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quinta-feira, 30 abril 2026
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Colégios estaduais fazem 5ª entrega de alimentos do ano nesta sexta-feira

Os colégios estaduais farão nesta sexta-feira (28) a quinta entrega de alimentos do ano para as famílias mais vulneráveis da comunidade escolar. Novamente, todas as 2,1 mil escolas da rede vão distribuir kits de alimentos não perecíveis, como aconteceu na terceira entrega, no fim de abril, além de produtos da agricultura familiar.

Foram adquiridos pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) 219.697 kits compostos por 2 quilos de arroz, 1 quilo de feijão, 1 quilo de macarrão, 1 quilo de fubá, 1 quilo de açúcar e 1 litro de óleo de soja, que serão entregues às famílias de estudantes regularmente matriculados nos colégios da Rede Estadual de Ensino e beneficiárias do Programa Bolsa Família ou inscritas no CadÚnico.

São mais de R$ 12 milhões de investimento, sendo R$ 7.224.009,49 em 1.515.909 quilos (1,51 mil toneladas) nos kits e outros R$ 4.797.916,00 em 1.515.322 quilos de produtos da agricultura familiar.

Estes consistem em frutas, hortaliças e sementes, como o pinhão (nesta época), legumes e tubérculos, além de temperos, leite, iogurte, panificados, suco/polpa de frutas, complementos e grãos, que diferem de região para região.

É importante ressaltar que nas escolas que já retomaram as aulas presenciais parte desses alimentos da agricultura familiar será utilizada na alimentação dos estudantes que estão indo presencialmente.

QUEM PODE RECEBER — Podem receber estudantes com matrícula ativa com famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família ou com famílias não beneficiárias, desde que estejam inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com dados atualizados dos últimos seis meses.

Pode acontecer de os beneficiários estarem fora da lista enviada às escolas, caso os dados cadastrais estejam diferentes dos que constam no Sere (Sistema Estadual de Registro Escolar), como o nome, data de nascimento ou CPF. Outro exemplo é o caso de cadastros novos: se a inscrição no Cadastro Único do governo federal foi feita após 13 de março, o nome não consta na lista atual.

Em virtude desses casos, foram comprados kits adicionais (além da listagem) para possíveis famílias que estejam dentro dos critérios acima, mas que não tenham com o nome na listagem. O representante da família só poderá fazer a retirada na escola onde o aluno está matriculado.

Economia surpreende “favoravelmente” no 1º trimestre, diz BC

A atividade econômica no primeiro trimestre de 2021 surpreendeu “favoravelmente”, com crescimento em quatro das cinco regiões do país, disse hoje (27) o Banco Central (BC). Apenas a Região Norte apresentou recuo na economia no período.

A análise consta do Boletim Regional, publicado trimestralmente, e que traz a evolução, por região, de indicadores que repercutem as decisões de política monetária, como produção, vendas, emprego, preços, comércio exterior, entre outros.

Segundo o documento, o cenário econômico sinaliza uma resiliência do processo de recuperação da economia. O BC avalia que, no curto prazo, os estímulos monetários, como os novos pagamentos do auxílio emergencial que começaram em abril e a chamada normalização da taxa Selic (atualmente em em 3,5% ao ano), em um patamar considerado baixo, apesar de estar em trajetória de alta, e a redução do impacto da pandemia de covid-19 devem sustentar a retomada do crescimento.

“No curto prazo, a manutenção dos estímulos monetários, mesmo com o processo de normalização parcial, o retorno dos estímulos governamentais e a redução dos impactos da crise sanitária – inclusive em decorrência da vacinação em curso – devem sustentar a retomada em âmbito nacional. A incerteza sobre o ritmo desse crescimento ainda permanece acima da usual, mas aos poucos deve retornar à normalidade”, diz o documento.

De acordo com o BC, a economia no primeiro trimestre de 2021 teve uma evolução maior do que a esperada, apesar da segunda onda da pandemia de covid-19 e do fim das medidas governamentais de combate aos impactos econômicos da crise sanitária, como o auxílio emergencial. A análise também evidencia a importância dos setores do agronegócio e da mineração para a sustentação do crescimento regionalmente, em razão do patamar elevado das cotações dessas commodities.

Norte

Em linhas gerais, o boletim destaca que a atividade econômica no Norte foi negativamente afetada pela severidade da segunda onda da covid-19 e pela redução dos auxílios governamentais, com retração expressiva das vendas do comércio, da produção da indústria de transformação, decorrente do desempenho no Amazonas, e dos serviços às famílias. A região teve um recuo de 0,9% na atividade econômica.

“O acirramento da crise sanitária e o fim do auxílio emergencial impactaram as vendas no comércio, interrompendo a recuperação que o setor vinha assinalando ao longo do segundo semestre. O volume de vendas do comércio ampliado recuou 12,2% no primeiro trimestre. À exceção de Roraima (0,2%), todos os outros estados apresentaram retração, com maior intensidade no Amazonas (-22,1%)”, diz o boletim.

Nordeste

No Nordeste, o crescimento de 0,7% da atividade esteve associado ao desempenho positivo da agricultura e da construção. Esse crescimento compensou os efeitos econômicos decorrentes do fim do auxílio emergencial e do recrudescimento da crise sanitária, que impactaram negativamente as vendas do comércio, os serviços prestados às famílias e a produção industrial.

Na região, a atividade industrial decresceu 5,3% no primeiro trimestre de 2021 com dados dessazonalizados. Com destaque para as quedas em fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, em virtude do encerramento das atividades de uma montadora de grande porte na Bahia; bebidas e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis.

Por outro lado, a perspectiva para o setor agrícola é favorável. Em 2021, a produção de grãos no Nordeste deverá atingir 23,5 milhões de toneladas, com alta de 4,1% em relação ao colhido no ano anterior, com destaque para soja e milho.

Centro-Oeste

Já no Centro-Oeste, a expansão da atividade no primeiro trimestre, mesmo com o agravamento da pandemia, foi favorecida pelo início da colheita da soja. A Região apresentou crescimento de 0,5%.

A perspectiva de nova safra recorde da soja, aliada às boas condições de comercialização tende a elevar a renda agrícola, sustentando investimentos do setor para o próximo ciclo e repercutindo positivamente em outros segmentos.

O boletim ressalta, entretanto, que o aumento dos casos da covid-19 atrasou o processo de recuperação dos serviços às famílias, que permanecem em níveis deprimidos e registraram queda significativa em março.

Sudeste

Com crescimento de 1%, os indicadores relacionados à economia do Sudeste sugerem continuidade da recuperação no primeiro trimestre, porém em ritmo mais moderado. Esse movimento foi influenciado, principalmente, pelos efeitos da dificuldade de acesso a insumos em alguns segmentos e do recrudescimento da pandemia.

As atividades de transportes, repercutindo a produção agrícola e mineração, a indústria e a agricultura apresentaram melhor desempenho, enquanto comércio e serviços às famílias recuaram.

Sul

A região Sul apresentou a maior expansão da atividade econômica dentre as regiões do país no primeiro trimestre. A região cresceu 2%, beneficiada pelo agronegócio. Esse crescimento favorece, indiretamente, os investimentos, em especial, em máquinas e equipamentos.

O boletim destaca que o processo de recuperação econômica na região, apesar de incertezas acima do usual, deve prosseguir com o desempenho positivo do agronegócio e a esperada normalização das cadeias produtivas no setor industrial.

Feirinha do Largo da Ordem é antecipada para esta sexta

Com as restrições de funcionamento aos fins de semana por causa prevenção à covid-19, a Feira de Artesanato do Largo da Ordem, realizada aos sábados e domingos, passa a funcionar às sextas-feiras com tamanho reduzido, seguindo todos os protocolos sanitários. Nesta sexta-feira (28/5), serão 60 barracas que vão ocupar a região da Praça Garibaldi.

Os artesãos vão expor os produtos das 10h às 17h e quem for conferir a novidade vai poder apreciar também o famoso pastel de feira, já que as barracas de alimentação terão espaço garantido.

“Estamos oferecendo uma alternativa tanto para os artesãos que participam da feira de artesanato mais tradicional da cidade como para a população que costuma frequentar regularmente a feirinha”, comenta Tangrian Cunico Santos, coordenadora das Feiras de Artesanato.

A feirinha também acontece todos os dias on-line.

As feiras de artesanato dos bairros, com funcionamento de segunda a sexta-feira, continuam abertas e seguem os mesmos protocolos de segurança sanitária.

Confira os locais, dias e horários de funcionamento

Boqueirão
Local: Praça Nossa Senhora do Carmo, s/n
Dia da semana: segunda-feira, terça-feira e quarta-feira
Horário: 10h às 16h

CIC
Local: Rua São Severino, 1
Dia da semana: quarta-feira
Horário: 10 as 17

Ucrânia
Local: Praça da Ucrânia
Dia da semana: quarta-feira
Horário: 10h às 18h

Fazendinha
Local: Terminal do Fazendinha
Dias da semana: quarta-feira e sexta-feira
Horário: 10h às 17h

Portão
Local: Praça Desembargador Armando Carneiro / Terminal do Portão
Dia da semana: quinta-feira
Horário: 10h às 17h

Tatuquara
Local: Av. Pero Vaz de Caminha / esquina com Rua Enette Dubard
Dias da semana: quinta-feira
Horário: 10h às 17h

Cajuru 
Local: Rua da Cidadania do Cajuru
Dia da semana: sexta-feira
Horário: 14h às 19h

Pinheirinho
Local: Rua da Cidadania do Pinheirinho
Dia da semana: sexta-feira
Horário: 10h às 17h

Protocolos de funcionamento 
I – Distanciamento de 2m;
II – Uso obrigatório de máscaras;
III – Disponibilização pelos artesãos de álcool 70% ou sanitizantes de efeito similar para uso próprio e de clientes;
IV – Organização de filas para evitar aglomerações;
V – Presença de apenas um artesão por barraca; (exceção para barracas de alimentação, que devem obedecer distanciamento de 1,5m)
VI – Recomendação para que seja evitada a possibilidade de manipulação dos produtos a serem comercializados pelo público em geral; (ou que seja utilizado álcool em gel antes e após o manuseio)
VII – Colocação de cartazes de orientação e utilidade pública referentes à prevenção da covid-19, disponibilizados pelo Instituto Municipal de Turismo.

Rua do Rebouças é revitalizada com asfalto novo

O aposentado Claudio Fernando Machado, 78 anos, não esconde a satisfação: depois de ver as ruas da vizinhança receberem melhorias, as benfeitorias chegaram à porta da casa dele: a Prefeitura realizou obra de pavimentação na Rua Embaixador Hipólito de Araújo, no Rebouças.

A intervenção contempla um trecho de 480 metros da via, entre as ruas Chile e Brasílio Itiberê. A execução da obra é coordenada pela Secretaria Municipal de Obras Públicas, feita pelo processo de reciclagem, que remove a camada danificada e o pavimento ganha reforço estrutural. O asfalto antigo, então, é triturado e ao material é incorporado água, cimento e pedra, compondo uma nova base para o piso. Depois são aplicadas camadas de reperfilamento e revestimento asfáltico.

Machado elogia o resultado da rua renovada, que viu ser pavimentada pela primeira vez há 50 anos. “Na época, escavaram dois metros de profundidade para fazer a base”, lembra o aposentado. Ele também acompanhou o desgaste e os reparos com tapa-buracos ao longo das décadas e conta que vinha solicitando ao município uma “reforma completa” na rua.

“Estava tudo esburacado. Eu já tinha pedido no 156 e aguardava chegar o asfalto novo. As ruas próximas foram ganhando melhorias e faltava aqui. Agora, chegou e todo o bairro está muito melhor”, fala.

939 ruas beneficiadas

O trabalho realizado na Rua Embaixador Hipólito de Araújo integra o programa de recuperação da malha viária de Curitiba, lançado em 2017 pelo prefeito Rafael Greca. De 2017, foram 1.093 ações de pavimentação em 939 ruas (algumas receberam mais de uma intervenção em diferentes trechos).

“As obras de pavimentação realizadas e as que estão em andamento refletem o que a população pediu para a Prefeitura em audiências públicas, pelo programa Fala Curitiba e via Central 156. Na medida do possível, avançamos e as solicitações vão sendo atendidas”, explica o secretário municipal de Obras Públicas, Rodrigo Rodrigues.

A extensão total de asfalto novo em Curitiba é de 581.971 metros. São 994 intervenções entregues (533.947 metros) e 99 em andamento (48.024 metros).

Morre ex-governador do Paraná Jaime Lerner

Morreu na manhã de hoje (27), às 5h10, o ex-governador do Paraná e ex-prefeito de Curitiba Jaime Lerner. De acordo com o Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, Lerner, que tinha 83 anos, estava internado há cinco dias e veio a óbito em decorrência de complicações de doença renal crônica.

Político, arquiteto e urbanista, Jaime Lerner nasceu em 17 de dezembro de 1937 em Curitiba, cidade da qual foi prefeito por três vezes, em mandatos iniciados em 1971, 1979 e 1989. Ele governou o Paraná por duas vezes, de 1995 a 1998 e de 1999 a 2002.

Lerner começou sua vida política na Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido ao qual se filiou em 1971, quando foi nomeado prefeito biônico de Curitiba. Entre seus grandes feitos está a abertura de vias exclusivas para ônibus urbanos, algo considerado bastante inovador para a época (1974), que posteriormente veio a formar a Rede Integrada de Transporte da capital paranaense.

Em 1988, conseguiu se eleger prefeito pelo PDT e, em 1994 e 1997 venceu as eleições para governador, vindo a trocar novamente de legenda, ingressando no PFL.

Em 2002, foi eleito presidente da União Internacional de Arquitetos. Mais recentemente, tornou-se consultor das Nações Unidas para assuntos ligados a urbanismo.

Lerner casou-se em 1964 com Fani Lerner, com quem teve as filhas Andrea e Ilana.

Vendas do Tesouro Direto superam resgates em R$ 614 milhões

As vendas do Tesouro Direto superaram os resgates, em abril, em R$ 614 milhões. No mês, as vendas atingiram R$ 2,171 bilhões. Já os resgates somaram R$ 1,557 bilhão, sendo R$ 1,531 bilhão relativos a recompras e R$ 26,3 milhões a vencimentos. Os números constam do balanço do Tesouro Direto divulgado hoje (25), em Brasília, pela Secretaria do Tesouro Nacional.

O balanço mostra que os títulos mais procurados pelos investidores foram os indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ Juros Semestrais), cuja participação nas vendas atingiu 42,7%. O título indexado à Selic (Tesouro Selic) correspondeu a 36,5% do total e os prefixados, 20,8%.

Em relação ao prazo de emissão, 15,3% das vendas no Tesouro Direto no mês corresponderam a títulos com vencimentos acima de dez anos. As vendas de títulos com prazo entre cinco e dez anos representaram 48,9% e aquelas com prazo entre um e cinco anos, 35,8% do total.

Expansão

No mês, houve 373.825 operações de venda de títulos a investidores. A utilização do programa por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil, que correspondeu a 84,7% do total em abril. O valor médio por operação foi de R$ 5.808,28.

Em abril, o estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 63,92 bilhões, o que significa expansão de 1,7% em relação a março (R$ 62,83 bilhões) e alta de 6,1% sobre abril de 2020 (R$ 60,24 bilhões).

Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque: 54,2% do total. Na sequência, aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 25,7%, e, por fim, os títulos prefixados: 20,2%.

Em relação aos investidores, em abril 357.926 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto. O total de investidores cadastrados atingiu 10.643.707, o que representa alta de 57,2% nos últimos 12 meses.

O número de investidores ativos chegou a 1.503.720, uma variação de 20,6% em 12 meses. No mês, o acréscimo foi de 23.915 novos investidores ativos.

Eclipse da Superlua: coincidência ficará visível entre hoje e amanhã

A noite de hoje (25) terá novamente a chamada Superlua, nome dado ao satélite natural quando alcança seu ponto de maior proximidade com a Terra. O evento astronômico será ainda mais interessante em algumas localidades, porque virá acompanhado do eclipse lunar que ocorrerá a partir das 5h47 desta quarta-feira (26), no horário de Brasília.

De acordo com a Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa), o eclipse será total no oeste dos Estados Unidos e do Canadá, em todo o México e na maior parte da América Central e do Equador, bem como no oeste do Peru e no sul do Chile e da Argentina.

Também poderá ser visto em sua totalidade no leste da Austrália e da Nova Zelândia e nas ilhas do Pacífico, incluindo o Havaí. No Brasil, o eclipse será penumbral ou parcial, muito difícil de ser observado porque começará no momento em que a Superlua já estará se pondo no horizonte.

“A boa notícia é que a Superlua desta noite, com apogeu às 22h50, poderá inspirar as pessoas a acordar cedo para acompanhar, ainda que de forma online, o eclipse total por meio da página do Observatório Nacional no YouTube”.

“Quando a Lua entra na penumbra, temos um eclipse penumbral, quando entra em parte da umbra, temos um eclipse parcial e, quando entra totalmente na umbra, temos o eclipse total, quando a Lua fica ainda mais linda e avermelhada”, explicou a astrônoma.

Segundo Josina, o melhor ponto de visão do eclipse no Brasil será na parte a oeste do país, onde, por algum momento, ele será parcial. “Quanto mais a oeste, melhor será visto. No eclipse penumbral, não conseguimos perceber a diminuição da luminosidade da Lua a olho nu”, acrescentou.

De acordo com Josina, eclipses não são eventos astronômicos tão raros. “Tivemos um, inclusive recente, em 2019. O eclipse da Lua ocorre de uma a três vezes por ano, e todo eclipse da Lua ocorre em lua cheia, e a lua cheia de perigeu ocorre de 1 a 4 vezes por ano”. Segundo a Nasa, o último eclipse lunar ocorrido durante uma Superlua ocorreu há seis anos.

Audiência da Saúde: secretária e vereadores debatem vacina da Covid-19

“Eu acho que o grande destaque deste período é o início da vacinação [em janeiro, no Pavilhão da Cura]”, disse a secretária da Saúde, Márcia Huçulak, em audiência pública da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), durante a sessão plenária desta terça-feira (25). Com o tempo inicial de duas horas, a prestação de contas quadrimestral do SUS durou quatro horas e meia. Depois das apresentações do Executivo, foi aberto espaço para questionamentos dos vereadores e da população.

“A gente vê [com a vacina] a esperança e poder contribuir para que a gente tenha a redução de casos”, completou a titular da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Nas perguntas dos vereadores, conforme debates que vêm sendo travados no Legislativo nos últimos meses, a imunização contra a Covid-19 e as medidas restritivas foram os temas mais levantados. Nessa segunda-feira (24), por exemplo, o presidente da CMC, Tico Kuzma (Pros), falou do envio de ofício ao Ministério da Saúde sobre os critérios para a distribuição das doses aos estados.

Segundo Márcia Huçulak, 310.425 mil pessoas haviam recebido a primeira dose e 186.226 a segunda dose da vacina em Curitiba, até o dia 29 de abril. “Atualmente são 18 pontos fixos de vacinação e equipes volantes para vacinação no domicílio de acamados.” Conforme o diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Augusto Souto de Oliveira, os números evoluíram, até 24 de maio, para a vacinação de 472.693 pessoas vacinadas com a primeira dose e 205.706 contempladas com a segunda dose.

Oliveira disse que a vacinação já traz benefícios. Segundo o médico, na faixa etária acima de 80 anos de idade houve queda de 80% nos internamentos. Na de 70 a 79 anos, a diminuição foi de 17%. “Porém, lamentavelmente, na faixa de 50 a 59 anos tivemos um aumento de 31%. Isso significa que o vírus continua circulando e continuará procurando outros grupos etários para continuar sobrevivendo e transmitindo a doença”, explicou. “A doença não irá embora agora. Mesmo com a vacina teremos uma jornada longa, ao longo deste ano, para que a gente possa ter um grupo maior vacinado e a doença controlada. Controlada na transmissão e nas variantes.” Enquanto isso, ponderou o diretor do Centro de Epidemiologia, é necessário “conviver com o vírus”, seguindo os protocolos sanitários.

Grupos prioritários

“Lá no início da campanha, em janeiro, quando o Ministério fez uma dotação de profissionais da saúde, estimou-se, pelos dados do IBGE, 66 mil trabalhadores. Nossa estimativa era de 89 mil. Já vacinamos 76,9 mil profissionais da saúde e continuamos vacinando todas as categorias. Porém, necessitamos da vacina”, explicou Oliveira, em relação ao grupo prioritário, que ainda não foi 100% imunizado.

“Tivemos subestimado o grupo dos trabalhadores da saúde”, reforçou Márcia. Ela apontou, em resposta a questionamento da população, que as doses suplementares foram solicitadas ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Sobre os estudantes da área da saúde que têm contato com pacientes, argumentou que as listas foram informadas pelos coordenadores dos cursos.

“Em relação aos funcionários da FAS, houve alteração sim do plano porque dentro dos subgrupos divididos, a Secretaria de Estado da Saúde decidiu vacinar os professores. A gente não tem nada contra, só que o professor estava depois de comorbidade e depois da pessoa com deficiência, num rupo da fase quatro”, pontuou a secretária, em resposta a Herivelto Oliveira (Cidadania). “E nós aplicamos as vacinas que chegam. Eu não posso chamar grupo se não temos vacina, sinto muito.”

“Com relação às comorbidades, eu não acho que somos rigorosos, vereador Herivelto, nós somos assertivos”, comentou. “Eu nunca falei em fraude. Nos fizemos uma parceria, que foi muito assertiva, com o Conselho Regional de Medicina [CRM-PR], que dá segurança para todo mundo. Dá segurança para o profissional médico, para a pessoa que tem comorbidade e pra nós. Porque fica muito difícil nossa equipe, no recebimento de situações, saber se a pessoa tem ou não comorbidade”, complementou, a Denian Couto (Pode).

Para a gestora do SUS de Curitiba, o modelo atual seria a vacinação por faixa etário, e não o modelo previsto no Plano Nacional de Imunização. “Eu e o prefeito RG fizemos um requerimento a Brasília [ao Ministério da Saúde] para que a gente acabasse com essa história e fosse por idade, gente. 59, 58, 57 [anos]. Vai motorista de ônibus, vai o funcionário da FAS, vai professor, vai todo mundo. É isso que defendemos, para que a gente saísse dessa confusão”, declarou.

“A gente não pede vacina para o Estado [do Paraná] porque o Estado não tem vacina. Os nossos pedidos de vacina foram para o ministro da Saúde, para o ministério”, declarou, também em resposta a Denian Couto. “Já expliquei a questão da Unimed. A Unimed é um serviço de saúde, de prestação de serviço. Está no grupo 9, no subgrupo 9 dos trabalhadores da saúde. Nós vacinamos todos os trabalhadores, de todos os serviços. E eu cito exemplo, nós vacinamos 1.771 administrativos do Hospital de Clínicas. A moça do RH, a moça das contas, a moça do faturamento, a moça das compras foi vacinada. Está previsto no plano. Não foi só Curitiba. Isso está no plano nacional, está no plano estadual e no plano municipal.”

“Só eu participei com ele [Rafael Greca] de umas 10 ou 12 videoconferências. Infelizmente todos os laboratórios produtores de vacina têm contratos com governos. Até cumprirem esses contratos não fazem vendas para municípios e estados”, afirmou Márcia, em resposta a questionamento da população. “Assim que for possível comprar vacinas [pelo Município ou pelo consórcio Conectar], já estamos prontos para a aquisição”, completou, sobre as leis aprovadas pelos vereadores, em março passado.

 Conforme a secretária, em resposta a Carol Dartora, foi “estimulado” o cadastro no Saúde Já, da Prefeitura de Curitiba, porque cerca de 40% das pessoas não usam os serviços do SUS. A representante do Executivo defendeu melhorias na ferramenta, com o agendamento da vacinação dos profissionais da saúde, o cadastro dos idosos acamados e o envio de mensagens às pessoas com comorbidades elegíveis para a imunização.

A titular da SMS disse, a Professor Euler (PSD), que a dificuldade de ampliar a vacinação a outros ambientes é a consulta de prontuários, em especial durante a imunização de pessoas com comorbidades. “Quando recebemos a vacina da Pfizer, a gente teve uma corrida de pessoas da região metropolitana querendo a vacina da Pfizer, que não têm cadastro conosco”, citou.

“A gente tem usado as doses remanescentes do final do dia [da AstraZeneca e da Pfizer]. A gente destinou ao pessoal da FAS. Tem dia que sobra e dia que não sobra”, disse Márcia. O tema foi levantado por Carol Dartora, que também perguntou sobre a vacinação de assistentes sociais e de profissionais terceirizados das escolas, e por Maria Leticia (PV). A Professora Josete (PT), ela argumentou que os dados do Portal da Transparência, sobre as vacinas recebidas e aplicadas, são atualizados periodicamente.

Mauro Ignácio (DEM) lembrou da CPI da Pandemia, no Congresso: “Essa vacina talvez pudesse estar aqui há mais tempo, ter vacinado mais pessoas”. “Estive no Pavilhão da Cura e pude observar que a vacinação está sim organizada”, comentou Alexandre Leprevost (Solidariedade). João da 5 Irmãos (PSL) também falou da importância da vacina.

Apesar da “ânsia da população pela vacina da Covid”, Márcia Huçulak avaliou que não há a mesma preocupação com as demais vacinas. “Todas as nossas vacinas estão com uma baixa cobertura vacinal”, declarou. A preocupação é que, controlada a pandemia, outros venham à tona. Segundo ela, a procura pela vacina da H1N1, campanha iniciada dia 19 de abril, está abaixo da meta inclusive entre os profissionais da saúde.

Indicadores do SUS

Na exposição protocolar do relatório quadrimestral de gestão, exigida pela lei complementar federal 141/2012, a secretária municipal apresentou dados da rede física do SUS (própria, contratada e conveniada), dos recursos humanos, das auditorias (internas e externas) e das ações e serviços em saúde. “Tivemos nesse quadrimestre, de janeiro a abril, 590 admissões. Por processo seletivo simplificado, 263. Foram contratados 205 técnicos de enfermagem e 58 enfermeiros”, citou.

Na produção de serviços de saúde, observou que os tratamentos odontológicos seguem prejudicados em função da pandemia, com a manutenção dos procedimentos emergenciais e, “sempre que possível”, dos demais atendimentos, em especial para os grupos de gestantes, idosos, crianças e diabéticos.

O quadrimestre indica, na comparação com 2020, elevação das taxas de mortalidade infantil (de 7.1 para 7.6) e pós-neonatal (de 1.7 para 2.3), mas redução da mortalidade neonatal (de 5.4 para 5.3). “Ela ainda é precoce, preliminar, porque a gente analisa no decorrer do ano”, ponderou.

Quanto à sífilis em gestantes e à sífilis congênita, “uma preocupação constante da nossa equipe”, a avaliação é positiva, com a tendência de queda das taxas de infecções. Para a secretária, esse é um “resultado positivo do isolamento e das restrições, que têm contribuído de alguma forma para a melhoria de alguns indicadores”.

“O Sars-CoV-2 faz uma mudança radical na situação de saúde e em todo o atendimento, da forma como estava organizado. Ele ocupa um espaço relevante nas internações”, destacou. As causas externas, como acidentes de trânsito e lesões por violência interpessoal, se mantiveram na primeira colocação, em 2020. Já as doenças infecciosas e parasitárias, em função do novo coronavírus, saltaram de 4,7 mil para 10,5 mil internações. Em 2021, de acordo com ela, “deve ser mais ainda radical essa mudança no perfil”.

“Os traumas, apesar de não serem a principal causa de óbito, são o principal motivo de internação”, completou o diretor do Sistema de Urgência e Emergência de Curitiba, Pedro Henrique de Almeida. “A maior parte dos traumas acontece na região metropolitana, a maior deles parte é encaminhada para hospitais. E maior parte deles vem para hospitais de Curitiba. Já era 70% e agora está 90% em Curitiba.”

O aumento de casos levou, no mês de março, “a uma ampla reorganização em toda a rede de atendimento”. “As UPAs [Unidades de Pronto Atendimento] passara a atender em sistema híbrido, funcionando como centros de internamento para casos graves de Covid-19, além do pronto atendimento”, disse a titular da SMS. Em relação às Unidades Básicas de Saúde (UBS), 10 equipamentos passaram a atender exclusivamente crianças, gestantes e multivacinação. Outras 42 unidades funcionam como pronto atendimento para casos leves e moderados de urgência e emergência médica.

Além das apresentações da secretária e dos diretores do Centro de Epidemiologia e do Sistema de Urgência e Emergência, a audiência pública contou com falas do chefe do Núcleo Financeiro da SMS, Márcio Camargo, e da superintende executiva da pasta, Beatriz Battistella Nadas. Camargo demonstrou a execução orçamentária referente ao primeiro quadrimestre, cujas receitas totalizaram R$ 746.869.476,50 (R$ 358.035.442,45 de transferências financeiras do tesouro municipal), enquanto Beatriz participou do debate, complementando respostas aos vereadores e à população.

Dispositivo legal

A audiência de prestação de contas quadrimestral da saúde é uma exigência da lei complementar federal 141/2012. Cabe ao gestor do SUS em cada esfera de governo apresentar à respectiva Casa Legislativa, até o final dos meses de fevereiro, maio e setembro, relatório com o montante e a fonte dos recursos aplicados no período; a oferta e a produção dos serviços da rede própria, contratada e conveniada; e as auditorias realizadas ou em fase de execução, com suas recomendações e determinações.

Na Câmara de Curitiba, as audiências públicas de prestação de contas do SUS são coordenadas pela Comissão de Saúde, Bem-Estar Social e Esporte. Presidido pela vereadora Noemia Rocha (MDB), o colegiado também reúne Marcelo Fachinello (PSC), vice-presidente, João da 5 Irmãos (PSL), Oscalino do Povo (PP) e Pastor Marciano Alves (Republicanos).

Noemia Rocha falou da importância de todos os vereadores lerem o relatório: “É uma prestação de contas baseada na lei 141”. Líder do prefeito na Casa, Pier Petruzziello (PTB) opinou que apresentação foi além do determina a legislação. “A secretária é uma democrata. Ela está aqui na Câmara para prestar esclarecimentos. Se ela quisesse, nem sobre a Covid precisaria falar. Mas isso não faria o menor sentido, no momento em que toda a sociedade pede que ela fale da Covid, desta terrível doença”, afirmou.

Na manhã desta quarta-feira (26), serão apresentados os balanços da Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento e da Câmara Municipal de Curitiba, também referentes aos primeiros quatro meses de 2021. As sessões plenárias têm transmissão ao vivo pelos canais do Legislativo no YouTube, no Facebook e no Twitter.

MON oferece atividades artísticas online nas próximas quartas-feiras

Como opção de entretenimento seguro durante a pandemia, o Museu Oscar Niemeyer (MON) oferece novas atividades artísticas. Nesta quarta-feira, dia 26, a oficina “Composições com Objetos Cotidianos” vai demonstrar como explorar combinações de objetos do dia a dia para criar imagens.

A inspiração vem da exposição “Schwanke, uma Poética Labiríntica”, em cartaz no Olho. Com curadoria de Maria José Justino, a mostra do premiado artista Luiz Henrique Schwanke (1951-1992) exibe 157 obras, sendo boa parte inédita. É uma retrospectiva de seu trabalho, desde a década de 1970 até as últimas produções.

Na quarta-feira seguinte, dia 02 de junho, será a vez da mediação sobre “A Travessia do Desastre”, exposição do artista François Andes, com curadoria de Luiz Gustavo Carvalho, instalada na sala 2 do MON. Com uma pluralidade de obras, promove um intercâmbio cultural entre Brasil e países asiáticos a partir de desenhos, intervenções in situ, esculturas, figurinos e máscaras.

A coleção de obras do artista francês inspira outra atividade artística que estará disponível nas redes sociais do museu em 09 de junho. A oficina “Jogo do Cadáver Esquisito” propõe experimentar o intercâmbio de narrativas, assim como Andes, utilizando colagens e desenhos. Foi baseada em um jogo homônimo inventado na França no século XX.

Para participar das atividades não é necessário ter conhecimento prévio nem se inscrever. Os vídeos serão disponibilizados no Instagram, no Facebook e no canal do MON no YouTube. Nas redes sociais também é possível conferir outras mediações temáticas, lives e exposições virtuais.

SOBRE O MON  O Museu Oscar Niemeyer pertence ao Estado do Paraná. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além da mais significativa coleção asiática da América Latina.

O acervo conta com aproximadamente 7 mil peças, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, sendo 17 mil deles de área para exposições, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. Os principais patrocinadores da instituição, empresas que acreditam no papel transformador da arte e da cultura, são: Copel, Sanepar, Grupo Volvo América Latina, Vivo e Moinho Anaconda.

Serviço

museuoscarniemeyer.org.br/
Facebook e Instagram: @museuoscarniemeyer
YouTube: bit.ly/MONnoYoutube
Google Arts & Culture: bit.ly/MONGoogleArtsAndCulture

Número 60 do fanzine da Biblioteca Pública para crianças está no ar

O número 60 do fanzine eletrônico da Biblioteca Pública do Paraná, feito especialmente para o público infantil, já está disponível.

A edição traz “Vazio”, história de Everton Leite, e uma proposta de atividade para fazer em casa inspirada no livro “Tentativa de Esgotamento de um Local Parisiense”, do escritor francês Georges Perec. Faça o download AQUI.

A Biblioteca segue a orientação do Governo do Estado para o enfrentamento ao coronavírus e está fechada por tempo indeterminado.