Monumentos e museus homenageiam independência do Brasil

Os brasileiros que desejam conhecer mais sobre a história do País, especialmente a da independência, podem reunir a família e visitar lugares espalhados por todo o território que relembram fatos, personagens e batalhas decisivas que envolveram o processo de independência brasileira.

Museus, monumentos, praças, parques e outras atrações oferecem boas opções de passeio em vários estados, para moradores e turistas. Confira algumas delas e prepare seu roteiro.

Conjunto do Ipiranga

O conjunto do Ipiranga, na capital paulista, é composto pelo prédio onde funciona o Museu do Ipiranga, pelo Monumento à Independência, pela Casa do Grito e estende-se a todo o Parque da Independência.

Parque da Independência

O parque, um local histórico nacional, abriga a Colina do Ipiranga, junto ao Riacho do Ipiranga, onde D. Pedro I declarou a independência do Brasil de Portugal, em 7 de setembro de 1822. Atualmente, a infraestrutura do local conta com praça para eventos, estacionamento, pista de cooper, aparelhos de ginástica, playground, área de estar, sanitários, chafariz com fonte e cascata. A vegetação é composta por jardins e bosques heterogêneos: foram registradas 186 espécies, das quais 8 estão ameaçadas, como a cabreúva, a grumixama e o palmito-jussara.

Museu do Ipiranga

Também conhecido como Museu Paulista, o espaço possui um acervo com cerca de 150 mil itens, que abrange coleções de objetos, mobiliários e obras de arte com relevância histórica, sobretudo as que possuem relação com o período que abrange a Independência do Brasil.

Inaugurado oficialmente em 1895, é o mais antigo museu público de São Paulo. Uma das obras mais conhecidas de seu acervo é o quadro “Independência ou morte”, do artista Pedro Américo, de 1888. Desde agosto de 2013, o museu está fechado para o público para obras, restauros e reparos. A previsão de reabertura é 2022. O edifício eclético do museu é de autoria do engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezziser.

Monumento à independência

O Monumento à Independência é de autoria do escultor italiano Ettore Ximenes, e fica situado no Riacho Ipiranga. A obra, inaugurada dia 7 de setembro de 1922, foi concluída apenas quatro anos depois. Em 1953, foi construída no interior do monumento a Cripta Imperial, que abriga restos mortais de Dom Pedro I e de suas duas esposas, as imperatrizes D. Leopoldina de Habsburgo e D. Amélia de Leuchtenberg.

Casa do Grito

A singela construção de pau a pique foi reconstruída em 1955, em conformidade com a cena concebida por Pedro Américo em sua conhecida obra sobre a Independência do Brasil. Até então, o local estava abandonado. As obras de restauro, como a janela falsa, tiveram a intenção de aproximá-la da casa representada na obra de Pedro Américo e caracterizá-la com o cenário composto pelo artista.

Em 1981, a Casa do Grito foi objeto de pesquisas arqueológicas e passou por uma obra de restauro que procurou corrigir os excessos das intervenções anteriormente realizadas. Em 2007, passou por nova etapa de restauro e conservação, tendo sido reaberta em 7 de setembro de 2008.

Obelisco da Praça Sete de Setembro (MG)

Localizado em Belo Horizonte (MG), o monumento de 13,57 metros, composto por 28 peças de cantaria, foi construído em uma pedreira de Capela Nova de Betim. Conhecido popularmente como “Pirulito”, tem autoria do arquiteto Antônio Rego e foi inaugurado em sete de setembro de 1924. O obelisco de pedra granítica está localizado no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Amazonas.

As faces apresentam quatro placas de bronze de autoria do artista Francisco de Paula Rocha. O monumento foi armazenado, em 1962, no Museu Abílio Barreto, e reinaugurado no ano seguinte, na Praça Diogo de Vasconcelos, onde permaneceu até 1980, quando foi restituído ao seu local de origem.

Panteão da Pátria (DF)

O monumento integra o Conjunto Cultural Três Poderes, na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF), e foi criado em 7 de setembro de 1986 para homenagear heróis nacionais que possuíam ideais de liberdade e democracia. Entre eles, D. Pedro I, que proclamou a Independência do Brasil. A idealização do projeto surgiu após a morte de Tancredo Neves, o primeiro presidente eleito democraticamente após vinte anos de ditadura militar.

O projeto arquitetônico simboliza uma pomba e conta também com um vitral de Marianne Peretti, o Mural da Liberdade de Athos Bulcão e o Painel da Inconfidência Mineira de João Câmara Filho. Foi tombado em 2007 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Monumento ao Dois de Julho (BA)

O Monumento Dois de Julho relembra o movimento popular de Independência, ocorrido há 191 anos, liderado pelo povo baiano, que conseguiu consolidar a libertação do Brasil do domínio português. A obra é formada por pedestal de mármore de Carrara, dois corpos e escadarias do mesmo material.

Assentado sobre o pedestal, ergue-se uma coluna de bronze, acima da qual é possível observar a figura de um índio, com 4,11 metros de altura, armado de arco e flecha.

No total, são 25,86 metros, ao longo dos quais são ostentados alegorias, símbolos e quadros em relevo que representam batalhas campais, nomes dos heróis que trabalharam em prol da emancipação e os principais rios da Bahia, entre outros. O monumento comemora a entrada do exército pacificador em Salvador.

 

Monumento aos Heróis da Batalha do Jenipapo (PI)

A inauguração do monumento ocorreu em 1973, por ocasião dos 150 anos da chamada Batalha do Jenipapo, que teve papel estratégico para garantir a Independência do Brasil e manter a unidade nacional.

O governo português pretendia, após o 7 de setembro, manter a parte norte do Brasil como colônia.

Graças à Batalha do Jenipapo, entre tantas outras lutas ocorridas em províncias do norte e nordeste, a independência foi consolidada.