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quinta-feira, 30 abril 2026
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Universidades estaduais definem calendários acadêmicos para 2021

Os Conselhos de Ensino, Pesquisa e Extensão das universidades estaduais do Paraná estão definindo os calendários das atividades dos cursos de graduação referentes ao ano letivo de 2021. Em decorrência da gravidade da pandemia de Covid-19, as instituições suspenderam as aulas presenciais e precisaram readequar os seus calendários letivos.

Na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) o ano letivo terá início no dia 31 de maio para os veteranos. Já para os calouros, a previsão de ingresso é em 14 de junho. O calendário acadêmico prevê, ainda, o recesso das atividades entre 3 e 30 de maio, com exceção do curso de Medicina, que iniciará o ano letivo em 17 de maio.

Devido ao momento de excepcionalidade da pandemia a oferta das disciplinas será flexibilizada. O estudante poderá cursar as disciplinas independente da série na qual está lotado, conforme previsto no Projeto Pedagógico do Curso.

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) também aprovou o calendário acadêmico de 2021. O início do ano letivo ficou definido para agosto deste ano, com término em maio de 2022. Desta forma, as aulas do primeiro semestre iniciam no dia 9 de agosto com término em 15 dezembro e as do segundo semestre começam em 10 de janeiro de 2022, com final em 14 de maio de 2022.

UEL e UNICENTRO  A Universidade Estadual de Londrina (UEL) definiu, no final de abril, o calendário acadêmico para os 53 cursos de graduação referentes ao ano letivo de 2021. As aulas terão início em 2 de agosto e prosseguem até 23 de junho de 2022. As atividades em curso atualmente representam o ano letivo de 2020 e terminam no próximo dia 25 de junho.

Os estudantes dos cursos de Enfermagem, Fisioterapia e Odontologia iniciam o ano letivo no dia 16 de agosto. Isto porque esses cursos terão atividades práticas, terminando as aulas mais tardiamente.

Segundo a pró-reitora de Graduação da UEL, Marta Fávaro, a proposta foi elaborada e aprovada considerando excepcionalidades e um calendário acadêmico estendido, levando em conta as condições sanitárias que o País e o Paraná deverão enfrentar no decorrer deste ano.

“Concluímos que seria melhor termos um ano letivo um pouco estendido, pois isso daria uma flexibilização maior para que os Colegiados de Cursos pudessem organizar as ofertas das atividades, de modo a atender de forma mais efetiva os acadêmicos”, ressalta a pró-reitora.

O calendário acadêmico de 2020 foi estendido na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). As aulas de 2020 irão até o próximo dia 12 de maio. O ano letivo de 2021 tem seu início previsto para os meses de junho ou julho. O Conselho Universitário da Unicentro vai se reunir nas próximas semanas para analisar e aprovar o novo calendário.

UNIOESTE, UENP E UNESPAR  Uma decisão parecida foi adotada pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). O Conselho Universitário da instituição aprovou no final do ano passado a readequação do calendário acadêmico dos cursos de graduação, referente ao ano letivo de 2020. O calendário aprovado foi para ensino 100% remoto e abrangeu todas as disciplinas, séries e alunos, para a conclusão do ano letivo de 2020.

As matrículas para disciplinas com oferta de forma remota foram realizadas nos dias 9 e 10 de dezembro de 2020 e as atividades letivas iniciaram no dia 18 de janeiro deste ano.

Na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), o calendário está seguindo etapas distintas para cada área dos cursos. Alunos de Ciências Sociais Aplicadas iniciaram o ano letivo de 2021 no dia 5 de abril e os estudantes dos cursos de Licenciaturas e demais Bacharelados irão iniciar as aulas no próximo dia 15 de maio. Novos alunos aprovados no vestibular, bem como acadêmicos de cursos da área da saúde ainda não possuem uma previsão para iniciar as aulas.

Sistema parecido ao da UENP também está sendo adotado pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar). O calendário acadêmico para o ano 2021 está sendo executado conforme a necessidade e perfil de cada curso. A maioria dos estudantes matriculada nos cursos de graduação nos 2º, 3º e 4º anos iniciou as aulas no dia 26 de abril. Entretanto, para os primeiros anos, o início do ano letivo acontecerá após o resultado da prova de redação do vestibular da universidade. A previsão é que, para este público, as atividades iniciem em junho.

VESTIBULAR  As datas dos processos seletivos para ingresso em 2021 nas universidades também sofreram alterações.

A UEPG foi a primeira universidade, desde o início da pandemia, a aplicar as provas de maneira presencial. O processo seletivo ocorreu domingo e segunda-feira (2 e 3 de maio). Na UEL o vestibular será realizado no dia 30 de maio, em fase única. Outras informações das etapas de seleção estão disponíveis na página da universidade.

Na UEM as provas serão aplicadas nos dias 23 e 24 de maio, com a divulgação do resultado do processo seletivo previsto para o dia 15 de junho. As inscrições podem ser feitas até 07 de maio pelo site. A UENP está com inscrições abertas até 6 de junho para o vestibular 2021. As provas serão no dia 20 de junho.

Também é possível fazer a inscrição para o vestibular da Unioeste. Os estudantes devem se candidatar pela internet até 4 de junho, e as provas estão agendadas para 4 de julho. O ensalamento para os alunos que irão realizar o vestibular da Unicentro já está disponível. As provas acontecem no próximo fim de semana, dias 9 e 10 de maio.

A Universidade Estadual do Paraná (Unespar) dividiu o vestibular em duas modalidades. Processo Seletivo de Ingresso I (PS1): utilização do Enem 2018 ou 2019 ou aproveitamento da média final do Vestibular Unespar 2018 ou 2019. Processo Seletivo de Ingresso II (PS2): aproveitamento das notas do último ano do ensino médio e aplicação da prova de redação. A prova de redação na modalidade PS2 será aplicada entre os dias 9 a 12 de maio. O ensalamento já está definido.

Perguntas e respostas sobre a vacinação de gestantes e pessoas com comorbidades

Seguindo o Plano Estadual de Vacinação Contra a Covid-19, gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades e deficiência permanente grave são parte do grupo prioritário de imunização. Estes públicos estão elencados logo após os idosos com mais de 60 anos, idosos institucionalizados, trabalhadores de saúde e indígenas e quilombolas.

O Paraná possui 1.328.677 pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas, todos de 18 a 59 anos, segundo o levantamento nacional. O Estado também conta com 400.682 pessoas com deficiência permanente grave. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, foi incluído nesta etapa as pessoas renais crônicas em terapia de substituição renal (diálise) e pessoas portadoras da síndrome de down.

A vacinação para esses grupos começará nesta semana, com a 16ª Pauta de Distribuição de vacinas do governo federal. Os primeiros imunizados receberão doses da Covishield, fabricada pela parceria entre Fiocruz/Oxford/AstraZeneca. A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Maria Goretti David Lopes, esclarece algumas questões sobre esta nova etapa de vacinação.

Quando começa efetivamente a vacinação contra a Covid-19 nestes grupos?

O Estado já recebeu a primeira remessa para estes grupos e está em processo de divisão para todas as Regionais de Saúde, que farão a distribuição para seus municípios de abrangência. Encerrada esta etapa de logística e transporte, a vacinação será imediata.

Quais são os critérios para vacinação contra a Covid-19 nestes grupos?

O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), definiu o processo de vacinação de pessoas com comorbidades em duas fases. Dependendo da chegada de doses de vacinas, os Estados vão avançando etapas.

Na fase I serão vacinados, proporcionalmente, de acordo com o quantitativo de doses disponível, pessoas com síndrome de down de 18 a 59 anos; pessoas com doença renal crônica em diálise, de 18 a 59 anos; gestantes e puérperas com comorbidades, com idade igual ou maior que de 18 anos; e pessoas com deficiência permanente grave, com BPC (Benefício de Prestação Continuada), de 18 a 59 anos.

Na fase II, proporcionalmente, de acordo com o quantitativo de doses disponível, as faixas de idade de 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos, 30 a 39 anos e 18 a 29 anos de pessoas com deficiência permanente grave; gestantes e puérperas independentemente de condições pré-existentes; e pessoas com comorbidades.

Quais doenças são consideradas “comorbidades” para a vacinação?

Diabetes, hipertensão, cardiopatias, pneumopatias, obesidade, anemia falciforme, portadores de HIV/Aids, asma, entre outras doenças crônicas.

A vacinação contra a Covid-19 será realizada por faixa etária nestes grupos?

Sim. A vacinação contra a Covid-19 está sendo realizada em pessoas acima de 18 anos porque as vacinas disponíveis até então (Coronavac, AstraZeneca e Pfizer) foram testadas no público adulto. Ainda não é recomendada a vacinação em menores de idade.

Quais documentos o público destes grupos deve apresentar para ter direito?

Os crônicos renais deverão ser vacinados diretamente nas clínicas em que essas pessoas realizam o tratamento de diálise. Portadores de síndrome de down também têm um cadastro no Paraná e as gestantes e puérperas, na sua maioria, são atendidas nas Unidades Básicas de Saúde e tem seu cadastro no pré-natal. Aqueles que por algum motivo não tiverem sido pré-cadastrados em programas relacionados à sua doença ou condição deverão apresentar documentação comprobatória, como, por exemplo, exames, receitas, recomendação e relatório médico etc. Paralelamente poderão ser utilizados os cadastros já existentes nas Unidades de Saúde em todo o Estado, para facilitar este processo na hora da pessoa receber a vacina.

A pessoa precisa obrigatoriamente levar comprovação de recomendação para vacinação contra a Covid-19?

Aqueles que não têm exame comprobatório em sistema público devem apresentar documentação médica.

Quem está no grupo de comorbidades e já teve Covid-19 tem de se vacinar?

Sim. Vale a regra geral. Quem já teve a doença dever ser vacinado 30 dias após o início dos sintomas.

Gestante corre risco tomando a vacina contra a Covid-19?

Todas podem tomar a vacina. A Secretaria de Saúde recomente uma discussão sobre a questão com o médico para verificar se não há contraindicação de acordo com a condição específica. De modo geral o Programa Nacional de Imunizações (PNI) já enviou por escrito, por meio de Informe Técnico, garantia de que não há evidência de problema relacionado a imunização durante a gestação.

Existe um período indicado de gestação para vacinação contra a Covid-19?

Não há indicação de período gestacional. As grávidas estão autorizadas a receber a vacina independente do tempo de gravidez. Prioritariamente serão vacinadas grávidas com comorbidades e depois as demais.

Mulheres vacinadas contra a Covid-19 que amamentam imunizam automaticamente os bebês?

Não há evidência científica para afirmar isso.

Há contraindicações de vacinação contra a Covid-19 em gestações de risco?

É necessário avaliar qual é o risco da gestação. A Secretaria de Saúde ressalta que vale a pena a gestante discutir com o médico responsável pelo acompanhamento da sua gestação para saber se deve ou não tomar a vacina.

Puérperas podem continuar amamentando após a vacinação contra a Covid-19?

Sim. Não há contraindicação em relação à amamentação.

Esses grupos podem tomar qualquer vacina?

Não há contraindicação relacionada a qualquer imunizante disponibilizado no Brasil.

Vitória em Casa

Na tarde desta segunda-feira (03), o Paraná Clube venceu o Rio Branco-PR, por 2 a 0, na Vila Capanema. Gustavinho e Micael foram os autores dos gols paranista.

Com a vitória o Tricolor subiu para a sexta colocação do Campeonato Paranaense 2021, com 11 pontos conquistados.

O Tricolor dominou a partida durante todo os 90 minutos. Logo no início da partida, o estreante Gustavo França ganhou da marcação e finalizou, o goleiro adversário fez boa defesa. Aos 31 minutos o Tricolor abriu o placar. Após lindo cruzamento do lateral Bryan, o centroavante Gustavinho subiu e cabeceou – 1×0.

No primeiro tempo o Tricolor teve mais duas oportunidades. Na primeira, Juninho recebeu lindo passe de Maxi Rodriguez e finalizou, a bola passou muito perto do gol e a segunda foi também com o uruguaio, o jogador sofreu uma falta na entrada da área e no arremate o goleiro do Rio Branco fez linda defesa.

Na segunda etapa o Tricolor voltou com a mesma intensidade e logo aos oito minutos fez o segundo. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para o zagueiro Micael, ele finalizou e estufou as redes – 2×0.

Coxa sofre revés no Couto

O Coritiba foi a campo com a mesma formação da partida contra o Paraná Clube, na vitória por 5 a 0, no sábado (24), com Wilson, Igor, Wellington Carvalho, Luciano Castán, Romário, Willian Farias, Val, Waguininho, Rafinha, Igor Paixão e Léo Gamalho.

Com a bola rolando, o Coritiba viu o FC Cascavel iniciar tomando atitude em campo, dando certo trabalho ao time alviverde. Até que os adversários abriram o placar aos 20 minutos, com Léo Itaperuna. Na sequência, o Verdão tentou reagir, com Waguininho e também Léo Gamalho, mas sem sucesso. Aos 38’, quase foi gol em uma chegada do Coxa, com Rafinha, Léo Gamalho, Igor e Waguininho, mas a bola insistia em não entrar.

O Coritiba voltou com a mesma formação, mas buscando o empate desde o retorno ao jogo. Em cima desde o apito do árbitro, o Coxa empatou aos oito minutos da etapa complementar. Rafinha bateu para o gol e a bola foi na mão da defesa adversária, assim o árbitro assinalou o pênalti. O artilheiro do Coxa foi para a cobrança, e Léo Gamalho deixou o placar igual no Couto.

Na sequência, o Coritiba teve duas alterações, com as entradas de Cerutti e Dalberto (estreante da noite no Coxa), nos lugares de Waguininho e Igor Paixão. E na sequência, o FC Cascavel aproveitou uma bobeira na defesa alviverde e voltou à frente no placar com Giaretta. E depois, em um gol contra de Luciano Castán.

O Coxa reagiu com um golaço de Willian Farias que bateu de fora da área e mandou uma bomba para o gol. No Coritiba, o técnico Gustavo Morínigo ainda colocou em campo Cerutti, Dalberto, Nathan Ribeiro, Taílson e Jhony Douglas, que também fez o seu primeiro jogo no Verdão, nos lugares de Waguininho, Igor Paixão, Wellington Carvalho, Rafinha e Val.

Athletico perde para o Azuriz no Estadual

O Athletico viajou para Pato Branco para enfrentar o Azuriz, pela oitava rodada do Campeonato Paranaense. O Furacão teve mais posse de bola, mas não conseguiu concretizar em gols. O adversário venceu por 1 a 0, no Estádio dos Pioneiros.

O próximo jogo athleticano pelo Estadual será contra o Coritiba, na quinta-feira (06), às 17h40, no Estádio Joaquim Américo.

O primeiro tempo em Pato Branco foi bastante truncado. O Azuriz esteve forte na marcação e na transição ofensiva. O Athletico teve dificuldades para chegar ao gol adversário, principalmente pelo meio.

O primeiro lance do jogo aconteceu aos sete minutos, quando o goleiro athleticano Anderson fez uma bela defesa com os pés de um chute de Edson. Aos 12’, o Azuriz teve mais uma chance. Matheus subiu no contra-ataque e cruzou, mas Vieira cabeceou a bola para fora.

E, aos 13 minutos, o time de Pato Branco abriu o placar em um lance polêmico. Anderson defendeu a bola, depois do adversário concluir pela direita. O árbitro marcou o gol do adversário, mas os athleticanos reclamaram que a bola não entrou.

O Athletico chegou com perigo em jogada de bola parada, aos 28 minutos. Luan Patrick cobrou falta pela esquerda e bola foi em linha reta. O goleiro adversário defendeu no meio do gol. Dez minutos depois, Luan Patrick tentou um chute do meio campo, mas a bola foi forte por cima do travessão.

Para o segundo tempo, o técnico Bruno Lazaroni promoveu alterações no esquema tático. João Vialle entrou no lugar de Reinaldo e Ramon substituiu Geovane. Com as mudanças, o Athletico começou a criar mais jogadas e ir para cima do adversário. Aos seis minutos, Kawan cobrou uma falta, mas a bola parou na barreira. Aos 11’, Jaderson cobrou falta da direita e o goleiro espalmou para fora.

O treinador ainda promoveu mais três alterações durante o segundo tempo, mas, com a forte marcação adversária, o resultado terminou em 1 a 0 para o Azuriz.

Curitiba poderá multar concessionárias por ônibus lotados durante pandemia

Os vereadores Sargento Tânia Guerreiro (PSL) e Éder Borges (PSD) sugerem punir as empresas de transporte público que não contribuírem ativamente contra a lotação dos ônibus na capital do Paraná durante a pandemia do coronavírus. No dia 15 de março, eles apresentaram projeto de lei na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) reduzindo para 50% a lotação máxima dos ônibus e criando multa de R$ 5 mil por veículo flagrado excedendo esse limite, a ser cobrada pela Urbs das concessionárias (005.00089.2021).

Ambas as medidas permaneceriam em vigor enquanto valer em Curitiba o estado de emergência causado pela pandemia do coronavírus. Em caso de reincidência, as empresas de ônibus pagariam a multa acrescida de 50% do valor e os recursos obtidos desta forma seriam revertidos, diz o projeto de lei, ao combate da covid-19 na cidade. A fiscalização seria definida pelo Executivo, em regulamentação,

Segundo os parlamentares, é preciso “medidas enérgicas” para frear a aglomeração nos veículos e a medida está alinhada aos levantamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) sobre o excesso de passageiros nos ônibus curitibanos durante as restrições de circulação da covid-19. Para os parlamentares que assinam o projeto, é preciso manter “distanciamento idêntico” ao determinado por decretos do Executivo a espaços públicos e privados. Caso contrário, “a pandemia tende a se perpetuar”.

“São muitos os testemunhos de aglomerações em terminais e nos ônibus, além da falta de ações mais eficazes, como medida temperatura [dos usuários]. De nada adianta restringir o público nos espaços públicos e privados, sendo que esse público se aglomerou antes nos terminais, estação-tubo e nos próprios ônibus”, justificam Sargento Tânia Guerreiro e Éder Borges.

Na matéria, os vereadores determinam melhorias na oferta do serviço, como a aferição de temperatura na entrada de tubos e terminais, a disposição de álcool em gel em todos os coletivos, e incremento da frota durante o horário de pico – além do limite de 50% de ocupação dentro dos ônibus. Parte dessas exigências já constam na lei municipal 15.627/2020, que determina “reforço de ações de higienização e do dimensionamento da operação” dos ônibus de Curitiba, variando de 50 a 70% a capacidade de passageiros por veículo, conforme o bandeiramento vigente na cidade.

Tramitação
Protocolada em março, a proposta já recebeu instrução da Procuradoria Jurídica (Projuris) e aguarda análise pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se acatada, a matéria passará pela avaliação de outras comissões permanentes do Legislativo, indicadas pela CCJ de acordo com o tema da proposta. Durante essa etapa, podem ser solicitados estudos adicionais, juntada de documentos, revisões no texto ou o posicionamento de outros órgãos públicos.

Após o parecer das comissões, a proposição estará apta para votação em plenário, sendo que não há um prazo regimental para a tramitação completa. Caso seja aprovada, segue para a sanção do prefeito para virar lei. Se for vetada, cabe à Câmara dar a palavra final – se mantém o veto ou promulga a lei.

Guardas prestam apoio em nascimento de bebê

O nascimento de um bebê na Vila 29 de Outubro, no bairro da Caximba, teve o apoio de guardas municipais, na noite de sexta-feira (30/4). A mãe entrou em trabalho de parto antes da chegada do serviço de saúde e, quando a viatura do Programa de Policiamento Ostensivo (PPO) fazia ronda preventiva por uma das ruas da vila foi abordada por um menino de bicicleta que relatou a necessidade de apoio.

A criança, uma menina, tinha acabado de nascer. “Usando  conhecimentos básicos de prestação de socorro e salvamento, coloquei a mãe em nível mais alto que a bebê e fiz amarração do cordão umbilical”, conta o guarda municipal Reinaldo Santos, que atendeu a ocorrência junto com os colegas Antônio Oliveira e Marcos Alex Beleti.

“Foi muito gratificante, é uma ocorrência diferente das que atendemos no dia a dia.  Saímos satisfeitos por poder ajudar. Não medimos esforços para garantir a dignidade e preservar a vida das pessoas”, disse o guarda Reinaldo Santos.

A equipe aguardou pela ambulância do Samu, que chegou logo depois e encaminhou mãe e filha para o Hospital do Trabalhador.

Começam inscrições para bolsas remanescentes do Prouni

Começam hoje (3) as inscrições para o processo seletivo de bolsas remanescentes do Programa Universidade para Todos (Prouni), para o primeiro semestre deste ano. As inscrições devem ser realizadas, exclusivamente, na página do Prouni até as 23h59 de amanhã (4), e o resultado será divulgado na sexta-feira (7).

As bolsas remanescentes são aquelas não preenchidas no processo seletivo, nas duas chamadas regulares e também na lista de espera do programa. A disponibilidade dessas bolsas ocorre por desistência dos candidatos pré-selecionados ou falta de documentação, por exemplo. O Ministério da Educação (MEC) ainda não divulgou a quantidade de vagas remanescentes. Neste semestre, o Prouni ofereceu, no total, mais de 162 mil bolsas.

O Prouni é o programa do governo federal que oferece bolsas de estudo, integrais e parciais (50%), em instituições particulares de educação superior. Para ter acesso à bolsa integral, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa. Para a bolsa parcial, a renda familiar bruta mensal deve ser de até 3 salários mínimos por pessoa.

É necessário também que o estudante tenha cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou da rede privada, desde que na condição de bolsista integral. Professores da rede pública de ensino também podem disputar uma bolsa, e, nesse caso, não se aplica o limite de renda exigido dos demais candidatos.

Nova regra

No último dia 15, o MEC publicou a Portaria nº 212/2021, que trata da ocupação de bolsas remanescentes do Prouni e estabelece a nova regra para a classificação dos candidatos.

A partir de agora, a classificação dos inscritos em cada um dos processos de ocupação de vagas remanescentes do Prouni vai considerar a média aritmética simples das notas obtidas nas cinco provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que são a de linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; e a prova de redação.

O candidato será classificado na ordem decrescente da pontuação obtida no Enem, na opção de curso, turno, local de oferta e instituição de ensino para o qual se inscreveu, observado o limite de bolsas do Prouni disponíveis em cada período de inscrição.

A seleção que começa hoje será a primeira edição do processo de ocupação de bolsas remanescentes em que a classificação dos candidatos se dará por ordem de melhor desempenho obtido no Enem, considerando qualquer das edições do exame ocorridas nos últimos dez anos. Para o candidato que fez mais de um Enem será considerada, para efeito da classificação, a edição em que ele tenha obtido a maior média no conjunto de provas. Até então, valia a prova mais recente do exame.

Para isso, o candidato deve ter obtido 450 pontos no conjunto de provas do Enem e não ter tirado zero na redação.

“Com isso, a classificação se dará segundo um critério meritocrático, e não mais por ordem do horário de conclusão da inscrição, como ocorria antes, quando o critério era, meramente, temporal e, portanto, passível de prejudicar os candidatos que tivessem alguma dificuldade de acesso à internet”, informou o MEC.

Os estudantes que fizeram o Enem de 2020 poderão se inscrever para disputar uma das bolsas remanescentes ofertadas. Devido ao adiamento da aplicação das provas do Enem do ano passado, em razão da pandemia de covid-19, nas chamadas regulares do programa os estudantes foram selecionados de acordo com as notas do Enem de 2019.

Matrícula

Quem for classificado para uma vaga remanescente deve entregar, na instituição de ensino para a qual for classificado, a documentação que comprove as informações declaradas no ato da inscrição. O prazo é de 10 a 13 de maio.

A documentação pode ser encaminhada por meio eletrônico, caso seja disponibilizado pela instituição. Caso contrário, o candidato classificado deve comparecer de forma presencial à instituição para apresentar a documentação exigida.

Reclamações contra instituições financeiras disparam na pandemia

Levantamento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em dois canais que atendem consumidores – consumidor.gov.br e Banco Central – revelou uma explosão de reclamações sobre os serviços financeiros. O registro das queixas contra os bancos, financeiras ou administradoras de cartão teve aumento de 69% e 72%, respectivamente, em cada uma das plataformas.

“Os abusos praticados durante a pandemia demonstram o desrespeito ao consumidor, principalmente no contexto da crise sanitária e econômica sem precedentes que nos assola. A população sofre com a crise, com a diminuição de renda e com o isolamento social. Nesse momento, torna-se mais necessária a atuação de instituições financeiras responsáveis”, avaliou a economista e coordenadora do programa de Serviços Financeiros do Idec, Ione Amorim.

No total, o consumidor.gov.br teve 320.887 reclamações em 2020 ante 189.849 em 2019. As cinco reclamações mais frequentes dessas instituições (124.457) respondem por 38% do total em 2020. Mais de um terço do total dos registros em 2020 correspondem a operações com crédito consignado (88.246 registros), incluindo cobrança por serviço não contratado nem solicitado, não entrega de contrato, cobrança de tarifas não previstas, cobrança abusiva para alterar ou cancelar o contrato, entre outras, enquanto em 2019 esse número era de 39.012.

Considerando apenas as queixas de cobrança por serviço ou produto não contratado – incluindo não reconhecido e não solicitado – de crédito consignado, houve aumento de 441% nos registros da plataforma do consumidor.gov.br em 2020 na comparação com o ano anterior, passando de 3.802 para 20.564 queixas. No ranking do Banco Central, houve aumento de 56% nos registros de reclamações sobre as operações classificadas como oferta ou prestação de informação sobre crédito consignado de forma inadequada, passando de 9.010 para 14.049.

Ranking

ranking de reclamações do Banco Central, no total, teve 84.825 registros, em 2020, ante 49.275, em 2019. Entre mais de 100 tipos de reclamações procedentes, as cinco ocorrências com mais registros responderam por 51% dos registros do ano, um total de 43.483.

Segundo o Idec, as reclamações registradas no Banco Central evidenciam os principais desafios enfrentados por consumidores no ano passado. Além das ocorrências envolvendo o crédito consignado (17% do total de registros), houve reclamações de irregularidades, sigilo e segurança envolvendo cartões de crédito, com 11%; e irregularidades, sigilo e segurança envolvendo operações de crédito, com 10% dos registros.

Nesse último ponto, houve um aumento expressivo de registros em relação a 2019 (132%), o que pode ser explicado pela falta de clareza nas medidas de renegociação de crédito anunciadas pelos bancos, segundo o instituto.

O levantamento realizado nas duas plataformas confirmou tendência registrada por associados do Idec. Mesmo com o aumento do valor dos planos de saúde e com a saúde como preocupação central durante o ano de 2020, pela primeira vez as reclamações de serviços financeiros superaram as de saúde (20,9%) e atingiram 22,6% das queixas. Em 2019, a saúde tinha 23,8% das reclamações de associados do instituto e serviços financeiros ocupavam a segunda colocação com 18,5%.

A conclusão do Idec aponta que, nas três bases de dados, as reclamações se concentraram em operações de crédito e cobranças indevidas de serviços e tarifas. As questões envolvendo crédito estão diretamente associadas à situação de vulnerabilidade da pandemia e muitas instituições financeiras assediaram os consumidores com produtos e serviços, sobretudo com concessão de crédito.

No Idec, a principal queixa contra bancos foi dificuldade para renegociar ou parcelar dívidas (14,4%). Em seguida vieram falta de informação e cálculo de juros ou saldo devedor de cartões de crédito, com 8,6% cada. “Os bancos, por exemplo, deixam de informar sobre a existência de contas bancárias sem tarifas e permanecem reajustando suas taxas de serviços para valores acima da inflação em sucessivos 10 anos”, divulgou a entidade, avaliando que a ausência de fiscalização contribui para a continuidade dos abusos praticados.

“O aumento no volume de reclamações é consequência da ausência de uma política pública estruturada para combater os abusos dos bancos e maior fiscalização, principalmente na oferta de crédito. Muitas renegociações foram abusivas e houve oportunismo de achar que todos os idosos aposentados e pensionistas estavam em busca de mais crédito, com ampliação da margem de 5% do crédito consignado. E assim, houve a realização de muitas operações não solicitadas. É importante que os consumidores estejam atentos às negociações firmadas através de contratos”, alerta Amorim.

Banco Central nega falha de segurança no Pix e adverte contra golpes

Eventuais golpes que ocorram por meio do Pix decorrem da manipulação de contextos sociais por fraudadores, não de falhas de segurança no sistema, advertiu hoje (30) o Banco Central (BC), no encerramento da campanha O Pix é novo, mas os golpes são antigos. Segundo a autoridade monetária, cabe ao usuário precaver-se para não ser lesado.

“Em situações de medo ou ganância, pare e pense no contexto e se faz sentido. Então, tome domínio da situação”, disse o chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Carlos Eduardo Brandt, no painel de encerramento da campanha, transmitido ao vivo pela internet.

Segundo os participantes do evento, o Pix representa apenas um meio de pagamento, que não está relacionado diretamente ao descuido de quem cai numa fraude. Os participantes do evento listaram os principais golpes: pedido de dinheiro por aplicativo de mensagem clonado (Whatsapp ou Telegram) de amigos e conhecidos; SMS, e-mail ou ligações que pedem atualização de cadastros com links para páginas falsas e lojas virtuais falsas que jamais enviam os produtos comprados.

Nessas situações, o Pix, informou o Banco Central, é mais seguro que os mecanismos tradicionais de transferência. Isso porque a ferramenta fornece as informações do receptor do pagamento, como nome completo e parte do número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Cabe ao usuário conferir os dados de quem recebe a transferência.

Dicas

Os participantes do painel deram dicas para evitar cair em golpes. No caso de clonagem de aplicativos de mensagens, deve-se telefonar para a pessoa para confirmar o pedido de dinheiro. No caso de atualizações cadastrais que resultem na clonagem da conta bancária, o cliente jamais deve clicar em links enviados e deve ligar de volta para a instituição financeira para perguntar se os dados bancários estão em dia.

Em relação a lojas virtuais falsas, o usuário deve primeiramente verificar se o endereço da página, que se parece com o da loja original, tem alguma letra trocada e desconfiar de produtos e de serviços em condições supervantajosas. Por fim, o consumidor pode tentar navegar no site para ver se a página é verdadeira.