A pandemia da covid-19 tem sido um verdadeiro teste para a saúde mental em todo o planeta. O isolamento, o grande número de mortes em diversos países e o luto por amigos e familiares abalam milhares de pessoas.

Para aliviar um pouco do sofrimento e deixar o dia a dia mais leve, adotar um pet é um caminho, segundo a psicóloga Ticianne Frega, da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba. Os bichinhos possuem uma sensibilidade apurada.

“Os animais são capazes de detectar o humor dos seus donos, bem como se conectar de forma a ampará-los nos momentos de dificuldades”, explica Ticianne.

De acordo com ela, todas as faixas etárias – de crianças a idosos – podem se beneficiar dessa companhia. Nesse período em que as pessoas precisaram (e ainda precisam) passar mais tempo em casa, os pets ganharam protagonismo.

“Eles tanto auxiliam a manter o senso de rotina e promovem um contato mais aproximado, fortalecendo laço e vínculo, tornando-se, por vezes, agentes de proteção à saúde mental”, acredita.

Ao contrário do que se imagina, não trazem benefícios apenas para as pessoas que moram sozinhas, mas também para estimular o convívio familiar. A interação, destaca a psicóloga, traz parceria, garantia de troca de afeto, criação e manutenção do senso de responsabilidade, interação social e amenização do estresse.

E quando o pet é adotado?

“Ao adotarmos, ganhamos o dobro em carinho e reconhecimento, além da chance de desenvolvermos em nós habilidades que acabam nos auxiliando na vida, como paciência, calma e atenção”, responde, Ticianne, também entusiasta da Causa Animal.

A mudança começa, segundo a especialista, quando incentiva o indivíduo a rever significados previamente criados – como a procura por um animal de raça pela beleza ou pelo que eles podem representar socialmente.

“Muitos dos animais abandonados foram adquiridos em momentos de ímpeto por pessoas que não se deram conta de que ter um bichinho em casa demanda investimentos financeiros, tempo e disponibilidade afetiva”, alerta.

Para se garantir os benefícios, portanto, Ticianne recomenda que haja programação e senso de responsabilidade para a convivência harmoniosa, a guarda-responsável e muitos anos de alegria e amor desse pet com a nova família.

Como adotar?

O Centro de Referência para Animais em Situação de Risco (Crar) funciona como um centro de adoção permanente. Lá estão os animais resgatados de situações de maus-tratos e os que vivem sem tutores vítimas de atropelamento. Os animais aptos para adoção são todos castrados, vacinados, desverminados e microchipados, prontos para receber os dados do novo tutor.

No site da Rede de Proteção Animal e em sua página no Facebook, é possível ver as fotos de alguns animais e veterinários da Rede estão disponíveis, diariamente, para orientar processos de adoção.

O Centro funciona todos os dias, das 9h às 12h e das 13h30 às 15h30, na Rua Lodovico Kaminski, 1.381, CIC. O agendamento para conhecer os animais pode ser feito pelo telefone 41 99963-0233.