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quinta-feira, 30 abril 2026
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Uso de celulares e fones de ouvido no trânsito pode causar tragédias

Aquela olhadinha rápida na rede social após o celular apitar enquanto dirige. Uma foto no trilho enquanto o trem se aproxima. A música alta no fone de ouvido ao atravessar a rua. Três exemplos de comportamento que, em poucos segundos, podem causar uma tragédia.

Esta relação entre o uso da tecnologia e a violência no trânsito foi tema de debate virtual proposto pela Prefeitura de Curitiba nesta quinta-feira (6/5), como atividade integrante desta edição do movimento Maio Amarelo.

“Estudos científicos fazem equivalência e apontam que usar o celular é tão nocivo quanto dirigir sob efeito de álcool”, lembrou o secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, Péricles de Matos.

Casos de motociclistas falando ao celular também não são difíceis de encontrar no trânsito, conforme observou a superintendente de Trânsito, Rosangela Battistella.

“São comportamentos abusivos que demonstram essa dependência das pessoas pela tecnologia, de não se conseguir impor limites para o tempo conectado ou mesmo de conversas pelo aparelho”, apontou ela.

O desafio é utilizar as facilidades de um mundo interligado de uma forma saudável e sem descontrole, seja por pedestres, ciclistas, motoristas ou motociclistas.

“Já temos experiências no mundo de estruturas totalmente inteligentes, com casas adaptadas (geladeiras e armários que fazem a reposição automaticamente) e carros autopropulsados”, exemplificou o diretor da Escola Pública de Trânsito (EPTran), Claudionor Agibert.

No trânsito, e no Brasil, não é diferente. “O brasileiro é apaixonado por carro e hoje tudo está conectado, com informações relevantes ao alcance de poucos cliques, como a tecnologia que avisa sobre a aproximação do ônibus. Mas os fatores altos de risco também se propagam”, disse Mauro Gil, que é vice-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) e coordenador da Câmara Setorial de Mobilidade e Trânsito da Associação Comercial do Paraná.

Uma análise científica sobre essa dependência foi apresentada pela pesquisadora Cineiva Campoli Tono, membro-fundadora do Instituto Tecnologia e Dignidade Humana.

“Infelizmente convivemos com este lado sombrio do uso inadequado e inconsequente das tecnologias. Curitiba é referência nessa reflexão”, afirmou ela, reforçando que novas ações continuarão sendo desenvolvidas para chamar a atenção da sociedade para o problema.

A íntegra do debate pode ser conferida pelo Youtube da Prefeitura.

Análise do Programa Vida no Trânsito (PVT)

Distração e imprudência no trânsito estão entre os cinco principais fatores e condutas que contribuem para acidentes graves em Curitiba. Análise do Programa Vida no Trânsito (PVT) feita nos últimos anos pela equipe da Prefeitura (Saúde e Setran) com instituições parceiras, sobre os acidentes fatais que ocorrem na cidade aponta que, além do celular, que ainda é a distração mais comum e perigosa, o fone de ouvido tem aparecido com frequência como fator que contribui para acidentes.

Já foram constatados casos da presença do fone de ouvido em acidente envolvendo ciclista na canaleta exclusiva para o transporte coletivo (onde há proibição para bicicletas) e em atropelamentos.

Copom eleva juros básicos da economia para 3,5% ao ano

Em meio ao aumento da inflação de alimentos, combustíveis e energia, o Banco Central (BC) subiu os juros básicos da economia em 0,75 ponto percentual pela segunda vez consecutiva. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic de 2,75% para 3,5% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Com a decisão de hoje (5), a Selic continua em um ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano, em março de 2018.

Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Esse era o menor nível da série histórica iniciada em 1986.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em março, o indicador fechou no maior nível para o mês desde 2015 e acumula 6,1% no acumulado de 12 meses, pressionado pelo dólar e pela alta dos combustíveis e do gás de cozinha.

O valor está acima do teto da meta de inflação. Para 2021, o Conselho Monetário Nacional (CMN) tinha fixado meta de inflação de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 5,25% neste ano nem ficar abaixo de 2,25%.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que, em 2021, o IPCA fecharia o ano em 5% no cenário base. Esse cenário considera um eventual estouro do teto da meta de inflação no primeiro semestre, seguido de queda dos índices no segundo semestre.

A projeção está em linha com as previsões do mercado. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,04%. A projeção oficial só será atualizada no próximo Relatório de Inflação, no fim de junho

Crédito mais caro

A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia. No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava crescimento de 3,6% para a economia em 2021, decorrente da segunda onda da pandemia de covid-19.

O mercado projeta crescimento menor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 3,14% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) neste ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

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Estudantes de todo o Brasil podem acessar mais de mil aulas do cursinho pré-vestibular da UEL

O Curso Especial Pré-Vestibular da UEL (CEPV) disponibiliza aos vestibulandos, estudantes do Ensino Médio e demais interessados todo o conteúdo ministrado para a turma de 2020. São mais de mil aulas gratuitas disponíveis para estudo e preparação para o vestibular. Para assistir ao conteúdo do cursinho basta acessar na página da CEPV–UEL.

Segundo a coordenadora do CEPV, Rita de Cássia Rodrigues Oliveira, as aulas foram gravadas desde março de 2020 e, a partir de agora, estudantes do Brasil inteiro podem acessar o conteúdo do cursinho.

“Esse material ajuda bastante. No site, os estudantes vão ter acesso às aulas gratuitas, que vão ajudar não só no vestibular, mas nos conteúdos escolares”, explica.

No canal do CEPV–UEL, também estão disponíveis análises comentadas das dez obras que serão cobradas no Vestibular 2021 e 2022 da UEL. O conteúdo está disponível na playlist Encontro com a Literatura.

Abaixo está a lista de livros do vestibular UEL

  • A palavra algo – Luci Collin (Iluminuras, 2016)
  • Amor de perdição – Camilo Castelo Branco (Melhoramentos, 2013)
  • Casa de pensão – Aluísio Azevedo (Martin Claret, 2013)
  • Clara dos Anjos – Lima Barreto (Martin Claret, 2011)
  • Contos novos – Mário de Andrade (Nova Fronteira, 2015)
  • Eles não usam black-tie – Gianfrancesco Guarnieri (Civilização Brasileira, 2017)
  • Histórias que os jornais não contam – Moacyr Scliar (LPM Editores, 2017)
  • O vendedor de passados – José Eduardo Agualusa (Tusquets, 2018)
  • Poemas escolhidos de Gregório de Matos – Gregório de Matos (Companhia das Letras, 2011)
  • Quarto de despejo – Carolina Maria de Jesus (Ática, 2019)

PREPARAÇÃO  Em preparação ao Vestibular 2021, previsto para o próximo dia 30, o Cursinho da UEL vai disponibilizar questões objetivas dos vestibulares anteriores, comentadas pelos professores, e outros conteúdos úteis para preparação destacados da Revista Diálogos Pedagógicos.

Em parceria com a Coordenadoria de Comunicação (COM), o conteúdo será publicado entre os dias 5 e 25 de maio nos canais oficiais da universidade, especialmente por meio do WhatsApp Oficial da UEL. O conteúdo estará disponível no catálogo e também enviado pelo status que poderá ser visualizado por todos os que estiverem cadastrados na plataforma. A proposta é levar diretamente aos vestibulandos o estilo de prova aplicado pela Coordenadoria de Processos Seletivos (COPS).

Para acompanhar o conteúdo, faça o cadastramento no WhatsApp Oficial da UEL. Mais informações sobre aulas, materiais e orientações no site do CEPV.

Athletico sofre derrota no Peru

O Athletico entrou em campo pela CONMEBOL Sul-Americana nesta terça-feira (4) e foi derrotado por 1 a 0 pelo Melgar, no Peru. Com o primeiro revés do Furacão no torneio, a equipe peruana se isolou na liderança do Grupo D, com nove pontos. O Rubro-Negro é o segundo, com seis.
O próximo compromisso do Athletico na competição continental está marcado para a próxima terça-feira (11). O adversário será o Metropolitanos, na Venezuela.

Nesta terça-feira, o Furacão começou o jogo no Estádio Nacional de Lima dominando a posse de bola e criando as melhores jogadas de ataque. Nikão e Vitinho tiveram boas chances nos primeiros minutos.

Na única vez que o Melgar conseguiu chegar com perigo, Santos estava bem postado. E o Rubro-Negro ainda teve mais duas oportunidades, com Renato Kayzer e Christian.

O time da casa voltou com tudo na etapa final e conseguiu o gol da vitórias aos 4′. Em uma bola cruzada da esquerda, Ibérico desviou e Bordacahar marcou de cabeça.

A partir daí, o Athletico teve dificuldades para criar e o Melgar conseguiu se postar melhor em campo. Renato Kayzer e Erick ainda tiveram a chance do empate, mas a vitória ficou mesmo com a equipe peruana.

Sanepar divulga tabela do rodízio na RMC até 12 de maio

A Sanepar divulgou nesta quarta-feira (5) a tabela de rodízio no abastecimento de água de Curitiba e Região Metropolitana com programação até 12 de maio. A região foi abrangida pelo decreto do Governo do Estado determinando situação de emergência hídrica, devido à continuidade da estiagem e após o abril mais seco da história em várias cidades.

Em março de 2021, o mais seco em 24 anos em Curitiba, o nível dos reservatórios que abastecem a RMC estava em 60%, mais baixo que no mesmo período do ano passado e bem abaixo da média histórica dos últimos 20 anos, que indicava um volume útil de 97%.

Nesta terça-feira (4), o nível dos reservatórios estava em 53,5%. A situação é mais crítica na Barragem Iraí, com 41,77% da capacidade, seguida pelas barragens Passaúna (54,17%), Piraquara I (61,45%) e Piraquara II (78,15%).

Além da Região Metropolitana de Curitiba, também o Sudoeste do Paraná foi abrangido pelo decreto, que tem validade por 90 dias.

Assembleia aprova projeto do Governo de auxílio emergencial para empresas

A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou nesta quarta-feira (5) em primeira e segunda votações, e na redação final, o projeto de lei do Executivo que cria um auxílio emergencial para microempreendedores individuais (MEIs), pequenas e microempresas afetadas pela pandemia de Covid-19. O projeto segue para a sanção do governador Carlos Massa Ratinho Junior. A lei também precisa ser regulamentada para que os beneficiários possam acessar os valores.

Com recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza do Paraná (Fecoop), o Governo do Estado vai destinar quase R$ 60 milhões para socorrer cerca de 87 mil empresas dos segmentos mais atingidos pela pandemia. Pequenas e microempresas cadastradas no Simples Nacional em oito segmentos receberão R$ 1.000. Já os microempreendedores individuais (MEIs) de seis setores terão direito a R$ 500.

Uma emenda foi incluída no projeto original. O texto retira a exigência de certidões que deveriam ser apresentadas pelos empresários, o que deve simplificar a análise dos pedidos de crédito e renegociações junto aos bancos.

Agora, o Poder Executivo regulamentará as formas para cadastro, solicitação e pagamento do auxílio emergencial. As pessoas jurídicas terão o prazo de 60 dias para adesão ao programa, a partir da publicação do Decreto de Regulamentação da lei.

PARCELAS – Serão quatro parcelas de R$ 250 para microempresas paranaenses de transporte rodoviário de passageiros; organização de eventos, exceto culturais e esportivos; restaurantes e outros serviços de alimentação e bebidas; atividades esportivas; atividades artísticas, criativas e de espetáculos; aluguel de objetos pessoais e domésticos; atividades de recreação e lazer; e comércio varejista de produtos novos não especificados anteriormente e de produtos usados.

Para receber o auxílio, é preciso ter inscrição estadual ativa e comprovar faturamento ou declaração no PGDAS-D no valor de até R$ 360 mil durante o ano de 2020. Elas devem ter registro em pelo menos uma das atividades principais ou secundárias.

Já os MEIs dos segmentos de restaurantes e outros serviços de alimentação e bebidas; atividades esportivas; organização de eventos, exceto culturais e esportivos; atividades artísticas, criativas e de espetáculos; aluguel de objetos pessoais e domésticos; atividades de recreação e lazer; agências de viagens e operadores turísticos; e atividades fotográficas e similares receberão duas parcelas de R$ 250.

CRÉDITO – O projeto de lei também prorroga por 120 dias a validade das Certidões Negativas de Débitos Tributários e de Dívida Ativa Estadual e das Certidões Positivas com Efeitos de Negativa de Regularidade de Débitos Tributários e de Dívida Ativa Estadual, bem como a consulta ao Cadastro Informativo Estadual (Cadin), para fins de operações de crédito realizadas com instituições financeiras públicas no âmbito do Estado do Paraná.

Famílias com dívidas em atraso crescem para 67,3% em abril

A parcela de famílias com dívidas em atraso ou não cresceu no país em abril deste ano para 67,5%. Em março, o percentual era de 67,3%. Os dados foram divulgados hoje (4) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O resultado de abril deste ano é o mais alto desde agosto de 2020, quando também registrou-se um percentual de 67,5%.

Já o percentual de inadimplentes, isto é, aqueles que têm dívidas ou contas em atraso, caiu de abril do ano passado de 25,3% e março deste ano, de 24,4%, para 24,2% em abril deste ano. Essa é a menor taxa desde fevereiro do ano passado, portanto, período pré-pandemia, de 24,1%.

A parcela de famílias que não terão condições de pagar suas dívidas ficou em 10,4% em abril deste ano, abaixo dos 10,5% de março deste ano mas acima dos 9,9% de abril do ano passado.

O tempo médio de comprometimento com dívidas entre as famílias foi de 6,8 meses em abril. O tempo médio de atraso na quitação das dívidas pelos inadimplentes está em queda desde dezembro e atingiu 61,4 dias em abril, o menor prazo desde julho de 2020.

O percentual das famílias que utilizam o cartão de crédito como principal modalidade de dívida voltou a crescer e chegou a um novo recorde de 80,9% do total de famílias, segundo a CNC.

CPI da Pandemia ouvirá Pazuello em 19 de maio

O depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia foi remarcado para o dia 19 de maio, que cairá em uma quarta-feira. O presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), sugeriu a data e a submeteu à votação simbólica dos membros.

Pazuello seria ouvido amanhã (5) na CPI, mas um ofício da Secretaria-Geral do Exército informou que o ex-ministro teve contato com dois servidores do Poder Executivo que foram diagnosticados com covid-19. Com isso, a participação de Pazuello na CPI foi remarcada para daqui 15 dias, após a sua quarentena.

O ex-ministro chegou a sugerir a alternativa de manter o seu depoimento na data original, mas feita de maneira remota. Aziz, no entanto, fez questão da presença do ex-ministro no plenário da comissão.

Eduardo Pazuello, que comandou o Ministério da Saúde por dez meses durante a pandemia, deve ser questionado, entre outros assuntos, sobre o problema da falta de oxigênio em Manaus, o número de mortos e infectados pela doença e a demora na compra de vacinas.

Mandetta diz que ciência balizou suas decisões à frente do ministério

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado, nesta terça-feira (4), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta ressaltou que a ciência foi um dos principais critérios usados por ele para a tomada de decisões em relação ao novo coronavírus. Antes de responder às primeiras perguntas do dia, feitas pelo relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o ex-ministro da Saúde fez um balanço de sua gestão, ressaltando todas as medidas que sua pasta tomou no início da pandemia de covid-19.

Segundo Mandetta, sob seu comando, a pasta foi conduzida com base em três pilares: a defesa intransigente da vida, de que nenhuma vida seria desvalorizada; a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) como meio para agir durante a pandemia; e a ciência como elemento de decisão.

Relator

Já durante a fase de perguntas, Mandetta rechaçou declarações do relator de que no início da pandemia o Ministério da Saúde tivesse orientado pacientes a buscar serviços de saúde apenas quando tivessem sintomas severos como falta de ar. “Isso não foi verdade. Estávamos no mês de fevereiro, janeiro. Não havia um caso registrado no país. As pessoas estavam com sensação de insegurança, pânico, porque viam o que estava acontecendo na China, Itália com lockdown. As pessoas procuravam hospitais para fazer testes e 99,999% eram de outros casos e 0,0001% era de vírus”, disse.

Mandetta lembrou que o Brasil começou a registrar transmissão comunitária do vírus depois de 24 de março. “No momento de viroses, a orientação é observar, não se aglomerar no hospital. É uma guerra de narrativas”, acrescentou.

Insumos

Perguntado sobre o planejamento para compra de insumos como kits intubação, Mandetta disse que à época de sua gestão foi feita a lista de tudo que era necessário para tratamento da doença, mas que enfrentou dificuldades por causa da alta demanda no mercado internacional. “Sabíamos sobre kit intubação. Esses materiais tiveram aumento expressivo na Europa e Estados Unidos. Houve monitoramento. Procuramos antecipar os problemas. Tínhamos dificuldade de ter os kits. A Fiocruz dependia de reagentes internacionais. O mercado estava convulsionado, mas as medidas foram tomadas. Iniciamos o processo de compra de 24 milhões de kits, mas não pudemos fazer. Fui exonerado e não pudemos fazer todo o plano: testagem, reparar, monitorar, evitar a transmissão”, justificou.

Testagem

Calheiros quis saber a razão de o Brasil não ter tido testagem em massa no início da pandemia. Mandetta disse que em março de 2020 foi iniciado o processo de compra de 24 milhões de testes. “Depois fui exonerado e então soube que a estratégia da testagem em massa não foi utilizada. Era a nossa estratégia para diminuir o índice de transmissão”, disse.

Para as testagens nos estados e municípios, o ex-ministro disse que a ideia era testar, bloquear contágios e tratar os pacientes na atenção primária, ampliando a rede de atendimento hospitalar. “Vimos pararem muitas coisas e não colocarem nada no lugar. A testagem é uma delas”, afirmou.

Respiradores

Também em resposta ao relator da CPI, o ex-ministro da Saúde defendeu que as ações da pasta foram suficientes para apoiar os entes federativos na primeira onda da covid-19. “Passamos a primeira onda sem desassistência aos estados. Gradativamente, os estados e municípios fizeram ações complementares”, disse.

Mandetta disse ainda que foram comprados 15 mil respiradores para todo o território nacional. “Quando todos queriam comprar de forma desorganizada, tinha briga entre estados, empresas vendendo mais que a capacidade de entrega. Nós fizemos monitoramento e são esses respiradores que seguram até hoje a epidemia. Os 15 mil foram entregues”, disse.

Retorno das aulas presenciais na rede estadual começa com cerca de 10% das escolas

O retorno às aulas presenciais na Rede Pública Estadual, a partir de 10 de maio, se dará inicialmente em cerca 200 escolas de diferentes regiões do Paraná. O quantitativo corresponde a aproximadamente 10% das unidades pertencentes à Secretaria de Estado da Educação e do Esporte. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta terça-feira (4), em entrevista à imprensa.

As atividades dentro das escolas estavam suspensas desde março do ano passado. A retomada vai ocorrer paralelamente à vacinação dos profissionais da Educação, programada para começar nos próximos dias.

O Governo do Estado distribui nesta quarta-feira (5) 32.760 doses da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz voltadas exclusivamente para esse público. Segundo estimativa da Secretaria de Estado da Saúde, outros 8 mil trabalhadores já foram imunizados por integrarem o grupo prioritário do Plano Estadual de Vacinação, de pessoas com mais de 60 anos.

“A volta dos conteúdos presenciais é fruto do desejo do Estado, de muitos professores, diretores e também de pais de alunos. Estamos em sintonia com os municípios. Inclusive muitos deles já retomaram as aulas dentro da rede municipal. Além disso, pesquisas mostram que o ambiente escolar não é de alto risco para a propagação da Covid-19”, afirmou Ratinho Junior.

“Recebemos relatos de muitas crianças que estão sofrendo pressão psicológica, que querem voltar para as salas de aulas. Esse contato diário com colegas e professores é essencial, tem um impacto muito grande no aprendizado. Ainda mais depois de quase um ano e meio sem atividades presenciais”, acrescentou.

O secretário de Estado da Educação, Renato Feder, explicou que há três critérios para a definição de quais colégios terão prioridade para a volta das atividades presenciais. O primeiro, disse ele, é o acompanhamento das cidades onde houve retorno das redes municipais de ensino e do transporte escolar. “Isso facilita a logística, pois temos de pensar em todos os detalhes, como as merendas por exemplo”, ressaltou.

Além disso, serão priorizadas as instituições de ensino onde há alunos em situação de vulnerabilidade e sem acesso a equipamentos digitais para realizar as atividades remotas – o Governo do Estado disponibiliza gratuitamente a rede de transmissão de dados. Outro critério é a análise de escolas com maior número de professores fora do grupo de risco. As secretarias da Educação e do Esporte e da Saúde fizeram o mapeamento dos locais.

“Os pais ou responsáveis é que vão autorizar o retorno dos alunos às aulas presenciais, com rodízio semanal entre os estudantes. Também vamos respeitar todos os protocolos de saúde elaborados pela Secretaria da Saúde”, comentou Feder.

MODELO HÍBRIDO – Nas escolas que reabrirão para atividades presenciais será adotado o modelo híbrido de ensino, ou seja, parte dos alunos assistirá aulas presencialmente, em sala de aula, enquanto a outra parte acompanhará remotamente – os conteúdos serão transmitidos ao vivo. Para isso, as salas de aula estão equipadas com computadores e internet, possibilitando que os professores interajam com todos os estudantes. “Por isso, nesse momento, aqueles estudantes que não têm acesso aos mecanismos digitais serão priorizados para o retorno presencial”, explicou o secretário.

PROTOCOLOS – As instituições de ensino seguirão um rígido protocolo de segurança. Será garantido o distanciamento de 1,5 metro entre os estudantes e disponibilizado álcool em gel. O uso de máscara de proteção é obrigatório, bem como a aferição de temperatura. As regras valem também para o transporte escolar.

“Isso é importante porque não há mais um limite porcentual de pessoas, mas sim uma adaptação ao tamanho do ambiente. Em espaços maiores serão permitidos mais alunos, em escolas menores, menos alunos. Seguindo sempre a regra de 1,5 metro de distanciamento”, ressaltou o secretário Beto Preto.

O retorno presencial não será obrigatório. Pais, mães ou responsáveis legais que desejem o retorno dos estudantes devem assinar um termo de autorização a ser entregue na instituição de ensino.

Já os alunos que optarem por não ir às aulas presenciais continuarão no ensino remoto (que inclui as plataformas digitais do Aula Paraná, videoaulas no YouTube e TV aberta, além do kit pedagógico impresso), sistema em vigor no Paraná desde o início deste ano letivo, em 18 de fevereiro. “Conforme a estratégia comece a dar certo, a ter resultados, aumentaremos gradativamente a abertura de outras escolas”, afirmou Renato Feder.