Uma cerimônia no Museu Oscar Niemeyer (MON), no início da noite deste sábado (21/9), abriu oficialmente a 14ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba. Mais de 400 artistas de 45 países começam a se apresentar em museus, centros culturais, galerias de arte e também nos espaços urbanos.

As exposições do MON, que reúnem aproximadamente 100 artistas, já estão abertas à visitação. A partir desta semana, outros espaços abrem as portas para uma programação de mostras, performances e atividades educativas que se estendem até 1º de março de 2020. Os museus da Gravura e da Fotografia, unidades da Prefeitura, estão no circuito e inauguram exposições da Bienal na terça-feira (24/9).

Artistas, curadores, representantes de instituições parcerias e autoridades de vários países prestigiaram a abertura. Com o tema “Fronteiras em Aberto”, esta edição enfatiza a produção artística dos países integrantes do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

“A 14 ª edição é resultado de um esforço coletivo de diversas instituições”, disse o diretor da Bienal, Luiz Ernesto Meyer Pereira.

Representando o prefeito Rafael Greca, a presidente da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), Ana Cristina de Castro, destacou a parceria permanente da Prefeitura com os promotores da iniciativa. “Trago a todos o abraço do prefeito Rafael Greca”, saudou Ana Cristina. “Com este evento, Curitiba se torna a capital brasileira do BRICS em 2019”, afirmou.

A presidente da FCC enalteceu a proposta curatorial desta edição. “Num momento em que a comunidade internacional se vê desafiada a compreender e a lidar com os movimentos migratórios, a Bienal se propôs a discutir a convivência multicultural entre os países. Vivenciar a produção de artistas brasileiros e estrangeiros sobre essa temática certamente é uma experiência singular, complexa e enriquecedora”, disse.

Pluralidade

Representantes dos Ministérios da Cultura de diversos países estiveram presentes. Entre eles, o vice-ministro e o diretor de Arte e Cultura da África do Sul, Mampe Monakai e Vuzi Mkhize, respectivamente.

“A Bienal é uma grande janela para os artistas chineses, uma oportunidade de mostrarem sua criatividade. Para o Brasil, é uma forma de ampliar sua visibilidade no mundo, em especial na China”, disse o consultor cultural da embaixada chinesa, Shu Jiaping.

“Curitiba e o Paraná estão sempre na vanguarda”, pontuou o cônsul da Rússia, Acef Said.

Além da presidente da Fundação Cultural de Curitiba, participaram da cerimônia o presidente do Instituto Curitiba de Arte e Cultura, Marino Galvão Junior; o assessor de Relações Internacionais da Prefeitura, Rodolpho Zannin Feijó; e a superintendente de Gestão Educacional da Secretaria Municipal da Educação, Andressa Pereira.

Mais informações sobre a Bienal Internacional de Arte de Curitiba estão no site.