O desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil atingiu níveis alarmantes e exige
resposta imediata do poder público e da sociedade. Dados do Sistema Nacional de
Informações de Segurança Pública (Sinesp), divulgados em janeiro de 2026, apontam que
23.919 crianças e adolescentes desapareceram em 2025, média de 66 casos por dia,
representando aumento de 8% em relação a 2024.
Entre os desaparecidos, 61% são meninas, o que reforça a ligação do problema com
crimes como violência sexual, exploração, tráfico humano e adoções ilegais. Considerando
todas as idades, o país registrou 84.760 pessoas desaparecidas em 2025, média de 232
ocorrências diárias, o maior número da série histórica.
Entidades especializadas destacam que o tempo é decisivo. Quanto mais rápida a
comunicação às autoridades, maiores as chances de localização. Mesmo assim,
estimativas indicam que entre 10% e 15% das crianças não são encontradas, mantendo
famílias em sofrimento permanente.
No Congresso Nacional, propostas buscam aprimorar os mecanismos de busca, com a
eliminação de prazos mínimos para registro de ocorrência, criação de delegacias
especializadas, integração de bancos de dados e implantação de sistemas de alerta
imediato por celular, permitindo o engajamento da população nas primeiras horas após o
desaparecimento.
Em Curitiba e na Região Metropolitana, o tema precisa ser tratado como prioridade
absoluta. Baseado na minha experiência na área de segurança, fica aqui meu alerta: uma
criança pode desaparecer em 40 segundos. Tempo suficiente para que um breve
descuido se transforme em tragédia.
Quando uma criança desaparece, o tempo não corre a favor da família, corre contra ela!
Diante de números crescentes, a pergunta é direta: quantas crianças ainda precisarão desaparecer para que a proteção da infância seja tratada como urgência real?
Sou a sargento Tânia Guerreiro, estou no meu segundo mandato como vereadora na cidade e combato a pedofilia há mais de 35 anos, com experiência no serviço de inteligência da Polícia Militar do Paraná e trabalhos realizados junto à Interpol. Sou também coautora da Lei do Alerta Amber em Curitiba, ferramenta essencial para dar agilidade às buscas.



