nylon, estilo boneco de posto, para que todos possam vê-lo.

A novidade foi revelada nesta terça-feira (8/6), pela diretora Márcia Alexandra Ribeiro Quadri, durante a entrega dos kits de alimentação e pedagógicos para escolas municipais das regionais Portão e Bairro Novo. Nesta leva foram disponibilizados 22.465 kits: 8.285 para as escolas da Regional Portão e 14.180 para a Regional Bairro Novo.

Os kits de alimentação são mensais e os pedagógicos são fornecidos a cada 15 dias, sempre na unidade onde a criança está matriculada. Veja o calendário de entregas por regional no final do texto.

Cada kit pesa em média 13 quilos e inclui arroz, feijão, sal, óleo, farinha de trigo, fubá, leite, frutas e legumes – que variam conforme a estação.

Criar vínculos

De acordo com a diretora Márcia Alexandra, o “Cecatinho”, que usa o nome do meio da professora que batiza a escola, nasceu da necessidade de criar vínculos com as crianças, que estão há dois anos afastadas da escola por força da pandemia do coronavírus.

“Havia esta grande necessidade de chamar a atenção das crianças. Daí surgiu a ideia de criar o mascote”, explicou a professora Joyce Oliveira.

Foi um trabalho de equipe. Após fazer o esboço, Joyce pediu ajuda a seu colega, o professor Maicon James de Lima, que usou aplicativos de computador para dar vida ao Cecatinho.

Xodó das crianças

“Tivemos um ótimo retorno. Nós usamos o Cecatinho nos grupos de WhatsApp da escola para lançar atividades e as crianças gostaram muito”, comemorou a diretora Márcia Alexandra.

O sucesso foi tão grande que o Cecatinho já ganhou companhia. É ninguém menos do que a professora Nansyr Cecato Cavichiola, que dá nome à escola e dedicou toda a vida à educação.

“Nós pedimos fotos para a família para criar o avatar da professora Nansyr. Ela que já contribuiu tanto para educação, vai continuar inspirando as nossas crianças”, disse a diretora.

A EM Nansyr Cecato Cavichiola vai continuar investindo nos bonecos para motivar as crianças. Já foi criado um avatar da diretora Márcia e será criado mais um boneco animado, dessa vez para representar os alunos.

Saudades da escola

Enquanto durar a pandemia, as estudantes vão ter que se contentar em ver o mascote e os professores virtualmente. Débora Rezende da Guia diz que o sobrinho Brian, matriculado na EM Nansyr Cecato Cavichiola, está com saudades dos colegas e professores.

“Ele ficou todo animado quando disse que vinha aqui hoje para buscar os kits. Ele quer correr na escola”, disse a tia.
Brian é autista e a escola prepara atividades especiais para ele fazer em casa. “A escola está sendo muito boa para ele. Teve uma mudança muito positiva”, pontuou a tia.

Vanessa Félix, mãe do garoto Kaio Henrique, espera que as aulas presenciais voltem logo porque ele não consegue acompanhar direito as atividades da TV Escola.

“Tem as crianças da minha irmã que também precisam assistir às aulas e não dá para todo mundo. Ele faz as atividades que são entregues por escrito”, explicou Vanessa, que mora no Parolin.

Protocolo à risca

Para garantir a segurança de todos, a escola usou tapetes sanitizantes e totens com álcool em gel. Os pais e responsáveis eram atendidos um por vez, em três etapas, para evitar aglomeração. Os professores estavam usando luvas, aventais descartáveis, máscaras e escudos de face.

O fornecimento do kit busca suprir as necessidades nutricionais das crianças e dos estudantes enquanto durar o ensino remoto, instituído em 2020 devido à pandemia da covid-19.

Têm direito à alimentação todas as famílias com filhos matriculados na rede municipal de ensino – escolas, Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e Centros de Educação Infantil (CEIs) contratados.

O ensino segue no formato remoto, pela TV Escola Curitiba. As aulas presenciais seguem suspensas na rede municipal por tempo indeterminado.

Fornecimento da semana por regional

Segunda-feira (dia 7): Santa Felicidade e Boa Vista
Terça-feira (8): Bairro Novo e Portão
Quarta (9): CIC e Matriz
Quinta (10): Tatuquara e Pinheirinho
Sexta (11): Boqueirão e Cajuru

WhatsApp não imporá restrições a quem não aceitar regras de dados

O WhatsApp não imporá mais restrições aos usuários que não aderirem às novas regras de coleta e tratamento de dados que estão em processo de adoção no Brasil e no restante do mundo. As novas práticas da plataforma são questionadas por órgãos como a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Ministério Público Federal (MPF).

A nova política foi anunciada no início do ano. Ela envolve o repasse ao Facebook, empresa controladora do WhatsApp, de dados das interações com contas comerciais. A nova política entrou em vigor no dia 15 de maio. Inicialmente, o WhatsApp divulgou restrições e limitações a quem não aceitasse a nova política.

Entre as restrições estavam a impossibilidade de acessar a lista de conversas e a suspensão do envio de mensagens e chamadas para o celular algumas semanas depois, caso o usuário não aceitasse a nova política.

Os órgãos ANPD, Cade e MPF apontaram problemas tanto para a proteção de dados dos usuários quanto para a concorrência do mercado de redes sociais e serviços de mensageria. Pesquisadores e entidades de direitos digitais também se manifestaram questionando a nova política.

Diante dos questionamentos, o WhtsApp se comprometeu a adiar a entrada em vigor das limitações por 90 dias. Agora, abandonou este prazo de três meses e abriu mão de impor tais obrigações.

Em nota, a empresa afirmou que, devido à discussão com autoridades regulatórias e especialistas em privacidade, a opção foi por não tornar as limitações obrigatórias.

“Ao invés disso, o WhatsApp continuará lembrando os usuários de tempos em tempos para que eles aceitem a atualização, incluindo quando as pessoas escolhem usar determinadas funcionalidades opcionais, como se comunicar no WhatsApp com uma empresa que esteja recebendo suporte do Facebook”, diz o comunicado da plataforma.

Mercado financeiro eleva previsão de crescimento do PIB para 4,36%

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram a projeção para a expansão da economia brasileira pela sétima semana consecutiva. A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – subiu de 3,96% para 4,36%.

Para o próximo ano, a estimativa de crescimento do PIB passou de 2,25% para 2,31%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2,50%.

As estimativas estão no boletim Focus de hoje (7), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC, em Brasília, com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Inflação

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 5,31% para 5,44%, na nona alta consecutiva.

A estimativa para 2021 supera o limite da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. O centro da meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

Para 2022, a estimativa de inflação foi ajustada de 3,68% para 3,70%. Tanto para 2023 como para 2024 a previsão para o índice é de 3,25%.

O centro da meta de inflação para 2022 é 3,50% e para 2023, 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, fixada atualmente em 3,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic termine 2021 em 5,75% ao ano. Para o fim de 2022, 2023 e 2024, a estimativa é de que a taxa básica encerre estes períodos em 6,5% ao ano.

Câmbio

A expectativa para a cotação do dólar permaneceu em R$ 5,30 para o final deste ano e de 2022.

Inscrições para Prêmio de Ciência e Tecnologia seguem até 30 de junho

As áreas das Engenharias e Ciências Biológicas são contempladas na 34ª edição do Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia, que está com as inscrições abertas até o dia 30 de junho. A iniciativa do Governo do Estado, realizada pela Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, tem como objetivo valorizar pesquisas que são desenvolvidas nas universidades e institutos de pesquisas e que impactam no desenvolvimento do Paraná.

Estudantes, professores e profissionais podem se inscrever em uma das cinco categorias: pesquisador, pesquisador-extensionista, estudante de graduação, inventor independente e jornalismo científico. Os vencedores receberão um prêmio que varia de R$ 11.568,29 até R$ 34.704,88, de acordo com a categoria.

Para o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, o prêmio é um importante estímulo às ações de pesquisa que são desenvolvidas no Estado. “Além do reconhecimento financeiro expressivo da premiação, essas ações projetam o Governo do Estado como protagonista no incentivo à pesquisa científica realizada por alunos e professores”.

Os trabalhos inscritos serão avaliados por uma comissão composta por profissionais de cada uma das áreas escolhidas para o prêmio. Os avaliadores são vinculados a instituições de pesquisa de diferentes estados, exceto do Paraná.

PREMIAÇÃO – Os premiados nas categorias pesquisador, pesquisador-extensionista e estudante de graduação receberão certificado e prêmio em dinheiro, com base nos vencimentos de professor titular em regime de dedicação exclusiva, incluindo a gratificação de incentivo à titularidade de doutor, da Carreira do Magistério Público do Ensino Superior do Paraná.

Os vencedores nas categorias Inventor Independente e Jornalista receberão certificado e prêmio em dinheiro equivalente a 60% do valor do vencimento do professor titular em regime de dedicação exclusiva, incluindo a gratificação de incentivo à titularidade de doutor, da Carreira do Magistério Público do Ensino Superior do Paraná.

As áreas contempladas pelo edital foram distribuídas da seguinte forma:

Engenharias: Engenharia Civil, Engenharia de Minas, Engenharia de Materiais e Metalúrgica, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Engenharia Sanitária, Engenharia de Produção, Engenharia Nuclear, Engenharia de Transportes, Engenharia Naval e Oceânica, Engenharia Aeroespacial e Engenharia Biomédica.

Ciências Biológicas: Biologia Geral, Genética, Botânica, Zoologia, Ecologia, Morfologia, Fisiologia, Bioquímica, Biofísica, Farmacologia, Imunologia, Microbiologia e Parasitologia.